Río Branco, Brasil (2008)

Resúmenes Río Branco, Brasil (2008)

 

Organizadores

 

Fundação de Tecnologia do Estado do Acre – FUNTAC Instituto para Conservação e Manejo de Fauna – Amazonfauna Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMEIA Universidade Federal do Acre – UFAC

 

Coordinación general

 

  • Vângela Maria Lima do Nascimento – Presidente
  • Daisy A. P. Gomes-Silva
  • José Sérgio Lopes Siqueira
  • Marilene Vasconcelos da Silva

 

Temas

1 Conservação e manejo ex-situ

  • SOBREVIVÊNCIA DE AVES FRUGÍVORAS EM FRAGMENTOS DO PDBFF (PROJETO DINÂMICA BIOLÓGICA DE FRAGMENTOS FLORESTAIS) NA AMAZÔNIA CENTRAL

    1. Conservação e manejo ex-situ – Temas

     

    Mariana Tolentino Bento da Silva, João Vitor Campos e Silva, Andressa Barbara Scabin, Jaqueline Rizzi, Fortuna, Marina Anciães, Erik Johnson, Phil Stoufer, Maria Uriatre

     

    SOBREVIVÊNCIA DE AVES FRUGÍVORAS EM FRAGMENTOS DO PDBFF (PROJETO DINÂMICA BIOLÓGICA DE FRAGMENTOS FLORESTAIS) NA AMAZÔNIA CENTRAL

    Descrever a variação na sobrevivência e dispersão de animais nos diferentes hábitats é muito importante para prever quais podem ser os efeitos da ragmentação da paisagem para as espécies. O consumo de frutos e o padrão de dispersão das sementes de algumas plantas, por exemplo, estará diretamente associado ao comportamento dessas aves. Esse estudo teve como objetivo avaliar a taxa de sobrevivência e dispersão entre áreas fragmentadas de diferentes tamanhos (1ha, 10ha e 100ha) de três fazendas, para isso analisamos as histórias de capturarecaptura de 6 espécies de Pipridae: Corapipo guturallis, Pipra pipra, Pipra erythrocephala, Lepidothrix serena, Schiffornis turdinus e Manacus manacus e de uma espécie de Mimidae: Turdus albicollis por um período de seis meses (junhodezembro/2007). Neste período foram capturados 738 indivíduos e recapturados 173 indivíduos, sendo 11 indivíduos de Manacus manacus com 1 recaptura, 18 de Corapipo guturallis e 2 recapturas, 83 de Pipra erythrocephala e 2 recapturas, 380 de Pipra pipra e 78 recapturas, 146 de Lepidothrix serena e 52 recapturas, 21 de Schiffornis turdinus e 9 recapturas e Turdus albicollis com 79 capturas e 29 recapturas.

     

    A área com maior número de capturas foi uma das áreas de 100ha com 193 registros, a espécie com maior número de capturas em todas as áreas foi Pipra pipra. Das recapturas de Schiffornis turdinus quatro foram do mesmo indivíduo e na mesma área, mostrando que essa espécie tem um território estabelecido. Entre áreas, tivemos recaptura das seguintes espécies: Pipra pipra que foi capturada na reserva de 10ha da fazenda Esteio e recapturada no fragmento do 1ha. O mesmo aconteceu com um indivíduo de Turdus albicollis nas mesmas reservas da Pipra Pipra. Em fragmentos menores, algumas espécies como Schiffornis turdinus não foram capturados.

     

    Com as informações geradas a partir desse trabalho concluímos que áreas maiores comportam mais indivíduos de diferentes espécies enquanto que nas reservas menores algumas espécies não foram capturadas mostrando a necessidade de áreas maiores e sem os efeitos da fragmentação, que são mais evidentes e severos nos pequenos fragmentos. Por outro lado, algumas das espécies observadas são capazes de atravessar a floresta secundária, indo de um fragmento para outro, mantendo assim o tamanho da sua área de uso depois da fragmentação e podendo dispersar sementes entre áreas, incluindo aquelas em recuperação.

     

  • PARÂMETROS REPRODUTIVOS DE MUÇUÃS (Kinosternon scorpioides Linnaeus, 1766) EM CATIVEIRO SUBMETIDOS A DIFERENTES PROTOCOLOS ALIMENTARES

    1. Conservação e manejo ex-situ

     

    Maria das Dores Correia Palha, Alanna do Socorro Lima da Silva, Jamile da Costa Araújo, Ana Sílvia Sardinha Ribeiro, Cláudio Douglas de Oliveira Guimarães

     

    PARÂMETROS REPRODUTIVOS DE MUÇUÃS (Kinosternon scorpioides Linnaeus, 1766) EM CATIVEIRO SUBMETIDOS A DIFERENTES PROTOCOLOS ALIMENTARES

    Resumo:

    Muçuãs são tradicionalmente consumidos na Amazônia oriental e embora a caça seja proibida, ocorre clandestinamente. A criação da espécie em cativeiro pode contribuir para a conservação, desde que validada por pesquisa e respaldada por programa de monitoramento das populações em vida livre. Como parte dos estudos sobre muçuãs em cativeiro realizados em Belém, Pará, pelo Projeto Bio-Fauna/ISARH/UFRA, avaliou-se o desempenho reprodutivo (estações de 2006 e 2007) de três lotes (n=20/lote) de muçuãs adultos, em proporção sexual de 1:3, mantidos sob distintas dietas à base de ração comercial para peixe (Lote 2) acrescida de mix protéico (Lotes 1 e 3). Animais selecionados com base no desempenho reprodutivo, constituíram-se em diferencial ao Lote 3, formado a partir de seleção prévia dentre os muçuãs que apresentaram melhor desempenho reprodutivo na estação de 2005. No período analisado, as médias de peso corporal dos animais dos Lotes 1, 2 e 3, corresponderam a 446,7g, 440,7g e 455,6, respectivamente. As 267 posturas totais forneceram 775 ovos, obtendo-se os seguintes dados médios: 38,2mm de diâmetro maior, 20,5mm de diâmetro menor e 9,1g de peso. Os Lotes 1 e 3 se destacaram por apresentar ovos com maiores médias de peso e diâmetro (largura) (p<0,05). Fêmeas que receberam suplementação protéica apresentaram maior média de ovos (Lote 1=17 e Lote 3=20) do que as alimentadas unicamente com ração comercial (Lote 2=14). O período de nidificação se estendeu de abril a janeiro (Lote 1) e de abril a novembro (Lotes 2 e 3). Maior número de ovos foi obtido em junho, julho e agosto, totalizando 515 ovos no período, sendo 174 ovos (Lote 1), 144 ovos (Lote 2), e 197 ovos (Lote 3). Por ninhada, verificou-se um número máximo de ovos totalizando n=7 (Lote 3), n=6 (Lote 1) e n=5 (Lote 2). Para as condições adotadas no trabalho foi possível concluir que os animais que receberam suplemento protéico mostraram melhor desempenho reprodutivo (número de ninhadas, número de ovos, peso e largura dos ovos, média de ovos por fêmeas e período de nidificação) que os alimentados unicamente com ração comercial, destacando-se em termos gerais o Lote 3, que sofreu processo seletivo prévio com base em parâmetros corporais e desempenho reprodutivo.     [button color="#ffffff" background="#588a02" size="small" src="http://comfauna.org/1-conservacao-e-manejo-ex-situ/"]Volver[/button]

     

  • CRIAÇÃO DE QUELÔNIOS (PODOCNEMIS SPP.) EM TANQUE-REDE POR COMUNIDADES DO MÉDIO E BAIXO AMAZONAS.

    1. Conservação e manejo ex-situ – Temas

     

    Anndson Brelaz Oliveira, Paulo Cesar Machado Andrade, Hugo Ricardo Bezerra Alves, Midian Salgado Monteiro, Cléo Carvalho Ohana

     

    CRIAÇÃO DE QUELÔNIOS (PODOCNEMIS SPP.) EM TANQUE-REDE POR COMUNIDADES DO MÉDIO E BAIXO AMAZONAS.

     

    O manejo e a criação de quelônios em cativeiro na Amazônia vêm sendo desenvolvidos pelas comunidades como alternativa de renda, onde populações naturais diminuíram. Este trabalho, objetivou avaliar o sistema de criação de tracajás (Podocnemis unifilis), tartarugas (Podocnemis expansa) e iaçás (Podocnemis sextuberculata) em tanques-rede por comunidades do Médio-Baixo Amazonas, o desempenho em diferentes sistemas hídricos e determinar a melhor densidade de cultivo. Para avaliar a densidade em tanques-rede (20, 40 e 60 indivíduos/m³) e o desempenho de filhotes de quelônios em três sistemas hídricos diferentes, foram utilizadas unidades de criação em 10 comunidades (tanques-rede de 2 m X 3 m X 2 m) desde 2005. As variáveis foram comprimento, largura e altura da carapaça, peso, ganho diário de peso (GDP) e conversão alimentar (CA). O delineamento foi em blocos casualizados por áreas Terra Santa, Parintins e Barreirinha. Na análise de sistemas hídricos foram testados tanques-rede em rios de água branca (4 tanques), rios de água clara (3 tanques) e rios de água preta (3 tanques). Os tracajás, até 36 meses, em água clara apresentaram um melhor crescimento (P<0,078). As tartarugas, aos 34 meses, criadas em água clara  foram superiores (P<0,045) em peso (2383.5 g,) as de água branca (11074.25 ± 197.30 g) e preta (928.65 ± 197.74 g). Iaçás, até 22 meses, criados em água clara apresentaram crescimento superior (P<0,22) no peso (186.38 ± 46.41 g) as criadas em água branca (142.45 ± 35.10 g). O GDP de tracajás em água clara (0,26-1,16 g/dia) foi superior. A conversão alimentar de tracajás em água branca variou de 3,42-9,44:1, em água preta de 2,4-3,8:1 e em água clara de 4,4-10,12:1. A maior mortalidade foi o iaçá, 48,17%, seguida da tartaruga, com 24,33%, e o mais resistente, o tracajá,17,7% . Criações com 50-65 animais/m³ apresentaram uma tendência a ter maior ganho de peso. O parasitismo por sanguessugas foi o principal problema em tanques-rede (50%), principalmente, em águas pretas e claras. Esse sistema de criação apresenta lucratividade de 12 a 13%, sendo viável para populações ribeirinhas. Dos 4.693 quelônios criados, 3.037   atingiram a idade média de abate (24 -36 meses) com produção total de 1.426 kg, em média, 33,46% dos animais acima do peso legal para venda (1,5 kg), com biomassa para comercialização de 378 kg e receita líquida de R$ 3.846,00/tanque-rede/36 meses de cultivo. O peso médio das tartarugas e tracajás abatidos foram 1555,88 ± 26,94 e 771,94 ± 356,96 kg e produziram de carne (filé, pata traseira e dianteira) 473,58±8,20 e 234,96±108,65 kg, respectivamente.

  • MANEJO DE Tayassu tajacu EM CATIVEIRO: ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL COMO RECURSO NA DIMINUIÇÃO DE ESTRESSE.

    1. Conservação e manejo ex-situ – Temas

     

    Natalia Inagaki de Albuquerque, Áurea Linhares Martins, Igor Chamon Selligman, Washington Luiz A. Pereira, Diva Anélie de Araújo Guimarães

     

    MANEJO DE Tayassu tajacu EM CATIVEIRO: ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL COMO RECURSO NA DIMINUIÇÃO DE ESTRESSE.

    Resumo:

    O caititu é uma espécie de potencial econômico, pela sua carne e couro bastante apreciados no mercado nacional e internacional. No entanto, a mesma ainda possui problemas de adaptação ao cativeiro, sendo as criações comerciais ainda recentes no Brasil. A Embrapa Amazônia Oriental junto com a Universidade Federal do Pará e um criadouro comercial, vem testando um sistema de criação, para aumentar a produtividade desta espécie em cativeiro, com bons resultados. Tendo-se observado algumas mortes de recém-nascidos e adultos, este trabalho objetiva apontar as causas, assim como, apresentar uma solução para o problema. Em 64 animais adultos (20 machos e 44 fêmeas), foram pesquisadas as causas de 4 mortes, com necrópsias realizadas pelo Laboratório de Patologia da Universidade Federal Rural da Amazônia. Também foram pesquisados óbitos de 7 filhotes de até 48 horas de vida, de um total de 76 nascimentos. Os animais foram divididos em 2 grupos de 10 baias (grupos A e B), com mesmas condições, excetuando o sistema de drenagem, onde o grupo B possuía o piso de sua área coberta molhado por chuvas. A pesquisa foi realizada em 2 períodos, onde no segundo as baias do grupo B receberam um estrado de madeira isolando os animais da umidade, igualando as suas condições às baias do grupo A. Ambos os períodos abrangeram épocas de chuva e tiveram um total de 38 nascimentos cada. Os 4 óbitos de adultos se distribuíram 3 no primeiro período e 1 no segundo, destes óbitos, 2 foram causados por processos patológicos do sistema respiratório, ambos no primeiro período e no grupo B. Os 7 óbitos de filhotes se distribuíram: Grupo A, 1 no primeiro período e 1 no segundo; grupo B, 4 no primeiro período e 1 no segundo. O resultado demonstrou um aumento significativo de óbitos de filhotes nascidos no grupo B, no primeiro período, quando as baias ainda não possuíam estrados de madeira. O trabalho também aponta esse fator ambiental como um possível incremento do estresse de cativeiro, o qual causou óbitos também de adultos.

     

  • AVALIAÇÃO FÍSICA E BEM-ESTAR DOS RÉPTEIS DESTINADOS AO LABORATÓRIO DE HERPETOLOGIA DO INSTITUTO BUTANTAN.

    1. Conservação e manejo ex-situ – Temas

     

    Eliana de Oliveira Serapicos; Myriam Elisabeth Velloso Calleffo; Flavio Elias Santiago do Nascimento & João Paulo Vieira Pires

     

    AVALIAÇÃO FÍSICA E BEM-ESTAR DOS RÉPTEIS DESTINADOS AO LABORATÓRIO DE HERPETOLOGIA DO INSTITUTO BUTANTAN.

     

    Resumo:

    O Laboratório de Herpetologia do Instituto Butantan tem recebido, nos últimos anos, diversas espécies de répteis da fauna silvestre brasileira e exótica. O número de animais, precisamente quelônios e lagartos doados ao referido Laboratório, tem crescido anualmente. Este fato é devido à superpopulação em Parques Zoológicos e Criadouros, às apreensões do IBAMA, à livre comercialização em lojas de animais e, consequentemente, à falta de conhecimento relacionado ao manejo das espécies adquiridas, o que implica na saúde e bem-estar destes animais. A maioria das serpentes que chega ao Instituto Butantan é oriunda da natureza, e são capturadas por fornecedores cadastrados, os quais têm o intuito de prevenir acidentes ofídicos em suas residências e de contribuir com a produção do soro anti-ofídico, tradição há mais de 100 anos. Contudo, os quelônios e lagartos doados são, na sua maioria, provenientes de proprietários de animais que querem se desfazer da sua aquisição, muitas vezes devido à dificuldade ou completo desconhecimento do manejo em cativeiro da espécie em questão. Este estudo tem como objetivo apresentar um levantamento sobre as condições de físicas dos répteis recém-chegados ao Laboratório de Herpetologia. Os resultados obtidos mostram que traumas, como atropelamentos, quedas, mordidas de cães ou roedores, assim como deficiências nutricionais, que podem causar deformidades ósseas, são os principais problemas decorrentes do manejo inadequado de quelônios e lagartos destinados ao Laboratório de Herpetologia do Instituto Butantan. A maioria das lesões observadas em serpentes é decorrente da captura e contenção física inadequada. O crescimento do animal e a necessidade de ambientes maiores para o pleno desenvolvimento do espécime adquirido, assim como patologias nutricionais, são os fatores principais que tem levado os proprietários destes animais a desfazê-los, ou ainda soltá-los, deliberadamente, em ambientes naturais. Atualmente, além da rotina de manutenção das diversas espécies de répteis destinadas ao Laboratório de Herpetologia, está sendo realizado um trabalho de reabilitação de alguns espécimes de quelônios e lagartos que chegam completamente debilitados e desnutridos, inviabilizando assim, a exposição pública ou projetos de pesquisa que envolva tais espécies.

  • OSTEODISTROFIA EM ONÇA-PRETA (PANTHERA ONCA) ATENDIDA EM SERVIÇO DE REABILITAÇÃO CLÍNICA DE ANIMAIS SILVESTRES RELATO DE CASO.

    OSTEODISTROFIA EM ONÇA-PRETA (PANTHERA ONCA) ATENDIDA EM SERVIÇO DE REABILITAÇÃO CLÍNICA DE ANIMAIS SILVESTRES RELATO DE CASO.

    Resumo:

    A deficiência de cálcio tem sido uma das causas de doenças nutricionais mais frequentes em animais silvestres em cativeiro, com consequências sérias, pois há comprometimento do crescimento, da vida reprodutiva e até o óbito. Um filhote de Panthera onca, fêmea, com aproximadamente dois meses de idade, pesando 4 kg, adquirida através de comércio clandestino em feira livre de Belém, Pará, foi encaminhada ao Serviço de Reabilitação de Animais Silvestres do Projeto Bio- Fauna, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Exames clínico-laboratoriais apontaram diarréia, desidratação e verminose. Durante o período de reabilitação clínica, o animal apresentou redução da atividade física e claudicação, sendo posteriormente diagnosticada fratura completa cavalgada na diáfise proximal do fêmur esquerdo e fratura incompleta (patológica) na diáfise proximal do fêmur direito, com presença de desmineralização nas estruturas ósseas visíveis. Análises bioquímicas resultaram em uma concentração de cálcio inferior ao mínimo, confirmando o quadro de osteodistrofia. Não foi possível a realização da cirurgia reparadora, em função das estruturas ósseas não apresentarem consistência compatível com a colocação do pino intramedular, sendo o animal posteriormente imobilizado. As radiografias de controle evidenciaram o processo de formação de calo ósseo nos terços distal e proximal do fêmur esquerdo e a presença de fratura no terço distal da tíbia. Não foi observada a formação de calo ósseo na fratura do fêmur direito, havendo ainda a detecção de nova fratura (incompleta) no terço distal e fratura bilateral da asa do ílio. O plano de tratamento consistiu no uso de gluconato de cálcio, hidróxido de alumínio e complexo vitamínico ADE. O hidróxido de alumínio foi usado como quelante para o fósforo visto que as dosagens desse mineral mostravam um desequilíbrio da relação Ca/P, com o fósforo apresentando taxas elevadas, agravando o estado do animal que apresentava respiração ofegante, debilidade física e constipação. Também fizeram parte do tratamento, banhos de sol e alimentação à base de cartilagem e de vísceras bovina e de frango. Através de monitoramento radiográfico foi possível constatar a consolidação das fraturas, com o animal apresentando-se ativo e movimentando-se normalmente, de acordo com o comportamento esperado para a espécie, apesar do comprometimento do crescimento ósseo. A alta clínica ocorreu após 60 dias de tratamento, quando o animal foi liberado para destinação sob responsabilidade de órgão ambiental federal.

     

  • TRIPANOSSOMOSE EM CAPIVARA (HYDROCHAERIS HYDROCHAERIS) MANTIDA EM CATIVEIRO NO MUNICÍPIO DE BENEVIDES, PARÁ RELATO DE CASO.

    1. Conservação e manejo ex-situ – Temas

     

    Ana Sílvia Sardinha Ribeiro, Alanna do Socorro Lima da Silva, Maria das Dores Correia Palha

     

    TRIPANOSSOMOSE EM CAPIVARA (HYDROCHAERIS HYDROCHAERIS) MANTIDA EM CATIVEIRO NO MUNICÍPIO DE BENEVIDES, PARÁ RELATO DE CASO.

    Resumo:

    A principal enfermidade das capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris) é o mal das cadeiras, tanto em cativeiro como no ambiente natural. A prevalência de Trypanosoma sp. é maior em capivaras mantidas em fazendas (58%) do que nas capivaras de vida livre (27%). Esta doença é provocada por um protozoário (Trypanosoma sp.) que acomete também outros mamíferos como os cães, bovinos, búfalos, caprinos, equinos, camelos, quatis (Nasua nasua), pequenos marsupiais (Monodelphis spp), veado (Odocoileus chirinquensos e Manzama sp.) ratos (Oryzomys sp.), onça (Panthera onca), morcegos (Desmodus rotundus) e tatus (Dasypus spp). Os animais afetados podem ter óbito em poucas semanas ou meses, apresentar infecções crônicas com evolução de muitos meses, havendo ainda os portadores assintomáticos. Este trabalho objetivou relatar um caso de infecção natural por Trypanosoma sp. em capivara, proveniente de um criadouro conservacionista no município de Benevides, Pará. O animal apresentava um histórico de emagrecimento progressivo, apatia, incoordenação motora e dificuldade de propriocepção. Ao exame físico foi observada desidratação, caquexia e comprometimento corporal geral, mucosas pálidas, apatia, debilidade física, edema de membros, febre, aumento dos linfonodos palpáveis e instabilidade dos membros pélvicos. A doença apresentou evolução com incremento dos sinais de prostração, fraqueza progressiva, emagrecimento progressivo, hiporexia progressiva, dificuldade de deglutição, diarréia sanguinolenta, paresia gradual dos membros posteriores e óbito. No esfregaço sanguíneo, foram identificadas formas flageladas pertencentes a Trypasosoma sp. Com base na sintomatologia clínica, epidemiologia e resultado de exames complementares chegou-se ao diagnóstico de tripanossomose Mal das Cadeiras. Acredita-se que uma outra capivara encaminhada ao criadouro pelo IBAMA, em período anterior, e que apresentou a mesma evolução clínica, tenha sido a fonte de infecção, pois elas estiveram em contato durante o período em que essa permaneceu na propriedade. A verificação desses casos serve de alerta aos proprietários de criadouros de animais silvestres e domésticos e aos responsáveis técnicos, para a presença da doença na região e salienta a necessidade de maiores investigações quanto a epidemiologia da parasitose e criação de medidas profiláticas que evitem novas infecções.

     

  • COMPONENTES VEGETAIS E ANIMAIS NA DIETA DE MUÇUÃS (Kinosternon scorpioides Linnaeus, 1766) EM CATIVEIRO ANÁLISE DE PALATABILIDADE.

    1. Conservação e manejo ex-situ – Temas

     

    Maria Das Dores Correia Palha, Andréa Bezerra de Castro, Fabrício Araújo de Oliveira, Alanna do Socorro Lima da Silva, Ana Sílvia Sardinha Ribeiro

     

    COMPONENTES VEGETAIS E ANIMAIS NA DIETA DE MUÇUÃS (Kinosternon scorpioides Linnaeus, 1766) EM CATIVEIRO ANÁLISE DE PALATABILIDADE.

     

    Resumo:

    O Kinosternon scorpioides, vulgarmente conhecido como muçuã, é um quelônio cuja distribuição geográfica em território brasileiro abrange a costa do Amapá, o estuário amazônico e alguns estados do nordeste do país, sendo tradicionalmente apreciado como iguaria da culinária local. São vendidos ilegalmente em dúzias, pois apresentam peso e preço reduzidos. Visando conhecer aspectos da biologia básica e do desempenho de reprodutivo de animais em cativeiro, desde 2004, o Projeto Bio- Fauna/UFRA, Belém, Pará, conduz pesquisas direcionadas à espécie. Este estudo buscou avaliar a aceitação de distintos itens alimentares vegetais e animais (a saber: verduras, frutas, tubérculos e proteína animal in natura) pelos muçuãs. Os animais experimentais consistiram de adultos mantidos em dois lotes mistos (n=36/lote), em proporção macho:fêmea de 1:3. Os resultados são apresentados e discutidos, incluindo parâmetros quantitativos relacionados ao consumo. Em resumo, observou-se que os muçuãs aceitaram todos os itens testados, à exceção de berinjela. Para as condições adotadas neste trabalho, foi possível concluir que muçuãs adultos em cativeiro aceitam pescada-gó, pepino, goiaba, abobrinha, carambola, batata, cenoura, chuchu e beterraba em sua alimentação, nesta ordem de prioridade, com taxas de consumo cujos extremos variaram entre 94% e 22,3%. Novos testes são recomendados para ampliar a diversificação qualitativa de itens alimentares para a espécie em cativeiro, incluindo produtos da biodiversidade amazônica, bem como para fornecer melhor avaliação das taxas médias de consumo.

     

  • QUANTIFICAÇÃO DE FOLICULOS OVARIANOS DURANTE O CICLO ESTRAL DE CUTIAS (Dasyprocta sp.), CRIADAS EM CATIVEIRO

    1. Conservação e manejo ex-situ – Temas

     

    Rosemar Silva Luz-Ramos, Alice da Silva Lima, Larysse Aquino Pedroza, Otávio Mitio Ohashi

     

    QUANTIFICAÇÃO DE FOLICULOS OVARIANOS DURANTE O CICLO ESTRAL DE CUTIAS (Dasyprocta sp.), CRIADAS EM CATIVEIRO.

    Resumo:

    A cutia é um roedor Caviomorfa de fácil manejo em cativeiro, onde reproduz-se de maneira satisfatória, necessitando de um espaço diminuto para o seu

    desenvolvimento. É um dos animais silvestres que é bastante consumido pelas populações rurais, pois sua carne apresenta alto teor protéico. Assim este trabalho propõe avaliar qualitativamente e quantitativamente a população folicular ovariana durante o ciclo estral de cutias. Foram utilizadas 18 fêmeas adultas, as quais foram distribuídas em quatro grupos, sendo três pertencentes ao grupo 1 (estro), cinco ao grupo 2 (metaestro), seis ao grupo 3 (diestro) e quatro ao grupo 4 (proestro). Os animais foram submetidos a ovariectomia após identificação da fase do ciclo estral, a qual foi confirmada através da análise colpocitológica. Os folículos ovarianos foram classificados e contados nas diferentes categorias de pré-antrais e antrais. Os resultados revelam a duração do ciclo estral em média de 31,9 + 1,37 dias. Durante o ciclo estral foi detectado folículos pré-antrais normais nas diferentes categorias (estro, metaestro, diestro e proestro), e nas fases de metaestro e estro, o número de folículos secundários em degeneração foi superior quando comparados as fases de diestro e proestro. O índice de folículos antrais normais foi baixo nas diferentes fases, exceto na fase de proestro. O número médio de folículos primordiais nas fases de estro, metaestro e proestro foi superior quando comparado com a fase de diestro. A média de folículos de transição na fase de metaestro foi superior as outras fases do ciclo, contudo semelhante entre as fases de (estro e diestro) e (diestro e proestro). A população de folículos primários na fase de proestro mostrou valor médio significativo em relação às fases de estro e metaestro, porém, semelhante à fase de diestro, da mesma forma ocorreu semelhanças no número médio de folículos entre as fases de (estro e metaestro) e (diestro e proestro). Já o valor médio da população de folículos secundários foi semelhante em todas as fases. Os dados obtidos sugerem a necessidade de um número amostral maior visando à implantação de biotécnicas da reprodução nesta espécie.

     

  • ASPECTOS HISTOLÓGICOS DO OVÁRIO DE CUTIAS (DASYPROCTA SP.), CRIADAS EM CATIVEIRO, APÓS INDUÇÃO HORMONAL.

    1. Conservação e manejo ex-situ – Temas

     

    Rosemar Silva Luz-Ramos, Alice Silva Lima, Otávio Mitio Ohashi, Caroline Silva Montes

     

    ASPECTOS HISTOLÓGICOS DO OVÁRIO DE CUTIAS (DASYPROCTA SP.), CRIADAS EM CATIVEIRO, APÓS INDUÇÃO HORMONAL.

     

    Resumo:

    A cutia é um roedor caviomorfa de fácil manejo em cativeiro que atinge a puberdade por volta de um ano. Os estudos básicos reprodutivos em cativeiro já foram elucidados e podem contribuir para aplicabilidade de biotécnicas, que possibilitem a detecção de problemas produtivos e reprodutivos, bem como na conservação destes animais. Este estudo visa avaliar histologicamente a gônada da fêmea após indução hormonal. Foram utilizadas 42 fêmeas e agrupadas em duas fases experimentais. No experimento 1, o grupo 1 recebeu 50UI FSH-LH-p, os grupos 2 e 3 receberam 30UI e 50UI de eCG, respectivamente, e o grupo 4 (controle) recebeu 0,9% NaCl. Todos os grupos com exceção do controle, receberam hCG. No experimento 2, os grupos 5, 6 e 8 receberam 50UI FSH-LH-p, 80UI FSH-LH-p e 40UI FSH-LH-p, respectivamente, todos associados à PGF2ﬡ. O grupo 7 recebeu 40 mg FSH-p1 + PGF2 e o grupo 9 (controle) recebeu 0,9% NaCl. Neste experimento, o grupo 6 e dois animais do grupo 7 e um do grupo 8 receberam hCG. Após indução e ovariectomia os ovários foram submetidos ao exame biométrico e processamento histológico. Todos os folículos préantrais e antrais foram classificados em normais quando apresentavam a membrana basal completa, ausência de corpos picnóticos no núcleo do ovócito e sem sinais de degeneração do ovócito e das células da granulosa; e em degenerados quando os núcleos do ovócito e das células da granulosa mostravam-se picnóticos, e quebra da membrana basal. Morfologicamente, os ovários são ovóides de cor amarela e superfície lisa com pequenos relevos formados pelos corpos lúteos e grandes folículos. No experimento 1, o grupo 1 mostrou maior estimulação ovariana pela presença de inúmeros folículos de diversos tamanhos. Os grupos 2 e 3 mostraram número de folículos normais semelhantes ao grupo controle, sendo que o grupo 3 apresentou maior número de folículos atrésicos e luteinizados. No experimento 2, os grupos 5 e 8 se destacaram pela maior produção de folículos normais. Os grupos 6 e 7 mostraram menor estímulo ovariano com ocorrência de atresia e luteinização folicular semelhante ao grupo controle. A biometria dos ovários direito e esquerdo, foi semelhante entre todos os grupos analisados. Foi identificada a ocorrência de folículos poliovulares (2 a 4 oócitos), nas categorias de pré-antrais e antrais, entretanto, a presença destes folículos no ovário da cutia é considerada comum. Contudo, há necessidade de aplicar outros protocolos para definir o melhor efeito da gonadotrofina nesta espécie.

     

2 Conservação e manejo ex-situ

  • HERPETOFAUNA DO PARQUE MUNICIPAL MÁRIO COVAS SOROCABA/SP. DADOS PRELIMINARES.

    1. Conservação e manejo in-situ – Temas

     

    Paulo Tadeu Matheus de Camargo; Eliana de Oliveira Serapicos; Luiz Arthur de Carvalho Cintra; Rodrigo Castellari Gonzalez & Caio Vinicius de Mira Mendes

     

    HERPETOFAUNA DO PARQUE MUNICIPAL MÁRIO COVAS SOROCABA/SP. DADOS PRELIMINARES.

    Resumo:

    O Parque Municipal Mário Covas , Sorocaba, SP, é um parque urbano criado em 2002 com a finalidade principal de fornecer proteção ao Ribeirão Pirajibu, uma possível fonte de água de qualidade a cidade de Sorocaba. Em 467.873,71 m2 circundados por indústrias, inclusive química, loteamentos residenciais, atividades agrícolas e uma rodovia de elevada movimentação, encontra-se uma região fitoecológica típica do contato entre o Cerrado e Floresta Ombrófila Densa (Floresta Tropical Pluvial). Embora sua relevância ecológica e ambiental não tenha ainda sido profundamente elucidada, um trabalho de sistematização e compilação de dados está sendo realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses de Itu e pelo Parque Zoológico Quinzinho de Barros , que baseado na casuística dos animais recebidos, tem indicado altos índices de riqueza e abundância de espécies de répteis nessa região, além de trazer à tona os problemas para as populações naturais da expansão das fronteiras urbanas. Deste modo, este estudo visa realizar um levantamento da herpetofauna local, utilizando quatro métodos de amostragem: 1) Procura limitada por tempo; 2) Armadilhas de interceptação e queda (pitfall traps with drift fences ; 3) Coleta por terceiros; e 4) Encontros acidentais. Os resultados preliminares têm demonstrado que a área destinada ao desenvolvimento do projeto apresenta relevância ecológica, visto a diversidade de espécies da herpetofauna encontradas (12 espécies de anfíbios anuros, 02 espécies de lagartos e 06 espécies de serpentes). Vale ressaltar que tais resultados foram obtidos em 4 atividades de campo, as quais foram realizadas durante a estação seca, ou seja, período pouco favorável para o encontro com animais ectotérmicos devido às condições climáticas. A área em questão apresenta uma forte influência antrópica impactante, especialmente a presença de caçadores, o que tem dificultado o trabalho de campo em desenvolvimento.

     

  • TAMAÑO POBLACIONAL Y REPRODUCCIÓN DEL JABIRU (Jabiru mycteria) EN COSTA RICA (Período 1993-2008).

    Johnny Villarreal Orias

     

    TAMAÑO POBLACIONAL Y REPRODUCCIÓN DEL JABIRU (Jabiru mycteria) EN COSTA RICA (Período 1993-2008).

    Resumen:

    El jabirú (Jabiru mycteria) es una de las dos especies de cigüeñas de Mesoamérica. En Costa Rica, el jabirú es una especie que ha recibido escasa atención en relación al establecimiento de medidas para la conservación. Actualmente está en peligro de extinción por el bajo tamaño de la población y por la reducción del área de anidación. En Costa Rica, la especie está restringida a los humedales de la Llanura de los Guatusos y a la cuenca del río Tempisque. Desde 1993 se ha iniciado un proceso de estudio que ha aumentado en área, temas y colaboradores sobre la biología de la especie. De tal forma, que en la actualidad hay información para hacer un análisis del estado de la población del jabirú para generar medidas aplicables en las estrategias de conservación para la especie en Costa Rica. Se han realizado conteos de la población y determinado los aspectos reproductivos del jabirú desde 1993 hasta el 2008. La tendencia poblacional evidencia una situación crítica para la especie, con números poblacionales bajos (cercanos a 70 individuos). Además, el tamaño efectivo de la población ha oscilado entre 7 y 11 parejas reproductivas. La mitad de esos nidos se encuentran en áreas privadas, con una alta vulnerabilidad por desaparecer. Los sitios de anidación están cercanos a los humedales, donde utiliza los árboles más altos de los parches de bosque o árboles aislados, pero sólo de especies de gallinazo (Albizia niopoides) y de ceiba (Ceiba pentandra) mayores de 20 m de altura. Estos árboles deben reunir una serie de requerimientos en relación a la arquitectura para ser utilizados para colocar los nidos cada año. En términos de conservación, la población ha mostrado una leve tendencia de incrementos y disminuciones pero cercana a los 70 individuos. Lo que sugiere que esa población ha permanecido pequeña a través del tiempo y sobre todo que ha mostrado un centro de distribución principalmente en la cuenca del río Tempisque. Recientemente se ha establecido una Comisión Nacional para la conservación del Jabirú, liderada por instituciones académicas, ministerio del ambiente, ONG y empresas privadas. Estos resultados evidencian la necesidad implementar acciones inmediatas para asegurar la sobrevivencia de esa vulnerable población de jabirú de Costa Rica y de Mesoamérica.

     

  • DIVERSIDAD Y CONSERVACION DE ANFIBIOS Y REPTILES EN LOS HUMEDALES DE LA REGION MINATITLAN-COATZACOALCOS, VERACRUZ, MEXICO.

    Jorge E. Morales-Mávil, Emilio A. Suárez-Domínguez, Luis René Mestizo-Rivera y Carlos R. Corona-López

     

    DIVERSIDAD Y CONSERVACION DE ANFIBIOS Y REPTILES EN LOS HUMEDALES DE LA REGION MINATITLAN-COATZACOALCOS, VERACRUZ, MEXICO

    Resumen:

    La región Minatitlán-Coatzacoalcos, Veracruz, es considerada una de las más contaminadas en México. Presenta un amplio desarrollo industrial y uno de los   complejos petroquímicos más importantes del país. La vegetación se caracteriza por selva perennifolia, pastizal, popal, tular, manglar y acahual. Esta   diversidad de ecosistemas supone una alta riqueza de anfibios y reptiles, sin embargo, es probable que estos grupos de vertebrados sean afectados por las   presiones ambientales, particularmente la contaminación ambiental. El objetivo de este trabajo fue determinar el estado actual de la herpetofauna, conociendo su abundancia, distribución y aprovechamiento por los pobladores locales. Se inspeccionaron 50 parcelas de muestreo (14,000 m2) en cada uno de los ambientes, incluyendo construcciones y se aplicaron encuestas entre los pobladores locales para conocer el uso sobre las especies en la zona. Los muestreos  se realizaron entre Diciembre de 2003 y Diciembre de 2006. Se registraron 57 especies (17 anfibios y 40 reptiles), incluidos en 26 familias (7 anfibios y 40  reptiles). La curva de acumulación de especies y el estimador Chao2 muestran un porcentaje superior al 80% de la riqueza esperada para la zona. La mayor   riqueza de especies para ambos grupos se presentó en el acahual (76.5% anfibios y 72.5% reptiles). La riqueza de ambos grupos fue alta, sin embargo, la   abundancia de la mayoría de las especies fue baja, por lo cual se presume que algunas poblaciones se encuentran en decline. Asimismo, se detectó que los   pobladores locales aprovechan principalmente como recurso para la obtención de carne, a dos especies de iguanas (Iguana iguana y Ctenosaura acanthura) y   cuatro especies de tortugas (Trachemys venusta, Claudius angustatus, Kinosternon leucostomum y Staurotypus triporcatus). Se discute la posibilidad de   afectación por contaminación hacia la fauna, así como a los consumidores del recurso.

     

  • SELECCIÓN DE TAMAÑO DE POMACEA PATULA CATEMACENSIS POR EL CARAO AMERICANO (ARAMUS GUARAUNA) Y EL MILANO CARACOLERO (ROSTRHAMUS SOCIABILIS) EN EL LAGO DE CATEMACO, VERACRUZ, MÉXICO.

    Gallardo-Del Angel Julio C., Morales-Mávil Jorge E.

     

    SELECCIÓN DE TAMAÑO DE POMACEA PATULA CATEMACENSIS POR EL CARAO AMERICANO (ARAMUS GUARAUNA) Y EL MILANO CARACOLERO (ROSTRHAMUS SOCIABILIS) EN EL LAGO DE   CATEMACO, VERACRUZ, MÉXICO

    Resumen:

    El milano caracolero (Rostrhamus sociabilis) y el caráo americano (Aramus guarauna), son depredadores especializados cuya distribución y uso de hábitat está  ligado a la presencia caracoles del género Pomacea, forma la parte más importante de su alimentación. En Julio de 2007 se colectaron un total de 2,613 conchas del caracol endémico Pomacea patula catemacensis en perchas de acumulación en dos sitios del Lago de Catemaco, eligiendo dos sitios, la Isla de Agaltepec con intensa pesca comercial de P. patula por parte de los pobladores locales y el Rancho Tres Lunas, sin pesca. En Agaltepec colectaron 1007 conchas, 922 consumidas por milano y 85 por caráo. En Tres Lunas se colectaron 1606 conchas, de las cuales, 1423 fueron consumidas por el milano y 183 por el caráo. El objetivo principal era saber si los dos depredadores están seleccionando tallas distintas de caracoles en sitios con distinta presión antropocéntrica. Al comparar los caracoles consumidos por el milano en ambos sitios encontramos que en Agaltepec la media es de 33±4.3 (n=922), mientras en Tres Lunas es de 36±3.17 (n=1423), siendo sus medias diferentes (t=-20.14, P=0.001), al igual que sus varianzas (KS=0.002). Al observar las tallas consumidas con mayor frecuencia en ambos sitios, podemos ver que cambia la, de 30-35mm en la Isla de Agaltepec a 35-40mm en el Rancho Tres Lunas. Pero no sucede esto  con el caraó americano, ya que no se encontraron diferencias significativas en el promedio del tamaño de caracoles consumidos en ambos sitios (t=1.5, p= 0.134), ni diferencia entre sus varianzas (KS=0.176), con tallas de 36±4.42mm (n=85) en Agaltepec y 35.39±3.6mm (n=183) en Tres Lunas. Más del 90% la dieta  del milano caracolero es de Pomacea, mientras que el caraó es aproximadamente del 70%. Esto podría hacer que el uso de hábitat específico y condiciones ambientales desfavorables pueden restringir la selección de presa a tallas menores (que suelen ser más abundantes) por parte del milano para evitar el riesgo de un bajo rendimiento de forrajeo producto de la presión por parte del caraó o de la pesca comercial. La pesca comercial de Pomacea patula catemacensis, es  un aspecto importante a considerar, ya que esta ha declinado en un 80% en la actualidad. La presión que ejerce el consumo humano en las poblaciones de esta caracol endémico puede verse reflejada en los patrones de selección de presa, así como la dinámica de repartición de recursos por ambos depredadores.

     

  • PATRÓN ESPACIAL Y TEMPORAL DE EVENTOS DE DEPREDACIÓN DE ANIMALES DOMÉSTICOS POR JAGUAR (PANTHERA ONCA) Y PUMA (PUMA CONCOLOR), EN LOS DEPARTAMENTOS DE ARAUCA Y CASANARE, ORINOQUIA COLOMBIANA.

    María Victoria Sarmiento-Giraldo, Pedro Sanchez Palomino, Octavio Monroy-Vilchis

     

    PATRÓN ESPACIAL Y TEMPORAL DE EVENTOS DE DEPREDACIÓN DE ANIMALES DOMÉSTICOS POR JAGUAR (PANTHERA ONCA) Y PUMA (PUMA CONCOLOR), EN LOS DEPARTAMENTOS DE ARAUCA Y CASANARE, ORINOQUIA COLOMBIANA

    Resumen:

    Como consecuencia de la expansión de la frontera agropecuaria, se ha disminuido notablemente el hábitat para los grandes carnívoros y sus presas naturales, ocasionando en muchos lugares del mundo un conflicto por competencia de recursos como espacio y alimento, entre el hombre y especies de grandes carnívoros. En Colombia este conflicto viene presentándose desde hace algunos años en varias regiones, dentro de las cuales esta la Orinoquia, en donde jaguares (Panthera onca) y pumas (Puma concolor) atacan ganado bovino y otros animales domésticos como cerdos, chivos y caballos. Este estudio explora en los Departamentos de Arauca y Casanare, Orinoquia colombiana, la relación entre los ataques a animales domésticos por pumas y jaguares y dos tipos de variables: ambientales tales como el clima, la topografía, los tipos de cobertura vegetal; y antropogénicas como la densidad de cabezas de ganado y de asentamientos humanos. Estas relaciones pueden estar definiendo patrones espaciales y temporales en los eventos de depredación, que pueden ser evidenciados mediante la modelación de la distribución espacial de dichos eventos con base en estas variables. El propósito es identificar áreas con mayor riesgo de ocurrencia de ataques a animales domésticos, lo que permitirá plantear acciones de manejo para reducir su ocurrencia en estas áreas.Para obtener registros de los ataques e información detallada de los mismos, como frecuencia de ocurrencia , características físicas del sitio del ataque y de los animales muertos, se han realizado entrevistas semiestructuradas en las comunidades afectadas en los meses de abril y junio del presente año. También se ha indagado sobre las prácticas de manejo agropecuario y la percepción de las personas hacia estos felinos. Para el modelamiento de la distribución espacial de estos eventos se aplica el algoritmo de máxima entropía a través del programa MAXENT. A partir de la interpretación y evaluación de los modelos, se espera identificar áreas con alta probabilidad de ocurrencia de ataques y determinar la forma en que las variables están influyendo en estos eventos. Se observó que existe una notable influencia de la precipitación en la ocurrencia de los ataques, ya que existe un régimen de lluvias muy marcado en esta región, con una época lluviosa y una época seca. Los ataques están ocurriendo con mayor frecuencia en época de lluvias (abril-diciembre), y en zonas transformadas a pastizales, por el manejo extensivo de la ganadería. Hubo opiniones divididas sobre la tolerancia a la presencia de felinos cerca de asentamientos humanos.

     

  • OSTEODISTROFIA EM ONÇA-PRETA (PANTHERA ONCA) ATENDIDA EM SERVIÇO DE REABILITAÇÃO CLÍNICA DE ANIMAIS SILVESTRES RELATO DE CASO.

    Jimena Cortés-Duque, Olga Montenegro, J. Jaime Zuñiga-Vega

     

    EFECTO DE LA EXPLOTACIÓN SOBRE UNA POBLACION DE Trachemys callirostris (TESTUDINATA: EMYDIDAE) EN LA CIÉNAGA DEL CONGO, MUNICIPIO DE SAN MARTÍN, DEPARTAMENTO DEL CESAR

    Resumen:

    Debido a la magnitud de explotación a la que está sometida la tortuga hicotea Trachemys callirostris ha sido categorizada en Casi Amenazada (NT) para Colombia, razón por la cual son necesarias medidas urgentes para su conservación como el monitoreo de sus poblaciones y la evaluación de la intensidad de cosecha. El Caribe colombiano es la región que presenta mayores niveles de consumo y comercialización de la especie. La ciénaga del Congo, en el departamento del Cesar – Colombia, muestra de manera clara este problema de conservación para la hicotea. En este estudio se evalúa el impacto de la explotación de T. callirostris presente en la ciénaga del Congo, durante la época de anidamiento de la tortuga. Se realizaron cuatro muestreos en los meses de enero a abril de 2008, en los cuales se capturaron, midieron, marcaron y liberaron todos los individuos encontrados con un esfuerzo de muestreo de 61 horas/hombre en cada mes. Los individuos se clasificaron en cuatro categorias de talla de acuerdo con la longitud de su caparazón: juvenil 1, juvenil 2, adulto 1 y adulto 2. Así mismo, se evaluaron más de 34 nidos para establecer el tamaño promedio de la postura. Estos datos, así como aquellos de las capturas y recapturas se utilizaron para obtener la información demográfica de la especie. Las tasas de supervivencias de juveniles y adultos se estimaron mediante métodos de máxima verosimilitud implementados en el programa MARK. Posteriormente se procedió a utilizar un modelo de proyección matricial y su respectivo análisis de perturbación prospectiva para modelar la dinámica de la población de estudio y predecir los efectos en la tasa de incremento poblacional, en respuesta a cambios en las tasas vitales de las diferentes categorías de tamaño. En total se marcaron más de 1340 tortugas cuyos tamaños oscilaron entre 6.5 y 24.8 cm (LRC, Longitud Recta de Carapax). El tamaño promedio de la postura fue de 9 huevos. Se presentan las tasas de supervivencia por categoría de talla y estimaciones de la tasa finita de crecimiento poblacional para el periodo de anidación del 2008, en esta ciénaga. A partir de la simulación de diferentes tasas de supervivencia para estimar el efecto de las mismas sobre la tasa de incremento poblacional se espera proponer acciones de manejo que no reduzcan el potencial de crecimiento de la población y permitan determinar el grado de vulnerabilidad de la población de T. callirostris en la ciénaga del Congo.

     

  • EFECTO DE LA EXPLOTACIÓN SOBRE UNA POBLACION DE Trachemys callirostris (TESTUDINATA: EMYDIDAE) EN LA CIÉNAGA DEL CONGO, MUNICIPIO DE SAN MARTÍN, DEPARTAMENTO DEL CESAR.

    Jimena Cortés-Duque, Olga Montenegro, J. Jaime Zuñiga-Vega

     

    EFECTO DE LA EXPLOTACIÓN SOBRE UNA POBLACION DE Trachemys callirostris (TESTUDINATA: EMYDIDAE) EN LA CIÉNAGA DEL CONGO, MUNICIPIO DE SAN MARTÍN, DEPARTAMENTO DEL CESAR

    Resumen:

    Debido a la magnitud de explotación a la que está sometida la tortuga hicotea Trachemys callirostris ha sido categorizada en Casi Amenazada (NT) para Colombia, razón por la cual son necesarias medidas urgentes para su conservación como el monitoreo de sus poblaciones y la evaluación de la intensidad de cosecha. El Caribe colombiano es la región que presenta mayores niveles de consumo y comercialización de la especie. La ciénaga del Congo, en el departamento del Cesar – Colombia, muestra de manera clara este problema de conservación para la hicotea. En este estudio se evalúa el impacto de la explotación de T. callirostris presente en la ciénaga del Congo, durante la época de anidamiento de la tortuga. Se realizaron cuatro muestreos en los meses de enero a abril de 2008, en los cuales se capturaron, midieron, marcaron y liberaron todos los individuos encontrados con un esfuerzo de muestreo de 61 horas/hombre en cada mes. Los individuos se clasificaron en cuatro categorias de talla de acuerdo con la longitud de su caparazón: juvenil 1, juvenil 2, adulto 1 y adulto 2. Así mismo, se evaluaron más de 34 nidos para establecer el tamaño promedio de la postura. Estos datos, así como aquellos de las capturas y recapturas se utilizaron para obtener la información demográfica de la especie. Las tasas de supervivencias de juveniles y adultos se estimaron mediante métodos de máxima verosimilitud implementados en el programa MARK. Posteriormente se procedió a utilizar un modelo de proyección matricial y su respectivo análisis de perturbación prospectiva para modelar la dinámica de la población de estudio y predecir los efectos en la tasa de incremento poblacional, en respuesta a cambios en las tasas vitales de las diferentes categorías de tamaño. En total se marcaron más de 1340 tortugas cuyos tamaños oscilaron entre 6.5 y 24.8 cm (LRC, Longitud Recta de Carapax). El tamaño promedio de la postura fue de 9 huevos. Se presentan las tasas de supervivencia por categoría de talla y estimaciones de la tasa finita de crecimiento poblacional para el periodo de anidación del 2008, en esta ciénaga. A partir de la simulación de diferentes tasas de supervivencia para estimar el efecto de las mismas sobre la tasa de incremento poblacional se espera proponer acciones de manejo que no reduzcan el potencial de crecimiento de la población y permitan determinar el grado de vulnerabilidad de la población de T. callirostris en la ciénaga del Congo.

     

  • POPULAÇÕES DE MAMÍFEROS NÃO-VOADORES DE MÉDIO E GRANDE PORTE EM DOIS DIFERENTES MODELOS DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NA REGIÃO METROPOLITANA DA GRANDE SÃO PAULO BRASIL

    Gilson Alves Bevilacqua Vanessa Maria Gimenez Aguilar, Adriana Cristina de Carvalho, Everaldo Serafim Carvalho

     

    POPULAÇÕES DE MAMÍFEROS NÃO-VOADORES DE MÉDIO E GRANDE PORTE EM DOIS DIFERENTES MODELOS DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NA REGIÃO METROPOLITANA DA GRANDE SÃO PAULO BRASIL ESTUDO COMPARATIVO

    Resumo:

    Áreas Naturais Protegidas no Brasil conhecidas como Unidades de Conservação (UC) são reconhecidamente fundamentais para manutenção e recuperação da biodiversidade mundial. Entre os modelos de UC brasileiras existem significativas diferenças quanto a suas formas de implantação, manejo etc. Temos, por exemplo, as APA (Áreas de Proteção Ambiental), de difícil manejo devido ao seu grande porte e diferentes possibilidades de usos do solo. Por outro lado temos as RPPN (Reservas Particulares do Patrimônio Natural), único modelo de UC de posse e manejo privados permitidas no país, geralmente de pequeno porte, mais fáceis de serem manejadas e importantes não apenas na manutenção da biodiversidade local, mas também na composição de zonas de amortecimento e corredores biológicos num mosaico composto por outras UC. O presente trabalho teve como objetivos comparar os dados de levantamentos preliminares de mamíferos não-voadores de médio e grande porte em um trecho da APA da Várzea do Rio Tietê, no município de Mogi das Cruzes, e do Parque Ecológico Miraporanga (RPPN), no município de Suzano, municípios vizinhos localizados na Região Metropolitana da Grande São Paulo. Como metodologias foram utilizados transectos lineares, armadilhas de pegadas, registros espontâneos de pegadas e outros vestígios, armadilhas-fotográficas, playback e entrevistas. Na APA da Várzea do Rio Tietê foram registradas 12 diferentes espécies, entre elas espécies ameaçadas como a jaguatirica (Leopardus pardalis) e o gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus). No Parque Ecológico Miraporanga foram registradas 23 espécies, entre elas espécies ameaçadas como a jaguatirica e a suçuarana (Puma concolor). Nas duas áreas, contudo, registraram-se com grande frequência espécies oportunistas típicas de ambientes alterados, como os gambás (Didelphis spp), animais domésticos, como cães e cavalos e também espécies exóticas introduzidas, como o sagui-de-tufos-brancos (Callithrix jacchus). Conclui-se pelo presente trabalho que as duas UC apresentaram eficiência na manutenção de populações de mamíferos nãovoadores de médio e grande porte, notadamente no contexto de uma região densamente ocupada e degradada como a Região Metropolitana da Grande São Paulo. Nos dois casos, porém, especialmente na APA, foram registrados problemas que exigem a atenção das autoridades locais e daqueles diretamente envolvidos em seu manejo.

     

  • SELEÇÃO DO LOCAL DE NIDIFICAÇÃO E SUA INFLUÊNCIA NO SUCESSO DE ECLOSÃO DE CARETTA CARETTA E ERETMOCHELYS IMBRICATA NO SUDESTE DA BAHIA.

    2. Conservação e manejo in-situ – Temas

     

    Sérgio Luiz Gama Nogueira-Filho, Cássia Camillo

     

    SELEÇÃO DO LOCAL DE NIDIFICAÇÃO E SUA INFLUÊNCIA NO SUCESSO DE ECLOSÃO DE CARETTA CARETTA E ERETMOCHELYS IMBRICATA NO SUDESTE DA BAHIA

    Resumo:

    Localização favorável dos ninhos é essencial para a incubação e sobrevivência de tartarugas marinhas. Por este motivo, este estudo objetivou avaliar a ocorrência de seleção do local de nidificação e sua influência no sucesso de eclosão de tartarugas marinhas em um trecho da APA Costa de Itacaré-Serra Grande durante a temporada de desova 2006/2007. Ninhos encontrados nos 11 km de praias monitorados foram identificados e abertos após a emergência dos filhotes ou 80 dias de incubação. Foram coletadas as variáveis dos ninhos: tamanho de ninhada, tempo de incubação, sucesso de eclosão, proporção de filhotes natimortos; de ovos não desenvolvidos, e fase de mortalidade dos embriões. As variáveis ambientais coletadas foram: perfil topográfico e sua classificação de acordo com estágios morfodinâmicos e processos de transporte sedimentar; posição e distância dos ninhos em relação à linha de vegetação; caracterização do sedimento dos perfis e das paredes dos ninhos quanto à fração orgânica, salinidade e granulometria. Foram identificados 32 ninhos: 17 de tartaruga cabeçuda (Caretta caretta) e 15 de tartarugas de pente (Eretmochelys imbricata). Os tamanhos médios das ninhadas diferiram entre as espécies: 86,3 ± 24,3 ovos para C. caretta e 119,2 ± 31,1 para E. Imbricata, mas a duração média de incubação 57,3 ± 3,9 dias e 59,7 ± 3,8 dias e o sucesso de eclosão 58,2 ± 36,6% e 74,9 ± 25,8% não diferiram. Ambas as espécies não utilizaram informações da dinâmica praial para selecionar o local de desova e nidificaram mais frequentemente em locais próximos à linha de vegetação. As fêmeas escolheram locais consistentemente próximos à média da praia em relação ao grau de selecionamento parâmetro granulométrico do sedimento. Quanto maior o diâmetro médio dos grãos, menor o sucesso de eclosão, sendo que essa relação foi forte para E. imbricata e apenas uma tendência para C. caretta. Apesar da baixa densidade de ninhos, a APA Costa de Itacaré-Serra Grande é de grande relevância para a conservação, por apresentar durações médias de incubação maiores do que nas principais áreas de reprodução dessas espécies no Brasil, o que sugere maior produção de machos. Constatou-se também que as características do sedimento influenciam o desenvolvimento embrionário e o sucesso de eclosão de C. caretta e E. imbricata; estes resultados podem ser utilizados para o estabelecimento de planos de manejo, sobretudo em casos de transferência de ninhos.

     

3 Pesquisa biológica aplicada ao manejo

  • DIVERSIDAD Y ABUNDANCIA DE MAMÍFEROS Y AVES GRANDES EN LA AMAZONÍA BAJA DEL ECUADOR

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Jaime F. Guerra, John G. Blake y Bette A. Loiselle

     

    DIVERSIDAD Y ABUNDANCIA DE MAMÍFEROS Y AVES GRANDES EN LA AMAZONÍA BAJA DEL ECUADOR

    Resumen:

    El estudio se realiza en un bosque inalterado correspondiente al bosque lluvioso de tierra baja siempre verde a una altitud de 270 m.s.n.m. y con una precipitación anual mayor a 3 000 mm. El lugar, considerado uno de los sitios de mayor concentración de biodiversidad en el mundo, está ubicado en la Estación de Biodiversidad Tiputini, de la Universidad San Francisco de Quito, a 270 Km. al este de Quito, en la provincia de Orellana 0º 38’ 18.61’’ S, 76º 08’ 56.735’’ O., en la Reserva de Biosfera del Yasuní. El objetivo es conocer la diversidad y abundancia de mamíferos y aves grandes, entender la dinámica de estas poblaciones, así como, los patrones de actividad y el uso del hábitat, mediante un monitoreo fotográfico con el uso de trampas de cámara. En el periodo comprendido entre enero 2005 a enero 2008 se han registrado cerca de 20 000 fotografías, con un promedio de 500 por mes, y con 85% de validez. Se registraron un total de 60 especies distribuidas en 21 órdenes y 31 familias, siendo venados, tapires y pecaríes los más numerosos. El 90% de los eventos corresponden a nueve especies entre aves y mamíferos La especie más numerosa es Mazama americana representada por el 40% del total de fotografías. También se registra la presencia relevante de cinco especies de felinos: jaguar, puma, ocelote, marguey y jaguarundi; se destaca el jaguar en una densidad de 1,5 individuos/Km2, indicador alto si consideramos que en investigaciones similares (Peña, Rosapel y Cuellar, 2004; Maffei, Cuellar y Noss, 2004)) se han reportado densidades de 3-4 individuos/100 Km2.y 1 individuo/ 30-40 Km2, respectivamente. Importante además, es la obtención de registros fotográficos de dos especies de perros selváticos. Del registro total, 14 especies fueron fotografiadas en saladeros, 20 en senderos y 26 en ambos lugares. Los saladeros son visitados con mayor frecuencia en época seca por primates, venados, tapires y pecaríes, además, se observa la presencia de varias especies en forma simultánea. Los resultados ratifican la alta biodiversidad y abundancia de la EBT, razón por la cual es un lugar de gran interés para la comunidad científica.

     

  • LOS CONDICIONANTES BIOLÓGICOS PARA LA RENTABILIDAD DE LA CRIANZA RURAL PRODUCTIVA DEL TINAMÚ PISACCA (NOTHOPROCTA ORNATA)

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Álvaro Garitano-Zavala

     

    LOS CONDICIONANTES BIOLÓGICOS PARA LA RENTABILIDAD DE LA CRIANZA RURAL PRODUCTIVA DEL TINAMÚ PISACCA (NOTHOPROCTA ORNATA)

    Resumen:

    Se ha evaluado científicamente la factibilidad biológica y económica de la crianza rural productiva de un ave silvestre del altiplano, el Tinamú Pisacca, Pisaka, o perdiz del altiplano (Nothoprocta ornata). Para esto se ha experimentado los sistemas de crianza en ciclo cerrado (obtención de productos y aves de reemplazo a partir de una sola población parental de cautiverio) y sistemas mixtos (un sistema de cría cerrada pero con el ingreso periódico de huevos recolectados del medio silvestre). Los primeros fueron evaluados en la comunidad rural de Sahuiña y en el campus universitario de Cota Cota, y los segundos en la comunidad rural de Qurpa. Se determinó la producción mensual y total de huevos y de juveniles en edad de faenamiento en los tres sistemas de crianza, y se obtuvo los parámetros de rentabilidad económica. Si bien el tipo de manejo permite la obtención de huevos y aves en edad de faenamiento susceptibles de ser comercializados, no se ha obtenido rentabilidad económica en los sistemas experimentales. En este trabajo se realiza un profundo análisis de los aspectos biológicos de la especie en cautiverio relacionados a la producción y rentabilidad obtenidos, los cuales se plantean como condicionantes biológicos: 1) Los comportamientos crípticos y nerviosos de las aves en cautiverio se mantienen, 2) El desarrollo postnatal es lento, propio de aves superprecociales, 3) Los machos no elaboran nidos o abandonan con facilidad las nidadas, 4) Por la inversión de roles sexuales, las hembras son dominantes y territorialistas, las agresiones y dominio de algunas hembras sobre las otras disminuye la producción neta de huevos, 5) En un sistema en cautiverio no todas las hembras producen huevos, y la producción de huevos está fuertemente influenciada por características individuales. Se concluye que debido a las características biológicas propias de la especie, y a las condiciones particulares de la cría en medio rural, en el conocimiento actual, los sistemas de producción evaluados aún no resultan factibles.

  • EL USO DE SALITRALES POR TAPIRES (TAPIRUS TERRESTRIS) EN LA AMAZONÍA PERUANA

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Mathias Tobler

     

    EL USO DE SALITRALES POR TAPIRES (TAPIRUS TERRESTRIS) EN LA AMAZONÍA PERUANA

    Resumen:

    Salitrales o collpas son comunes en muchas partes de la Amazonía Peruana y son visitados por un gran número de especies de mamíferos y aves. En el Departamento de Madre de Dios, los salitrales normalmente se encuentran en el bosque de bajío cerca a los ríos. El consumo de barro de los salitrales ayuda a varias especies de ungulados a evitar una deficiencia en micro-nutrientes come Na, Mg, P, Cu, K y Zn. A fin de estudiar el uso de los salitrales por los tapires se usaron trampas cámara y collares de GPS. Las trampas cámara proveen información sobre los patrones de visitas de toda la población mientras que los collares dan información detallada sobre el uso de salitrales por diferentes individuos. Se colocaron cámaras en 5 diferentes salitrales durante un total de 434 cámara días. Al mismo tiempo se capturaron 10 tapires en un salitral y se equiparon con collares GPS/Tracktags. Los tapires visitaron los salitrales con mayor frecuencia que otras especies de ungulados, con un promedio de 52.8 visitas / 100 días. Se observó una variación alta en la frecuencia de visitas entre diferentes salitrales (rango 31-187 visitas / 100 dias). Las visitas fueron mayormente de noche entre 18:00 y 4:00 con pocas visitas durante el día. Los tapires normalmente visitaron los salitrales solos, sin embargo, en algunas ocasiones se observó a una hembra con un macho o a una hembra con un juvenil. Los tapires que tenían su ámbito hogareño lejos de los ríos, en bosques de terraza, caminaron hasta 12 km para visitar a un salitral utilizando siempre el mismo camino. Los animales visitaron diferentes salitrales ubicados en la misma área y los intervalos entre visitas variaron entre dos y 40 días. El hecho de que los tapires se desplacen grandes distancias para llegar a un salitral, indica que los salitrales se visitan por un gran número de individuos de una población a 10 o más kilómetros alrededor del salitral. Considerando que los salitrales son los sitios preferidos por los cazadores para cazar tapires, esa información es importante para la elaboración de planes de manejo y conservación para Areas Protegidas. Hasta un número pequeño de cazadores cazando regularmente en un salitral, pueden dañar una población de tapires sobre todo si no es sexo selectiva. Al mismo tiempo, debido a que varios individuos visitan el salitral, este daño puede no notarse al corto plazo, pero seguramente se notará al largo plazo.

  • ESTUDIO POBLACIONAL DEL VENADO COLA BLANCA (ODOCOILEUS VIRGINIANUS) EN UNA COMUNIDAD DE BALANCÁN, TABASCO, MEXICO

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Fernando Marcos Contreras-Moreno, Joaquin Bello-Gutiérrez, Sonia Gallina

     

    ESTUDIO POBLACIONAL DEL VENADO COLA BLANCA (ODOCOILEUS VIRGINIANUS) EN UNA COMUNIDAD DE BALANCÁN, TABASCO, MEXICO

     

    Resumen:

    En el trópico el venado cola blanca (Odocoileus virginianus) representa una importante fuente de alimento para las comunidades rurales, sin embargo sobre los venados del trópico se conoce muy poco en toda su área de distribución. La zona de Balancán- Tenosique el venado cola blanca representa una importante fuente de proteína, además de ser utilizado en actividades tales como cacería deportiva y talabartería, sin embargo se desconoce la situación que guardan las poblaciones de venado cola blanca en esta zona. El objetivo de de este estudio es determinar la densidad, estructura de la población, distribución y preferencia de hábitat del venado cola blanca en la ranchería San Joaquín, Balancán, Tabasco. Se obtuvieron 41 grupos fecales, la densidad promedio estimada de la población de venado cola blanca fue de 0.61 ind/km2. Se encontró una relación machos: hembras de 1:2.75 y hembras: cervatos de 1:0.5. El venado se distribuyó en el 90% de los transectos establecidos. Se encontraron diferencias significativas en las preferencias de los tipos de hábitat (X2 2gl = 1413.42, P<

     

  • DISTRIBUIÇÃO E DENSIDADE DO TRACAJÁ PODOCNEMIS UNIFILIS (TESTUDINES-PODOCNEMIDIDAE) NO RESERVATÓRIO DA UHE TUCURUÍ, PARÁ, BRASIL

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Daniely Félix-Silva, Fernandes, Ana Paula Bâeta; Pezzuti, Juarez; Rebêlo, Jorge; Rocha, Carlos Frederico Duarte da.

     

    DISTRIBUIÇÃO E DENSIDADE DO TRACAJÁ PODOCNEMIS UNIFILIS (TESTUDINES-PODOCNEMIDIDAE) NO RESERVATÓRIO DA UHE TUCURUÍ, PARÁ, BRASIL

     

    Resumo:

    A abundância e densidade de quelônios aquáticos são determinadas por diferentes atributos do ambiente tais como distribuição e disponibilidade de recursos. Tal disponibilidade pode variar espacialmente e temporalmente. Portanto, este trabalho objetivou identificar como os quelônios aquáticos utilizam os diferentes ambientes disponíveis em termos espaciais e temporais na região de Tucuruí. Durante o período de março de 2005 a maio de 2007 foram percorridos 1742.19 km de margem, e foram registrados 1700 avistamentos de quelônios na região. Apenas a espécie Podocnemis unifilis (Tracajá) foi observada. No lago, P. unifilis é o quelônio mais abundante e apresenta uma ampla distribuição na região, ocorrendo tanto no próprio lago quanto nos rios tributários. A densidade de tracajás variou entre as transecções e ao longo das diferentes fases do ciclo hidrológico. As densidades encontradas nos censos realizados no período de enchente foram 2.32 ind./km, 1.5 ind./km e 1.4 ind./km (2005, 2006 e 2007, respectivamente). No período de cheia, as densidades foram 1.06 ind./km, 0.93 ind./km e 0.54 ind./km (2005, 2006 e 2007, respectivamente). Já na vazante, as densidades registradas foram 0.46 ind./km (2005) e 0.61 ind./km (2006), e na seca foram 0.19 ind./km (2005) e 0.14 ind./km (2006). As densidades observadas em cada contagem variaram de 0.0 a 11.53 ind/km. As maiores densidades de quelônios foram observadas no período de enchente e as menores na seca. As densidades também variaram entre as regiões amostradas no lago, sendo as maiores observadas na região do Jatobá (11.53 ind/km 2005; 4.6 ind./km 2006 e 6.05 ind./km 2007), e as menores observadas nas regiões do Jacundá, Lontra, Bacuri e Pucuruí. Quanto aos ambientes amostrados, as maiores densidades foram observadas nos trechos de ilhas. A região da Zona de Proteção à Vida Silvestre, também conhecida como Base 3, teve as maiores densidades de quelônios em dois dos anos amostrados (1.47; 0.72 e 1.19 ind./km – 2005, 2006 e 2007, respectivamente) enquanto a ZPVS 4 ou Base 4 (0.84; 0.95 e 0.78 ind./km respectivamente para os mesmos anos) teve maior densidade em um dos anos de monitoramento. O estudo evidencia a importância que a margem esquerda do lago, sobretudo a Base 3, tem para essas populações de quelônios que lá ocorrem, pois esta região, além de ser a mais populosa, também é a mais antropizada. Isto reforça a preocupação com a conservação e a importância do diálogo entre os diferentes atores, além da implementação de estratégias de gestão sócio-ambiental participativa.

     

  • ABUNDANCIA RELATIVA Y DISTRIBUCIÓN DE FRECUENCIAS DE INDICIOS DE MAMIFEROS MEDIANOS Y GRANDES EN TRES SISTEMAS PRODUCTIVOS DE LA CUENCA MEDIA DEL RIO OTÚN, RISARALDA

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Angélica Diaz-Pulido

     

    ABUNDANCIA RELATIVA Y DISTRIBUCIÓN DE FRECUENCIAS DE INDICIOS DE MAMIFEROS MEDIANOS Y GRANDES EN TRES SISTEMAS PRODUCTIVOS DE LA CUENCA MEDIA DEL RIO OTÚN, RISARALDA

     

    Resumen:

    La presente investigación se realizó en la cuenca media del Río Otún, Risaralda, departamento conocido por la riqueza de recursos naturales, bosques con flora y fauna exuberante típica de los paisajes naturales de la región Andina, sin embargo presenta en gran parte de su territorio ecosistemas fragmentados por intervención antrópica, procesos de expansión de sistemas productivos y sobreexplotación de recursos naturales. El acelerado crecimiento demográfico, el establecimiento de asentamientos urbanos y el aumento del consumo de bienes materiales de acuerdo con las nuevas necesidades, ha generado cambios en la función natural de los ecosistemas.Por esta razón, es urgente adoptar alternativas de solución al inadecuado manejo de los recursos naturales, enmarcadas en las relaciones entre los sistemas productivos y los sistemas naturales. Mediante este trabajo, se estimó la abundancia relativa y la distribución de frecuencias de indicios, como indicadores de la estructura y composición de poblaciones de mamíferos medianos y grandes, relacionadas con las características de hábitat (coberturas) en los sistemas productivos forestal, agrícola y ganadero. Adicionalmente, se describieron las características socio-económicas y las coberturas asociadas a cada uno de estos sistemas productivos.Se emplearon dos metodologías para el rastreo de indicios: una basada en transectos y otra en trampas de huella con atrayente de olor. Para la identificación de las características socioeconómicas se realizaron diálogos semiestructurados y observación directa. Se evidenciaron los indicios de catorce especies de mamíferos. La metodología de rastreo de indicios en transectos registró el menor número de ellos y de especies respecto a las trampas de huella con atrayente de olor. Estos últimos registros evidenciaron una preferencia de los mamíferos medianos y grandes, por las coberturas asociadas al sistema productivo agrícola de la finca La Isabela de acuerdo a la disponibilidad de recursos para las especies identificadas en esta zona. Solamente las especies Nasuella olivacea y Eira barbara fueron registradas en común en las tres fincas.La caracterización socio- económica demostró que las familias residentes en las fincas no son pobres y en ninguna de ellas se evidenció la realización de alguna actividad relacionada con el uso de la fauna silvestre, lo cual podría estar contribuyendo con la conservación de las especies de mamíferos en la zona.

     

  • MODELAMIENTO DE LA DISTRIBUCIÓN DE TAYASSU PECARI Y PECARI TAJACU PARA LA EVALUACION ECOLOGICA Y SANITARIA DE SUS POBLACIONES EN COLOMBIA

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Olga Montenegro, Elizabeth Mesa, Bibiana Gómez, Pedro Sánchez, Carlos Sarmiento

     

    MODELAMIENTO DE LA DISTRIBUCIÓN DE TAYASSU PECARI Y PECARI TAJACU PARA LA EVALUACION ECOLOGICA Y SANITARIA DE SUS POBLACIONES EN COLOMBIA

     

    Resumen:

    La distribución y el estado de las poblaciones de las especies de pecaríes de Colombia (Tayassu tajacu y Pecari tajacu) son poco conocidas, y sus mapas de distribución son inconsistentes o equivocados. Actualmente, existe la preocupación en el sector productor porcícola del país, por la posible transmisión de enfermedades

    entre los cerdos domésticos y los pecaríes. El reciente interés de evaluar la posible presencia de peste porcina clásica tanto en cerdos domésticos, como en poblaciones de pecaríes, motivó el inició del estudio de sus poblaciones, cuyo primer paso fue determinar la distribución potencial en todo el territorio nacional y determinar las áreas de coincidencia con los centros de producción porcícola. Para esto se modeló la distribución potencial de las especie de pecaríes en Colombia, siguiendo la siguiente metodología: 1) Se recopilaron y georreferenciaron registros de la presencia de estas dos especies tomadas en museos nacionales e internacionales y con una encuesta aplicada en todo el país. 2) Se organizó información ambiental georreferenciada y se modeló la distribución potencial de cada una de las especies utilizando MaxEnt. 3) Se realizó verificación de campo en 41 localidades en el país y se refinaron los modelos de distribución; y 4) Se cruzó esta información con la ubicación de los centros de producción porcícola en Colombia. En total se recopilaron 736 registros de los cuales 107 corresponden a localidades únicas de Tayassu pecari y 226 de Pecari tajacu. Los modelos indican que T. pecari se distribuye en un área de 436.974, 75 km2 (38,27% del país) y P. tajacu en 326.895,75 km2 (28,63% del país). Aunque en varias zonas del país estas dos especies son simpátricas, la distribución no coincide completamente en ambas, existiendo regiones donde ambas estarían ausentes, y áreas en donde solo una tiene alta probabilidad de existir. Las zonas donde hay coincidencia en la distribución de los pecaríes y centros de producción porcícola incluyen el centro-norte de Departamento de Antioquia y algunas áreas del piedemonte en el Departamento del Meta. En fases siguientes de este proyecto se evaluarán pecaríes en zonas seleccionadas del país a partir de los resultados de esta primera etapa. Estas evaluaciones serán otro paso que deberá conducirnos a estudios de la dinámica de poblaciones focales de algunas zonas.

     

  • DISTRIBUCIÓN POTENCIAL DEL VENADO TEMAZATE ROJO CENTROAMERICANO (Mazama temama) EN MÉXICO

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Joaquín Bello Gutiérrez, Carlos A. López González

     

    DISTRIBUCIÓN POTENCIAL DEL VENADO TEMAZATE ROJO CENTROAMERICANO (Mazama temama) EN MÉXICO

     

    Resumen:

    El venado temazate centroamericano rojo (Mazama temama), es una especie de la cual se conoce poco sobre su biología y ecología. Los datos sobre su distribución en su mayoría son registros puntuales, poca información es actualizada sobre este punto, por lo que no se sabe que área que abarca. Esta información es básica para conocer como factores ambientales y humanos pueden influir sus poblaciones. Nuestro objetivo es elaborar un mapa de distribución potencial para México del venado temazate rojo centroamericano considerando su nicho fundamental. Se elaboró una base de datos de información solicitada a museos, además de publicaciones y datos no publicados. El modelo de distribución se generó aplicando el Algoritmo Genético para la Producción de Juegos de Reglas (GARP en inglés). El cual usa las localidades conocidas de las especies y los datos ambientales de coberturas geográficas digitales de la zona de interés como son datos climáticos. El modelo representa el nicho ecológico de los requerimientos ambientales de la especie. Se generaron 100 modelos con 1000 iteraciones cada uno. Con los 10 mejores modelos se obtuvo el mapa que reunía los mejores sitios. Se tuvieron 69 registros para 12 estados de México. El número de registros por estado varió de 2 para Querétaro y Tamaulipas a 13 en Puebla. El venado temazate no presentó una distribución tan restringida a la parte tropical de México. La especie estaba presente en poco más de 530,000 km2; esta superficie nos indica que la especie es bastante más plástica de lo que se ha supuesto. El modelo resalta dos áreas, la porción norte de la península de Yucatán, donde se supone solo la presencia de M. pandora. La otra región considera las huastecas potosínas, así como la Sierra Gorda del Estado de Querétaro, en ambos sitios hay registros de esta especie, aunque no se tienen claros los límites de su distribución. Los resultados indican que esta especie tiene tolerancia ecológica amplia dado su registro en tipos de habitat transformados como son vegetación secundaria y cultivos. Aunque el temazate tiene problemas de conservación a nivel local, debe presentar una estructura espacial a nivel de metapoblaciones. Una vez identificada esta estructura facilitaría las acciones para su conservación.

     

  • ASPECTOS REPRODUTIVOS DO CICLÍDEO ACARICHTHYS HECKELLI VISANDO O MANEJO SUSTENTÁVEL DE PEIXES ORNAMENTAIS NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (RDS) AMANÃ- AM

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Jana Menegassi Favero Ana Carolina Prado- Valladares, Paulo dos Santos Pompeu

     

    ASPECTOS REPRODUTIVOS DO CICLÍDEO ACARICHTHYS HECKELLI VISANDO O MANEJO SUSTENTÁVEL DE PEIXES ORNAMENTAIS NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (RDS) AMANÃ- AM

     

    Resumo:

    A bacia amazônica é o maior fornecedor mundial de peixes ornamentais, sendo o Brasil o maior exportador. Porém a demanda é centralizada em um pequeno número de espécies, podendo sobrecarregar os estoques populacionais das mesmas. Como muito pouco se conhece sobre a biologia de peixes amazônicos, é necessário, para a elaboraração de um plano de manejo, o conhecimento da composição da ictiofauna local e a compreensão do ciclo de vida e da biologia das espécies que serão manejadas. Assim sendo, o presente trabalho tem como objetivo caracterizar a biologia reprodutiva de Acarichthys heckelli Muller & Troschel, 1849 (Cichlidae, Perciformes), espécie com potencial para a ornamentação, mas não muito comercializada. Realizou-se coletas bimestrais (Fevereiro, 2006 à Fevereiro, 2007) em dez igarapés da RDS Amanã (cinco em áreas de terra firme e cinco próximas às margens dos lagos Amanã e Urini), utilizando-se dos seguintes artefatos de pesca: redinha, rapiché, armadilha tipo matapi e galhada. Todos os indivíduos coletados foram pesados, medidos e dissecados para identificação macroscópica do sexo e do estádio de maturação. As gônadas foram pesadas, medidas e armazenadas em álcool 70%. Os ovócitos foram separados e contados em estereomicroscópio para a determinação da fertilidade. Foram capturados 694 exemplares de A. heckelli. Deste total 72 eram fêmeas, 26 machos e de 596 não foi possível a distinção sexual devido ao tamanho pequeno das gônadas. A classe modal de comprimento padrão foi 1-2 cm (42,88%), com amplitude variando de 1 a 8,8 cm e crescimento do tipo alométrico negativo (b=2,892; p=0,0039). O tamanho médio de primeira maturação sexual foi estimado em 6 cm para os machos e 4,85 cm para as fêmeas. O período de desova, obtido pela distribuição mensal dos valores médios da relação gonadossomática e do índice gonadal indica apenas um pico, de agosto a fevereiro. A fecundidade média encontrada foi de 1341,33 ovócitos, com um mínimo de 998, um máximo de 1772 e desvio padrão de 394,32. Foi observado apenas um lote de tamanho de ovócitos (0,7- 1,10 mm) sugerindo desova total. As informações levantadas sobre a espécie permitirão a adoção de uma séria de medidas de manejo, destacando-se a determinação de tamanhos mínimos de captura, superiores aos tamanhos de maturação encontrados, e o estabelecimento de período de defeso. A baixa fecundidade aponta para a necessidade de acompanhamento constante de suas populações, já que uma eventual recuperação de estoques se daria de maneira lenta.

     

  • EVALUACION NUTRICIONAL DE DOS DIETAS FOLIVORAS CONSUMIDAS POR ALOUATTA PIGRA

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Laura Teresa Hernandez Salazar, Fabiola Carolina Espinosa Gomez, Jorge E Morales Mavil, Juan Carlos Serio Silva

     

    EVALUACION NUTRICIONAL DE DOS DIETAS FOLIVORAS CONSUMIDAS POR ALOUATTA PIGRA

    Resumen:

    Las especies del género Alouatta han sido clasificadas como folívoro/frugívoras y existen numerosos estudios que señalan a los aulladores como predominantemente folívoros aunque con sus excepciones, como A. pigra, quien comparado con otras especies de aulladores incluyen una mayor cantidad de frutos en su dieta, aunque con la flexibilidad de adoptar una dieta completamente folívora dependiendo de la disponibilidad de los recursos. A este respecto, existen pocos estudios con A. pigra, referentes al consumo de alimento en vida libre y el contenido nutricional que obtienen de sus mezclas alimenticias. El presente trabajo evaluó la preferencia de consumo de una tropa de monos aulladores A. pigra hacia una dieta silvestre y su aporte nutricional. Mediante focales, se determinó que fueron cuatro las especies vegetales con mayor preferencia alimenticia (75% del tiempo empleado en la alimentación) dentro de un fragmento de vegetación de 9 ha, ubicado en el municipio de Balancán, Tabasco, México. La dieta estuvo conformada por hojas de las especies Ficus maxima (Copó), Tabebuia pentaphylla (Macuilí), Ormosia macrocalyx (Caracolillo) y de frutos de la especie Coccoloba barbadensis (Bolchiche), la cual fue ofrecida a un grupo de cuatro monos en condiciones de cautiverio por un periodo de 17 días durante los cuales se determinaron las siguientes variables: consumo materia seca (CMS)/día, CMS/kg peso corporal; %proteína cruda (PC), fibra cruda (FC), grasa cruda (GC),fibra neutro detergente (FND), fibra ácido detergente (FAD), hemicelulosa (HC) y celulosa (C). Los resultados en base seca mostraron que la dieta estuvo compuesta por un 15.09% PC, 20.78% FC, 6.77% GC, 49.9% FND, 36.43% FAD, 14.4% HC y 12.0% C. El CMS/ día fue de 273g ±15.2 y el CMS/kg peso corporal. de 48.09g ±6.2. Con los resultados se tuvo una aproximación del contenido nutricional de la dieta silvestre consumida por estos primates, así como de sus mezclas alimenticias, estudios como este pueden enriquecer la información disponible que permita determinar los requerimientos nutricionales para la especie, así como brindar bases para formular dietas más adecuadas para estos primates, ya que es de resaltar que la mayoría de las dietas ofrecidas en cautiverio reportan inclusiones de fibra muy por debajo de las reportadas de su consumo en primates silvestres, dejando por un lado los beneficios de la fibra vegetal concernientes a saciedad, consistencia fecal y sobre todo la salud gastrointestinal de estos herbívoros fermentadores cecales.

     

  • COMPORTAMIENTO DE FORRAJEO Y ÉXITO DE CAZA DEL MILANO CARACOLERO (ROSTRHAMUS SOCIABILIS) EN LA TEMPORADA SECA, EN EL LAGO DE CATEMACO, VERACRUZ, MÉXICO

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Gallardo-Del Angel Julio César, Morales-Mavíl Jorge E.

     

    COMPORTAMIENTO DE FORRAJEO Y ÉXITO DE CAZA DEL MILANO CARACOLERO (ROSTRHAMUS SOCIABILIS) EN LA TEMPORADA SECA, EN EL LAGO DE CATEMACO, VERACRUZ, MÉXICO

     

    Resumen:

    Entre septiembre de 2007 y mayo de 2008 se tomaron datos de comportamiento de forrajeo para determinar éxito de caza del milano caracolero (Rostrhamus sociabilis) en el Lago de Catemaco. Se realizaron observaciones de individuos focales en periodos entre las 800 y 1200, entre las 1500 y 900 horas. Se registraron 396 intentos de caza, de estos 194 fueron exitosos (49%). Del total de intentos 316 fueron cacerías en vuelo (79.8%), 66 cacerías desde percha (16.8%) y 11 piraterías (2.8%). De los 316 intentos de caza en vuelo 137 (43.4%) fueron exitosos, de las 66 cacerías desde percha 56 (84.8%) fueron exitosas, una de once cacerías por piratería fue exitosa. El éxito de caza de los machos adultos fue de 46.2% (n=199), utilizando la cacería en vuelo se observó un éxito de 44% (n=191) y desde percha el 100% de las cacerías fueron exitosas (n=8). Las hembras adultas tuvieron un éxito de caza del 38% (n=57), del cual la cacería en vuelo tuvo un éxito del 38% (n=50), la cacería desde percha se observó 5 veces, tres de las cuales fue exitosa (60%), mientras que la piratería se observó en dos ocasiones sin éxito. Los inmaduros tuvieron un éxito de caza del 62% (n=129), en donde la cacería en vuelo tuvo éxito del 45.3% (n=75), la cacería desde percha el 84% (n=53) y la piratería un 11.1% (n=9). El tipo de forrajeo que requiere una mayor inversión de tiempo es la cacería en vuelo, la cual registró un tiempo promedio de 203 ±211 segundos y un rango entre 7-1465 segundos. Los machos adultos invirtieron un promedio de 260.2 ±238 segundos, las hembras adultas una media de 145 ±147 segundos, e inmaduros 97 ± 88.8 segundos. En el Lago de Catemaco hemos encontrado un éxito de caza inferior a otros sitios hasta en un 33%. Al igual que el tiempo invertido en la caza, la proporción de intentos de cacería en vuelo es mucho mayor en nuestra área hasta casi un 30%. Con esto podemos decir que el milano caracolero está invirtiendo un mayor esfuerzo en la búsqueda de alimento en el sitio. Siendo que el milano es especialista en el género Pomacea, estos datos pueden ser un indicador de la tasa de encuentro de P. patula catemacensis o hasta un indicador indirecto del estado de salud de esta especie de caracol endémica a este cuerpo de agua.

  • ESTIMATIVA POPULACIONAL, ABUNDÂNCIA E DADOS ECOLÓGICOS DE Callicebus bernhardi EM UM FRAGMENTO FLORESTAL EM PIMENTA BUENO, RONDÔNIA BRASIL

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Guilherme Reis Monção, Daniell Nunes Villar, Adriana Maria Imperador

     

    ESTIMATIVA POPULACIONAL, ABUNDÂNCIA E DADOS ECOLÓGICOS DE Callicebus bernhardi EM UM FRAGMENTO FLORESTAL EM PIMENTA BUENO, RONDÔNIA BRASIL

    Resumo:

    Existem 135 taxa de primatas no Brasil, destes, 99 estão na região amazônica, abrangendo 73% dos primatas brasileiros. Recentemente foram encontradas novas espécies, como é o caso de Callicebus bernhardi, C. stephennash e Mico rondoni (prelo), sendo provável o encontro de novos taxons nesta região. A espécie Callicebus bernhardi foi descrita em 2002, por Roosmalen, considerado um dos primatas mais novos para a ciência. Este gênero é o segundo mais diversos com 29 espécies. O objetivo deste estudo foi estimar a densidade (Kelker/King), taxa de abundância (avistamento/10 km percorridos) e dados ecológicos como, altura de suporte preferencial, pico de avistamento e item alimentar de Callicebus bernhardi em um fragmento florestal chamado Água Fria. O fragmento estudado possui 150 hectares e sua fitofisionomia é caracterizada por floresta Ombrófila Aberta Submontana. Utilizouse para o estudo 4 trilhas lineares totalizando 6, 400 metros. Ao todo foram 7 meses de pesquisa e 128. 000 metros percorridos nas trilhas e 21 avistamento da espécie. A taxa de abundância foi de 1,64 avistamento/10 km percorridos e estimativa de densidade de 2,4 grupos/km² (Kelker) e 2,34 grupos/km² (King). O maior número de avistamento durante a pesquisa, foi das 6:00 às 8:00 horas da manhã, com pico às 8:00 horas. Os itens alimentares utilizados por C. bernhardi foram, frutos (Bellucia sp, Attaleae maripa), sementes (Eschweilera coriaceae e Virola sp) e folhas (não identificado). Os estratos na floresta utilizados pela espécie variaram de 4 a 24 metros de altura, utilizando os estratos baixos e médios da floresta, sendo a altura média de suporte preferencial de 11,8 metros. De todos os avistamentos da espécie, houve freqüência de junção ou proximidade com outras espécies de 29%. Dentre estes encontros, foram observados comportamentos agonísticos (vocalizações ininterruptas) com Lagothrix cana e Ateles chamek, animais de médio e grande porte. No entanto, houve passividade no forrageio com Mico spp. Embora seja conhecido o potencial biodiverso de primatas na maior floresta do mundo, faltam estudos com as espécies de primatas no estado de Rondônia, principalmente com o status das espécies em fragmentos florestais, já que o estado se encontra em processo avançado de desflorestamento. A espécie Callicebus bernhardi possui sua distribuição, densidade e ecologia pouco conhecida, pois desde sua descrição em 2002, por Roosmalen, não houve trabalhos referentes à espécie. Estudos como este também são necessários para compor o conhecimento sobre a eficiência de fragmentos florestais, remanescentes da interferência antropogênica, na preservação de primatas amazônicos.

     

  • OCORRÊNCIA DE PARASITOS GASTRINTESTINAIS EM CEBÍDEOS EM CATIVEIRO NO ESTADO DO MARANHÃO

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Mayra Araguaia Pereira Figueiredo, Daniel Praseres Chaves

     

    OCORRÊNCIA DE PARASITOS GASTRINTESTINAIS EM CEBÍDEOS EM CATIVEIRO NO ESTADO DO MARANHÃO

     

    Resumo:

    As pesquisas em primatologia vêm avançando nas últimas décadas, não só pela utilização de primatas não-humanos em laboratórios de biomedicina, mas pelo reconhecimento da sua importância na sistemática dos ambientes florestais. Um estudo sobre parasitos gastrintestinais em primatas mantidos em cativeiros é importante para o manejo das colônias e para a manutenção da saúde das pessoas que trabalham com esses animais, pois muitos destes parasitos são causadores de zoonoses. Pesquisas têm demonstrado que primatas não-humanos são naturalmente infectados por parasitos que são patogênicos para o homem. O presente estudo foi desenvolvido no Criadouro Conservacionista Ararajuba do Ipê, no período de junho de 2005/2006, sob licença do IBAMA nº 08/05, processo 02012 002036/2005. Analisou-se 13 amostras fecais de cebideos (05 Aotus infulatus, 02 Ateles paniscus chamek, 05 Lagothrix lagothricha, 01 Pithecia monachus) e mediu-se a distância dos animais em relação ao solo e o contato com outras espécies de animais. As jaulas que possuíam mais de um indivíduo as amostras foram processadas em pool. As amostras foram analisadas segundo a técnica de sedimentação espontânea de Hoffmann et al. (1934) no Laboratório de Parasitologia da Universidade Estadual do Maranhão. Identificou-se um número bastante alto de ovos de Taenia sp. (87 ovos) em P. monachus, a jaula localizava-se a 0,5m do solo, em A.paniscus chamek encontrou-se Ancilostomídeos, os animais tinham contato direto com o solo. As amostras de L. lagothricha e A. infulatus estavam negativas, as jaulas destes animais situavam-se a 0,76m do solo. Os animais que estavam em jaulas suspensas tinham poucas fontes de infecção. Durante o estudo pode-se observar que as frutas eram a maior fonte de infecção, pois não passavam por uma higienização adequada. Após a implantação de medidas de higiene, como lavagem e armazenamento adequado dos alimentos e periodicidade correta da vermifugação, as amostras fecais foram negativas. O estudo reafirma a necessidade dos cuidados na manipulação dos alimentos dos animais em cativeiro e da higienização periódica da jaula e dos utensílios nela continda, impedindo a evolução do ciclo de vida do parasito e a possibilidade de reinfecção.

  • CEBUS KAAPORI PARASITADO POR CESTÓIDE EM CATIVEIRO NO ESTADO DO MARANHÃO, BRASIL

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Mayra Araguaia Pereira Figueiredo, Daniel Praseres Chaves

     

    CEBUS KAAPORI PARASITADO POR CESTÓIDE EM CATIVEIRO NO ESTADO DO MARANHÃO, BRASIL

     

    Resumo:

    O Cebus kaapori (Queiroz, 1992) conhecido como caiarara está distribuído em uma área restrita no leste do Tocantins, oeste do Maranhão e leste do Pará. A distribuição geográfica é pequena e os registros de encontro da espécie são de baixa densidade, provavelmente devido aos conflitos agrários, ao desmatamento e a intensa a ocupação humana, fatores que geram a fragmentação do hábitat. A espécie encontrase criticamente em perigo de extinção e pouco se sabe sobre a biologia e o status de conservação da espécie e os dados de sua ocorrência ainda são inconsistentes, pois são baseados apenas em relatos de moradores locais. Tem-se conhecimento que apenas três instituições possuem algum exemplar dessa espécie e uma delas é o Criadouro Conservacionista Ararajuba do Ipê, situado no município de Santa Inês, estado do Maranhão, que possui um casal. Um estudo sobre parasitos gastrintestinais em primatas mantidos em cativeiros é importante para o manejo das colônias e para a manutenção da saúde das pessoas que trabalham com esses animais, pois muitos destes parasitos são causadores de zoonoses. Sob licença do IBAMA nº 08/05, processo 02012 002036/2005, foram coletadas três amostras fecais do casal de caiarara, que dividiam a mesma gaiola, em meses consecutivos no ano de 2005. As amostras foram mantidas sob refrigeração até o processamento no Laboratório de Parasitologia Veterinária da Universidade Estadual do Maranhão. O processamento das amostras, em pool, seguiu as tradicionais técnicas de sedimentação espontânea de Hoffmann et al. (1934) e flutuação de Willis (1927). Todas as amostras foram positivas para Taenia sp.. A gaiola dos animais permitia que eles tivessem contato direto com o solo e com as fezes, permitindo que se reinfectassem. Os parasitos gastrintestinais devem ser motivos de preocupação para os médicos veterinários e pesquisas parasitológicas devem ser realizadas como parte do programa de diagnóstico durante a permanência dos animais em cativeiro e em futuros programas de monitoramento da espécie. Este estudo descreve por primeira vez informações sanitárias dessa espécie e contribuindo com informações sobre a sanidade dessa espécie em cativeiro no estado do Maranhão e reafirma a importância da higienização do ambiente de animais em cativeiro como forma de quebrar o ciclo dos parasitos e minimizar os meios de infecção.

     

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  • PARÂMETROS DE CRESCIMENTO E MORTALIDADE DO TAMBAQUI (COLOSSOMA MACROPOMUM, CUVIER, 1818) DO LAGO GRANDE DE MANACAPURU (AMAZONAS BRASIL)

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Caroline Pereira de Campos, Carlos Edwar de Carvalho Freitas, Raniere Garcez Costa Sousa

     

    PARÂMETROS DE CRESCIMENTO E MORTALIDADE DO TAMBAQUI (COLOSSOMA MACROPOMUM, CUVIER, 1818) DO LAGO GRANDE DE MANACAPURU (AMAZONAS BRASIL)

     

    Resumo:

    O tambaqui (Colossoma macropomum, Cuvier 1818) é um dos peixes de maior aceitação pela população rural e urbana no estado do Amazonas. Essa preferência tem levado a uma exploração comercial que se estende desde o final do século XX. No final da década de 1970, os desembarques de tambaqui totalizaram cerca de 40% do total desembarcado em Manaus, reduzindo nos anos 80 e atingindo somente 1,96% da produção pesqueira total em 2003. Considerando a situação de declínio da captura e a redução no tamanho dos indivíduos comercializados, vários trabalhos têm sugerido uma possível ocorrência de sobrepesca de crescimento. Os parâmetros de crescimento associados às taxas de mortalidade são ferramentas fundamentais na elaboração de modelos quantitativos que podem reconstruir a história do estoque relacionado à atividade pesqueira. Nesse contexto, esta pesquisa estimou parâmetros de crescimento e mortalidade do tambaqui. Foram medidos e pesados 1.271 exemplares, durante o desembarque da frota pesqueira comercial e artesanal, no porto Panairzinha, oriundos do Lago Grande de Manacapuru (Amazonas – Brasil), no período de fevereiro de 2007 a janeiro de 2008. Os parâmetros de crescimento L? (comprimento assintótico), K (coeficiente de crescimento), Ø´ (indíce de desempenho de crescimento) foram estimados utilizando a rotina ELEFAN I do programa Fisat II e mortalidade natural (M) pela fórmula empírica de Pauly. Os valores encontrados foram L?= 70,0 cm, K= 0,16 ano-1, Ø´= 3,00 referentes ao crescimento e para a mortalidade natural M= 0,42 ano-1. Os valores de K e L? estimados no trabalho estão de acordo com aqueles relatados no estudo realizado no Médio Solimões/Amazonas (rios Juruá, Purus, Japurá), porém, são menores do que os mencionados no Baixo Amazonas (Santarém, PA). As diferenças podem ser explicadas por se tratarem de indivíduos capturados em ambientes com características diferentes. Além disso, as diferenças temporais entre os estudos são refletidas nas estimativas destes parâmetros. A mortalidade natural baixa foi condizente com o esperado para uma espécie de crescimento lento, pois taxas de crescimento baixo, corresponde à mortalidade natural baixa.

     

  • PARÂMETROS DE CRESCIMENTO E MORTALIDADE DO TUCUNARÉ (CICHLA MONOCULUS, SPIX, 1831) DO LAGO GRANDE DE MANACAPURU (AMAZONAS, BRASIL)

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Caroline Pereira de Campos, Carlos Edwar de Carvalho Freitas, Luiza Prestes de Souza

     

    PARÂMETROS DE CRESCIMENTO E MORTALIDADE DO TUCUNARÉ (CICHLA MONOCULUS, SPIX, 1831) DO LAGO GRANDE DE MANACAPURU (AMAZONAS BRASIL)

     

    Resumo:

    O tucunaré, (Cichla monoculus, Spix, 1831), é um peixe piscívoro com ampla distribuição na bacia Amazônica brasileira, ocorrendo desde Tabatinga – AM, até a ilha de Marajó – PA, incluindo as partes inferiores de Tefé, rios Tapajós e Trombetas. É muito apreciado tanto pela população rural como urbana, e também na pesca esportiva, encontrando-se entre os peixes de maior valor comercial na região. A participação na produção total de peixes desembarcados nos mercados de Manaus é relativamente alta, ficando entre os dez peixes mais abundantes no período de 1976 a 2003. Neste contexto, estudos de determinação da idade e crescimento são fundamentais na compreensão do ciclo de vida do tucunaré. O presente trabalho determinou os parâmetros de crescimento e mortalidade desta espécie. Foram medidos e pesados 2398 exemplares, durante o desembarque da frota pesqueira comercial e artesanal, no porto Panairzinho, oriundos do Lago Grande de Manacapuru (Amazonas – Brasil), no período de fevereiro de 2007 a janeiro de 2008. Os parâmetros de crescimento L? (comprimento assintótico) e k (coeficiente de crescimento) foram estimados utilizando a rotina ELEFAN I do programa Fisat II, Ø (indíce de desempenho de crescimento) pelo método de Pauly e Munro (1987) e mortalidade natural (M) pela fórmula empírica de Pauly (1980). O parâmetro de crescimento t0 (idade teórica no comprimento zero) está relacionado ao tamanho do indivíduo ao nascer (L0), como neste caso L0=0, considerou-se t0=0. Os valores encontrados foram L?= 53,55 cm, K= 0,38 ano-1 e Ø´= 3,00 referentes ao crescimento e para a mortalidade natural M = 0,80 ano-1. Os valores do parâmetro de crescimento L? e mortalidade M encontrados no presente estudo foram diferentes daqueles realizados no Alto (Coari e Tefé) e Baixo (Santarém – PA) Amazonas, possivelmente esta diferença pode ser explicada por tratar-se de estoques diferentes, uma vez que o tucunaré é um peixe de comportamento sedentário, que não realiza extensas migrações. A taxa intrínseca de crescimento individual – k apresentou valores semelhantes ao obtido para populações do Baixo Amazonas. A partir das informações obtidas pelos parâmetros de crescimento e mortalidade podem-se subsidiar modelos para a avaliação dos recursos pesqueiros.

     

  • USO DE GREMIOS DE AVES PARA LA EVALUACIÓN DE LA CALIDAD AMBIENTAL EN DIEZ ÁREAS PROTEGIDAS DEL MUNICIPIO DE LA PAZ, BOLIVIA

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Jackeline Campos, Patricia Ascarrunz, Zulma Chura

     

    USO DE GREMIOS DE AVES PARA LA EVALUACIÓN DE LA CALIDAD AMBIENTAL EN DIEZ ÁREAS PROTEGIDAS DEL MUNICIPIO DE LA PAZ-BOLIVIA

     

    Resumen:

    La problemática ambiental radica en las transformaciones de los ecosistemas por el efecto de la perturbación humana. En este estudio se evalúa la respuesta de gremios de aves frente a la perturbación humana que afecta a la calidad ambiental. Se seleccionaron en total 76 puntos de observación para el conteo de aves distribuidos en 10 áreas protegidas del Municipio de La Paz, el cual presenta ambientes heterogéneos en cuanto a la alteración. Para cada punto se evaluaron cinco atributos biológicos de las comunidades de aves (riqueza de granívoras, insectívoras, nectarívoras, frugívoras/granívoras y generalistas). Posteriormente se desarrolló un gradiente de perturbación que refleja la calidad ambiental con la combinación de los atributos ambientales (porcentajes de cobertura de: arbustos, herbáceas, cultivos, basura, vegetación introducida y edificaciones; número total de árboles y presencia de personas y alturas promedio de dosel de árboles y arbustos), obteniendo un rango del 0-100 (0 implica la mínima perturbación posible y 100 la máxima) para cada punto de observación. Por ultimo se realizaron correlaciones no paramétricas entre los atributos biológicos y el gradiente de perturbación para cada punto de observación de aves.Los resultados demostraron una correlación positiva y significativa entre el gremio de especies de aves granívoras y el gradiente de perturbación (rs =0,444, P< 0,001). La correlación entre el gremio de especies de aves insectívoras mostró una correlación negativa pero no significativa (rs = -0,400, P> 0,05). Nuestros resultados muestran que la perturbación humana limitaría los recursos para especies de aves insectívoras pero no así, para especies granívoras consideradas oportunistas.

     

  • PARÂMETROS DE ESTRUTURA E DINÂMICA POPULACIONAL DE QUELÔNIOS PODOCNEMIS SPP NA RESERVA EXTRATIVISTA DO MÉDIO JURUÁ E NO MÉDIO AMAZONAS

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Carlos Dias de Almeida Júnior, Paulo Cesar Machado Andrade , Cléo Carvalho Ohana, Wander da Silva Rodrigues, Jonathas Paiva do Nascimento

     

    PARÂMETROS DE ESTRUTURA E DINÂMICA POPULACIONAL DE QUELÔNIOS PODOCNEMIS SPP NA RESERVA EXTRATIVISTA DO MÉDIO JURUÁ E NO MÉDIO AMAZONAS

     

    Resumo:

    O consumo de quelônios é um hábito na Amazônia, que tem levado à caça e à comercialização ilegal de ovos e animais adultos, que são coletados pelas comunidades locais para o consumo ou venda para Manaus. As taxas de exploração da população, sobrevivência, recrutamento e tamanho foram estimadas através do estudo de dinâmica de populações Objetivou-se estudar parâmetros de dinâmica populacional das populações de tartaruga (Podocnemis expansa), tracajá (Podocnemis unifilis) e iaçá (Podocnemis sextuberculata) das região dos rios Juruá- AM e Médio rio Amazonas-AM. Para isso foi utilizado o método de captura marcação e recaptura de adultos e filhotes tendo sido marcados 1835 animais adultos e 10.490 filhotes sendo destes 1.114 microchipados. Para os filhotes soltos temos uma taxa de sobrevivência estimada em 5,74% até um ano enquanto que o crescimento médio destes filhotes foi de 9,40% . constatou-se ainda pelo quadro de vida que existe uma relação entre a taxa de mortalidade e a idade dos animais onde no primeiro ano ocorre a alta redução da população e nos anos seguintes redução menos acentuada. Dados morfométricos tartarugas= 2324,56g ± 4215, idade= 4,64 ± 4,33 anos (95,12% fêmeas), tracajás = 2106,45g ± 2246,19 e idade= 4,60 ± 2,44 anos (64.48%F e 2.63% sexo indefinidos), iaçá = 634,36g ± 360,09 e idade = 5,01 ± 1,66 anos (45,19%F). O modelo de curva para explicar o crescimento populacional de quelônios em áreas protegidas é o de Von Bertallanfy (r2= 20,1% e P=0,167), sendo o crescimento populacional máximo (k) estimado em 207.889 animais (tartarugas, tracajás e iaçás) por calha de rio, com taxa de crescimento anual (r) igual a 0,8313. Y = 187014 (1 e -0,8313 t).O trafico de animais silvestres e muito grande e não permite o aumento populacional de quelônios, impossibilitando o manejo em vida livre, sendo indicado a criação de quelônios em cativeiro.

     

  • LA FAUNA SILVESTRE DE LA TCO BAURES COMO INCENTIVO PARA EL ECOTURISMO COMUNITARIO EN EL BENI, BOLIVIA

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    José Luís Paz, Francisco Yorimo, Lesman Ortiz, Miguel Ángel Cabao, José Carlos Herrera

     

    LA FAUNA SILVESTRE DE LA TCO BAURES COMO INCENTIVO PARA EL ECOTURISMO COMUNITARIO EN EL BENI, BOLIVIA

    Resumen:

    Aunque la Tierra comunitaria de Origen (TCO) Baures fue titulada solo una parte de las tierras de uso tradicional del Pueblo Indígena de Baure, enmarca aproximadamente 135,180 ha de bosques chiquitanos y amazónicos que ha sufrido poca intervención humana, la cual mantiene una diversidad de fauna interesante según el inventario participativo llevado a cabo entre jóvenes y conocedores del pueblo indígena Baures en septiembre de 2007. La única comunidad en la TCO es el Cairo II, que es localizada al lado de un lago grande, la cual es parte de una cadena de lagos tectónicos. Durante un inventario participativo, en los alrededores de la Comunidad El Cairo II, con la implementación de 19 diferentes metodologías de evaluación de biodiversidad, se registró un total de 48 especies de mamíferos (557 registros), 240 especies de aves (3162 registros), 33 especies de peces (817 registros) y 120 especies de flora (1930 registros). De particular interés son las especies de mamíferos observadas en salitrales, como anta Tapirus terrestris, huaso Mazama americana, chancho de monte Tayassu pecari y gatos montes Felis pardalis) que fueron detectados por sus huellas y trampas cámara. También es fácil ver los primates, Ateles chamek, Alouatta caraya, Alouatta seniculus, Aotus sp., Saimiri boliviensis, y Cebus libidinosus.

    Las especies de aves fáciles de observar en la TCO son las acuáticas como el serere de agua (Opisthocomus hoazin), el patito pum pum (Heliornis fulica); el ave lira (Eurypyga helias), el ave cucharón (Cochlearius cochlearius), y cinco especies de martín pescador desde el mas grande (Ceryle torquata) hasta el mas pequeño (Chloroceryle aenea). Cerca la comunidad es común ver las parabas rojas, amarillas y el tarechi (Ara chloroptera, A. ararauna, A. auricollis y A. severa), y existen varias especies de loros y cotorras (Amazona amazonica, Amazona ochrocephala, Aratinga weddellii, Brotogeris chiriri), los tucanes (Pteroglossus castanotis y Ramphastos tucanus) y los crácidos Ortalis guttata, Pipile cumanensis, Penelope jacquacu, Crax fasciolata y Mitu tuberosa.

    Mientras se visita la TCO Baures y comunidades locales, los turistas pueden pescar pirañas, la amarilla (Serrasalmus spilopleura), o la morada (Serrasalmus sp), sardinas Moenkhausia dichroura, o la especie famosa eMitu ntre los deportistas, el tucunaré Chicla monoculus. También se puede ver tortugas en el río escarbando sus nidos de día, grandes caimanes negros (Melanosuchus niger) en los lagos y la especie endémica de delfín de río o bufeo, Inia bolivianensis.

     

  • OCORRÊNCIA DE AGLUTININAS CONTRA LEPTOSPIROSE E BRUCELOSE EM ANIMAIS SILVESTRES DE PRODUÇÃO COMERCIAL. RESULTADOS PARCIAIS

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Ricardo Pinho Gomez Lopez, Gonzalo Barquero, Amane Paldês Gonçales, Zenaide Maria Morais, José Soares Ferreira Neto

     

    OCORRÊNCIA DE AGLUTININAS CONTRA LEPTOSPIROSE E BRUCELOSE EM ANIMAIS SILVESTRES DE PRODUÇÃO COMERCIAL. RESULTADOS PARCIAIS

     

    Resumo:

    No Brasil, inúmeras propriedades se dedicam à criação comercial de animais silvestres como capivara (Hydrochaeris hydrochaeris), cateto (Tayassu tajacu), queixada (Tayassu pecari) e paca (Agouti paca). O surgimento da demanda de carne desses animais resultou na regulamentação de suas criações e da comercialização de seus produtos. Entretanto, existe pouca informação sanitária a respeito dessas populações. A leptospirose e a brucelose são zoonoses que têm importância sócioeconômica e para a saúde pública, sendo a última, alvo de programa nacional. Assim, o objetivo desse estudo foi verificar a exposição dessas populações animais (capivaras, catetos, queixadas e pacas) a esses dois agentes. Para tanto, no período de agosto de 2007 a junho de 2008, em abatedouro com Inspeção Federal, foram coletadas 77 amostras de sangue, sendo nove de catetos, 27 de queixadas, oito de pacas e 33 de capivaras, provenientes de criações intensivas e semi-intensivas localizadas nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Dessas amostras foram obtidos os soros para a pesquisa de anticorpos contra leptospiras (soroaglutinação microscópica) e brucelas (teste com antígeno acidificado tamponado). Todos os animais foram testados para leptospirose e apenas 27 para brucelose (5 catetos, 15 queixadas e 7 capivaras). Os testes foram realizados no Laboratório de Zoonoses Bacterianas da FMVZ- USP. As frequências de reatores para leptospirose foram: 21% (7/33) para as capivaras, 48% (13/27) para os queixadas e 33% (3/9) para os catetos. Os sorovares mais frequentes foram: Hardjobovis para as capivaras (57%, 4/7) e Grippotyphosa para os queixadas (38%, 5/13) e catetos (66%,2/3). As amostras de paca não foram reagentes para os sorovares testados. Nenhum dos 27 animais testados apresentou anticorpos contra brucelas. Esses resultados parciais sugerem risco baixo de exposição para brucelose e alto para leptospirose. A alta frequência de reatores para Hardjobovis nas capivaras sugere que das espécies examinadas, a capivara tem um maior contato com os bovinos. A possibilidade das capivaras desempenharem papel de reservatório da Hardjobovis para bovinos deve ser considerada.

     

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  • LEVANTAMENTO E DIAGNOSTICO PRELIMINAR DA ASSEMBLÉIA DE MAMÍFEROS DA RDS ARIPUANÃ, AMAZONAS

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Whaldener Endo, Carlos Eduardo Marinelli

     

    LEVANTAMENTO E DIAGNOSTICO PRELIMINAR DA ASSEMBLÉIA DE MAMÍFEROS DA RDS ARIPUANÃ, AMAZONAS

    Resumo:

    Visando obter um maior conhecimento sobre o status biológico do Mosaico de Unidades de Conservação Estaduais do Sul do Amazonas, realizamos durante o mês de março de 2007 o levantamento das espécies de mamíferos na RDS Aripuanã utilizando, para isso, diferentes métodos de amostragem. O levantamento resultou em 53 espécies de mamíferos, 33 espécies confirmadas com registros diretos e indiretos e outras 20 espécies baseadas em informações coletadas com os moradores da região. Algumas espécies de grande relevância a conservação, devido as suas restritas distribuições geográficas, foram incluídas na lista, entre elas Mico chrysoleucus, Chiropotes albinasus, Sciurillus pusillus e Alouatta seniculus puruensis. Oito espécies consideradas importantes para a conservação, por estarem incluídas na lista de espécies ameaçadas, foram adicionadas a lista de espécies presentes na reserva: Leopardus wiedii, Myrmecophaga tridactyla, Panthera onca, Priodontes maximus, Pteronura brasiliensis, Speothos venaticus e Tapirus terrestris. De acordo com entrevistas realizadas com os moradores locais, ao menos duas espécies de mamíferos existentes na reserva se destacam pela disparidade em suas ocorrências, ate então fora dos limites oficialmente estipulados a elas. São elas a provável existência de populações de Bassaricyon sp. e da ocorrência de populações de uma pequena espécie de veado, possivelmente uma nova espécie de Mazama, conforme as descrições realizadas pelos moradores. Quanto ao nível de perturbação antrópica diretamente evidenciada nas populações de mamíferos existentes na reserva, e plausível afirmar que a aparentemente alta abundancia das espécies de grandes primatas (Ateles chamek e Lagothrix cana), bem como o comportamento desses animais, são bons indicadores de uma baixa pressão sobre essas populações. Apesar do curto tempo de levantamento não permitir conclusões definidas sobre a reserva, o baixo numero de registros diretos e indiretos de Tayassu pecari, presa preferencial para os caçadores da região, pode indicar uma considerável influencia negativa sobre as populações dessa espécie dentro da reserva. E importante afirmar, no entanto, que a constatação do aumento de sinais recentes de ocupação humana na reserva (trilhas e habitações novas) poderá resultar em um aumento significativo de influencias antrópicas negativas nas populações de mamíferos e na fauna em geral existentes nessa região.

     

  • BIOMETRIA DA TARTARUGA-DA-AMAZÔNIA, Podocnemis expansa (SCHWEIGGER, 1812), CRIADA EM CATIVEIRO NO PARQUE ZOOBOTÂNICO DE CARAJÁS

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Paulo José Ribeiro Macêdo, Maria do Socorro Vieira dos Santos, Aline Gaglia Alves, André Bidart Mourão, Fernanda Martins-Hatano

     

    BIOMETRIA DA TARTARUGA-DA-AMAZÔNIA, Podocnemis expansa (SCHWEIGGER, 1812), CRIADA EM CATIVEIRO NO PARQUE ZOOBOTÂNICO DE CARAJÁS

     

    Resumo:

    Os ecossistemas amazônicos possuem uma grande biodiversidade, abrigando um expressivo número de espécies animais e vegetais. Neste contexto, destaca-se a potencialidade dos quelônios, sobretudo em se tratando da tartaruga-da-amazônia, Podocnemis expansa, (Schweigger, 1812), que é uma espécie de grande porte habitando as águas doces do sistema hidrográfico da Bacia Amazônica. Os organismos sofrem adaptações em sua biologia pela seleção natural e pelos ambientes físicos, apresentando diferenças em relação ao tamanho corporal, sua idade até a primeira reprodução e os esforços executados para crescer e reproduzir (Cantarelli, 2006). O presente estudo objetivou analisar a biometria da tartaruga-daamazônia, visando fornecer subsídios para o cultivo em condições controladas. Para a coleta dos dados biométricos, foram analisados 9 animais, mantidos em cativeiro no Parque Zoobotânico de Carajás PZC à 25 km do município de Parauapebas PA. Para cada animal, segundo os procedimentos de CENAQUA (1999), foram determinadas às seguintes medidas: comprimento da carapaça, largura da carapaça, comprimento do plastrão e largura do plastrão. O peso total individual dos animais foi obtido utilizando uma balança do tipo dinamômetro com precisão de 100g e capacidade para 50 kg. As relações biométricas da carapaça de animais adultos indicaram uma relação de 64,78 x 43,25 cm, enquanto para jovens 37,0 x 34,37 cm para as medidas de comprimento e largura, respectivamente. As medidas do plastrão em animais adultos apresentaram uma relação de 51,7 x 39,4 cm e nos jovens 29,87 x 21,75 cm para as variáveis de comprimento e largura, respectivamente. O peso médio da tartaruga-da-amazônia adulta variou entre o mínimo de 23,5 kg e o máximo de 34,0 kg, com média de 28,5, enquanto para os animais jovens constatou-se um mínimo de 5,5 kg e o máximo de 7,0, com média de 6,25. Os trabalhos com base científica que abordam sobre o desenvolvimento biométrico da Tartaruga-da-Amazônia, Podocnemis expansa, principalmente em cativeiro, ainda são deficientes, considerando a baixa amostragem e a longevidade do animal.

     

  • ESTRUTURA DE ASSEMBLÉIAS DE PEIXES EM UMA ÁREA DE EXPLORAÇÃO PETROLÍFERA NA AMAZÔNIA (BACIA DO RIO URUCU, AMAZONAS, BRASIL)

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Igor David da Costa, Carlos Edwar de Carvalho Freitas

     

    ESTRUTURA DE ASSEMBLÉIAS DE PEIXES EM UMA ÁREA DE EXPLORAÇÃO PETROLÍFERA NA AMAZÔNIA (BACIA DO RIO URUCU, AMAZONAS, BRASIL)

     

    Resumo:

    Na Amazônia há uma forte pressão ambiental causada por diversas atividades, dentre elas a exploração de minérios como ouro e petróleo. Conseqüentemente, os rios amazônicos são alterados em suas características físico-químicas e biológicas por serem os coletores principais dos contaminantes produzidos pela atividade humana. Assim, o objetivo deste trabalho é caracterizar as assembléias de peixes encontradas no trecho de áreas portuárias de exploração de gás natural e petróleo no rio Urucu, que possivelmente podem estar sofrendo impacto por esta atividade. As coletas foram realizadas no período da cheia, nos seguintes pontos: jusante do porto Evandro1 (PJE1), jusante Evandro2 (PJE2), porto Evandro2 (PPE2), montante porto Evandro2 (PME2), jusante porto Urucu (PJU) e montante porto Urucu (Pcontrole) situados no rio Urucu, no município de Coari/Amazonas/Brasil. As amostragens foram realizadas com malhadeiras, cujas malhas variaram de 30-100 mm entre nós opostos, sendo medidas em cada ponto as variáveis físico-químicas. A velocidade da correnteza em cada ponto foi de 0,33 m/s, a largura do rio variou de 20 a 62 metros e a profundidade 5,19 a 11,2 metros. O Pcontrole apresentou a maior temperatura (26,4ºC) e o PPE2 a menor (25ºC), a transparência foi maior no PME2 e no PJE1 (83cm) e menor no PJU (72cm) a condutividade elétrica apresentou-se maior no PJE1 (9,68?scm-1) e menor no Pcontrole (8,40?scm-1), o pH foi maior PPE2 (6,0) e menor no PJU (5,3) e o oxigênio dissolvido foi maior no PJU (6,03mgO2/L) e menor no PPE2 (5,44mgO2/L). Foram coletados 482 exemplares, compreendidos em 62 espécies, 45 gêneros e 20 famílias perfazendo uma biomassa de 75.963g. A maior abundancia e menor biomassa foi encontrada no PJE1 (n=129/426g) sendo a menor abundancia no PJU (n=45) e a maior biomassa no Pcontrole (702g). A maior e a menor riqueza foram encontradas respectivamente no PJE1 (35) e PJU (16). As correntes espécies foram dominantes nos seguintes pontos: Dianema sp. no PJE1 e PJE2, Bryconops alburnoides no PPE2 e PME2, Brycon pesu no PJU e Serrasalmus rhombeus no Pcontrole. A diversidade, calculada pelo inverso da dominância de Simpson, foi maior no PME2 (0,93) e menor PJE2 (0,81). Quanto à uniformidade de Pielou, o PME2 apresentou-se mais uniforme (J’=0,82) e o PJU menos (J’=0,20). As espécies Pellona flavipinnis, Pygocentrus nattereri, Serrasalmus rhombeus e Plasgioscion squamosissimus apresentaram o maior percentual de freqüência de numérica. Os resultados apontam, a priori, que não há um gradiente de diminuição de variáveis abióticas e bióticas no trecho analisado.

     

  • ESTRUTURA DA COMUNIDADE DE VERTEBRADOS TERRESTRES EM UMA REGIÃO DE CAMPINARANA NO ALTO RIO NEGRO, AMAZONAS

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Whaldener Endo, Carlos Augusto Peres, George Henrique Rebêlo

     

    ESTRUTURA DA COMUNIDADE DE VERTEBRADOS TERRESTRES EM UMA REGIÃO DE CAMPINARANA NO ALTO RIO NEGRO, AMAZONAS

     

    Resumo:

    Apesar da grande diversidade de animais encontrada na Amazônia, poucos estudos realizados nessa região buscaram caracterizar a estrutura das comunidades de vertebrados terrestres existentes e as peculiaridades relacionadas aos diferentes tipos de fisionomias existentes. Com o intuito de obter um maior conhecimento sobre uma das mais desconhecidas fitofisionomias existentes na Amazônia analisei a estrutura da comunidade de vertebrados terrestres de médio e grande porte em uma região de campinarana, enfocando na riqueza, abundância e densidade populacional das espécies encontradas na região e utilizando, para isso, quatro diferentes métodos de amostragem. Obtive registros dos animais existentes nessa região através do censo baseado em registros diretos (sonoros e visuais), registros de rastros obtidos em parcelas de areia e registros de tocas. Informações sobre a possível ocorrência de outras espécies também foi obtida por meio de entrevistas com os índios Baniwa, habitantes da região. Os resultados obtidos apresentam a campinarana do Alto Rio Negro como um ambiente onde pode ser encontrada uma comunidade de vertebrados terrestres semelhante, em termos de riqueza, às florestas de terra firme. No entanto, em termos de abundância, as populações encontradas na campinarana apresentaram valores muito baixos, provavelmente influenciada pelas condições de baixa produtividade da região.

     

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  • AVALIAÇÃO DE CARCAÇA E CARNE DO TACHÃ (CHAUNA TORQUATA; OKEN AVES, ANSERIFORMES, ANHIMIDAE)

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Max Silva Pinheiro; Juvêncio L. O. F. Pouey; Márcia A. Gularte; Ana Andrade; Júlio J. C. da Silva; Clarice R. Martins; Sérgio Castamã, Carlos A. N. Garcia, Francisco de Jesus Vernetti Júnior

     

    AVALIAÇÃO DE CARCAÇA E CARNE DO TACHÃ (CHAUNA TORQUATA; OKEN AVES, ANSERIFORMES, ANHIMIDAE)

     

    Resumo:

    O tachã (Chauna torquata Anseriformes, Anhimidae) é uma ave de grande porte característica das áreas úmidas do Rio Grande do Sul. Observações provenientes do conhecimento empírico indicam que sua carne é bastante adequada para consumo humano, apresentando também bom rendimento em carne / carcaça. Somando-se a isto o seu hábito alimentar predominantemente herbívoro, vislumbra-se um potencial para utilização em sistemas de criação. O objetivo deste estudo foi avaliar a carne e carcaça do tachã, com o propósito de recomendar o desenvolvimento de pesquisas em sistemas de criação. Foram analisados 18 espécimes coletados em propriedade com abundante população destas aves, no município de Rio Grande -RS, conforme autorização do Ibama (Processo n° 02023.000407/01-11). Após a tomada de medidas biométricas, as aves foram coureadas e evisceradas. Na dissecção do animal separou-se a carcaça (músculos, ossos, rins e pulmões) e as demais vísceras, cabeça, patas e pele com penas. Para as análises bromatológicas e sensoriais, foram utilizadas amostras de carne de peito. O peso vivo médio foi de 4.279,2 + 435,5 g com peso médio da carcaça de 2.333,0 g + 311,6 g, correspondendo a um rendimento de carcaça de 54,50 %. O percentual de músculo na carcaça foi de 72,9 %, valor comparável ao obtido para peru (71%) e superior ao verificado para frango (65%), ema (64%) e avestruz (62%). A massa muscular do peito foi de 921,2 + 144,5 g. Os percentuais de cada compartimento intestinal (sobre o comprimento total de intestinos) foram: 84,3 + 3,2% intestino delgado (347,1 + 67,6 cm), 9,50 + 2,4 % colon e 5,20 + 1,0 % cecos, indicando ter bastante semelhança com a galinha, que apresenta 90% intestino delgado, embora os cecos do tachã sejam mais desenvolvidos em volume. A avaliação sensorial, para testar métodos de cocção da carne do peito (úmida, grelha e forno), também teve uma avaliação positiva. No painel de degustação, foram obtidos os seguintes escores para aroma (3,61), sabor (6,37), suculência (4,38) e maciez (4,14), sendo esta comparável ao do corte coxão de dentro dos bovinos (Shear 5,21). A análise bromatológica da carne indica que o teor de gordura é muito baixo (0,38% extrato etéreo; 20,19% proteína bruta e 1,20 % matéria mineral; sobre a matéria natural) adequando-se a nichos de mercado que buscam carnes mais saudáveis. Conclui-se que o tachã apresenta um adequado potencial do ponto de vista de carne e carcaça, para utilização em sistemas de criação.

     

  • SPECIES OF LAELAPINE MITES ASSOCIATED WITH A SPECIES-COMPLEX OF TERRESTRIAL RODENTS COMMONLY KNOWN AS ORYZOMYS CAPITO

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Fernanda Martins-Hatano & Donald Gettinger

     

    SPECIES OF LAELAPINE MITES ASSOCIATED WITH A SPECIES-COMPLEX OF TERRESTRIAL RODENTS COMMONLY KNOWN AS ORYZOMYS CAPITO

     

    Abstract:

    Recently, a comprehensive specimen-based taxonomic revision of the large complex of terrestrial oryzomyine rodents formerly classified as Oryzomys capito clearly divided these taxa, using morphological, distributional, and chromosomal evidence. Then, in 2006, these results were advanced by the establishment of two separate genera of these morphogically related groups: Hylaeamys Weksler (including the amazonian species megacephalus and yunganus) and Euryoryzomys Weksler (including nitidus, russatus, and the amazonian species macconnelli and emmonsae). Using ectoparasites collected from the same museum specimens used in the mammal studies, we identified laelapine mites (Acari: Laelapidae). The assemblage of mites associated with three species of rodents of the genus Hylaeamys Weksler, (H. nitidus, H. russatus, and H. macconnelli) was identical, composed of four mite species. However, the assemblage of mites associated with the host genus Euryoryzomys Weksler (E. megacephalus) was different, with only one species, Gigantolaelaps oudemansi, in common (see Table). Also, a morphometric analysis of mite exemplars drawn from populations of the one shared mite species (G. oudemansi) produced two distinct morphological groups, supporting the present mammalogical concept of the group (see Figure). Preliminary analysis of the laelapid fauna associated with terrestrial oryzomyine rodent species in the Floresta Nacional de Carajás, Pará, strongly predicts the presence of both host genera, and (at least two rodent species) in sympatry Using the species composition of the laelapid guild, we found one rodent species infested with the four laelapine species typically associated with the host genus Hylaeamys, and another rodent with the laelapids typically associated with host genus Euryoryzomys. So, both and examination of the species composition of the mite assemblages, and a morphological comparison of the one shared mite species produce the same relationship, and strongly support the decisions of mammalogists using modern systematic methods. Because the host mammals are presumed to be closely related phylogenetically, this appears to be a cospeciated mite fauna, with some sorting events thrown in to make it more interesting. Within the rodent genus Hylaeamys, some of the mites have either missed the boat, so to speak, or have gone extinct after the hosts diverged in evolutionary time.

     

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  • CALCULANDO LA VULNERABILIDAD A LA FRAGMENTACIÓN DE HÁBITAT DE LOS MAMÍFEROS MEDIANOS Y GRANDES EN EL PETÉN, GUATEMALA

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Daniel Thornton

     

    CALCULANDO LA VULNERABILIDAD A LA FRAGMENTACIÓN DE HÁBITAT DE LOS MAMÍFEROS MEDIANOS Y GRANDES EN EL PETÉN, GUATEMALA

     

    Resumen:

    Prever con exactitud la reacción de especies a la pérdida y la fragmentación de hábitat es una meta clave para los biólogos conservacionistas y los administradores de vida silvestre. Sin embargo, se han llevado a cabo muy pocos estudios de la vulnerabilidad que intentan comparar predicciones a priori con datos empíricos recogidos del campo, sobre todo para los mamíferos tropicales. El presente estudio evaluó la ocupación de 26 mamíferos de tamaño mediano y grande en 50 fragmentos de bosque y en 10 sitios de bosque intacto con el uso de trampas cámaras y muestreos de senderos. Basado en los datos empíricos, se desarrolló una clasificación de vulnerabilidad a la fragmentación y se comparó esta clasificación con dos predicciones a priori de la vulnerabilidad: una clasificación sencilla desarrollada para este estudio basada rasgos ecológicos, y una clasificación publicada anteriormente basada en modelos demográficos de población (Pereira & Daily 2006). Al comparar nuestras clasificaciones de vulnerabilidad derivadas empíricamente con las previstas, se revela un acuerdo positivo entre las dos, lo que demuestra nuestra capacidad de prever tendencias generales en cuanto a la vulnerabilidad de especies a la pérdida y la fragmentación de hábitat. Sin embargo, para varias especies se ven diferencias considerables entre las dos clasificaciones, lo que nos indica que todavía queda limitado nuestro entendimiento de la reacción de esas especies.

     

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  • ECOLOGIA ALIMENTAR DO MICO-LEÃO-DA-CARA DOURADA (PRIMATES: CALLITRICHIDAE) NA MATA ATLÂNTICA DO SUL DA BAHIA

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Sérgio Luiz Gama Nogueira-Filho, Lilian Catenacci, Kristel De Vleeschouwer

     

    ECOLOGIA ALIMENTAR DO MICO-LEÃO-DA-CARA DOURADA (PRIMATES: CALLITRICHIDAE) NA MATA ATLÂNTICA DO SUL DA BAHIA

     

    Resumo:

    A perturbação de hábitats altera a disponibilidade de recursos existente nas áreas florestais, implicando em mudanças nos processos ecológicos em que uma espécie está envolvida. Diante deste contexto, observamos o comportamento alimentar de dois grupos de micos-leões-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas), na área oeste da Reserva Biológica de Una, localizada no sul da Bahia, Brasil, entre fevereiro de 2006 e janeiro de 2007. Durante este período, identificamos os itens alimentares que fizeram parte da dieta dos animais e as diferentes atividades comportamentais relacionadas à alimentação utilizando o método animal focal modificado. Também coletamos amostras dos frutos consumidos para descrição morfológica e nutricional, além de fezes para avaliar o potencial desta espécie como dispersora. Totalizamos 92 espécies de frutos consumidos, distribuídas em 31 famílias, sendo as espécies pertencentes às famílias Bromeliaceae e Melastomataceae consideradas recursoschave para esta população de mico-leão-da-cara-dourada. Com relação às características dos frutos consumidos, de forma geral, seguem o padrão encontrado para as demais espécies de micos-leões. São frutos pequenos, leves, macios, suculentos, com grande quantidade de açúcares solúveis e baixos teores de proteína e minerais. Não observamos, contudo, correlação entre o tempo de consumo e estas características. Estes dados mostram que a flexibilidade do comportamento alimentar e da dieta do L. chrysomelas permitem sua sobrevivência em áreas alteradas, sendo provável que o principal fator para a escolha dos alimentos seja a disponibilidade espaço-temporal dos recursos alimentares nestas áreas. Adicionalmente, observamos que as bromeliáceas foram de grande importância para estes animais, sendo muito utilizadas tanto como sítio para busca por presas quanto para consumo dos seus frutos. Com a ingestão destes frutos, os micos-leões também aumentaram a taxa de germinação de suas sementes e contribuíram com a dispersão destas epífitas nas florestas. Além das bromélias, os micos-leões-da-cara-dourada podem ser considerados dispersores das diversas espécies consumidas. Como a deposição de suas fezes ocorre ao longo das rotas que percorrem continuamente, é possível sugerir que L. chrysomelas influenciam na estrutura e composição de seu hábitat, participando ativamente na construção do seu próprio nicho ecológico. As espécies vegetais que compõem sua dieta, portanto, devem ser incluídas em programas de reflorestamento de áreas e de corredores ecológicos, para estimular o trânsito destes animais entre as áreas ligadas por estes corredores; além da colaboração dos micos para a regeneração de áreas alteradas.

     

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  • FRAGMENTOS FLORESTAIS DE ORIGEM ANTIGA PODEM SER UTEIS PARA A DISPERSAO DE MEDIOS E GRANDES MAMIFEROS EM PAISAGENS ALTERADAS NA AMAZONIA?

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Ricardo Sampaio, Albertina P. Lima Lima, William E. Magnusson

     

    FRAGMENTOS FLORESTAIS DE ORIGEM ANTIGA PODEM SER UTEIS PARA A DISPERSAO DE MEDIOS E GRANDES MAMIFEROS EM PAISAGENS ALTERADAS NA AMAZONIA

     

    Resumo:

    A fragmentacao florestal e uma das ameacas mais penetrantes em florestas tropicais, principalmente na floresta Amazonica. Apesar dos efeitos negativos da fragmentacao florestal, algumas especies de mamiferos podem persistir em remanescentes florestais, e em adicao a reducao e a subdivisao de populacoes, a persistencia de mamiferos tambem e afetada pela pressao de caca nos remanescentes de vegetacao, agravada pelo crescimento populacional humano nestas areas. Este estudo avaliou, por meio de duas abordagens, o papel de fragmentos florestais como unidades conectoras entre paisagens para medios e grandes mamiferos. Por meio de levantamentos diurnos, noturnos e procura por rastros em tres areas (Floresta continua, Floresta em fragmentacao e Fragmentos florestais isolados a longo prazo por savana) no oeste do estado do Para, proximo a rodovia BR-163 na Amazonia Central, comparei os efeitos da perda do habitat e da caca tanto na distribuicao de especies nestas tres areas, como em 16 fragmentos florestais isolados por savana. Na primeira abordagem, os resultados indicam que, baseado em entrevistas, algumas especies se extinguiram antes dos efeitos da perda do habitat nos ultimos 30 anos, provavelmente devido ao historico de caca e perturbacao da area. Constatei que a diversidade diminui com a perda do habitat, e o conjunto de especies em fragmentos florestais foi uma subamostra das areas mais integras. Entretanto, entre as nove especies mais registradas nas tres areas, seis delas sao tao incidentes em fragmentos florestais quanto nas areas menos alteradas, incluindo quatro especies (veado cinza, catitu, tatu galinha e guariba) consumidas por moradores locais. Contudo, as caracteristicas de fragmentos florestais isolados por savana (tamanho, a densidade de arvores e a intensidade de caca) nao afetam a distribuicao de especies, incluindo aquelas consumidas por moradores locais. Apesar do efeito negativo da perda do habitat, estes resultados mostram que estas manchas tem seu papel para abrigar um subconjunto de especies, mesmo que temporariamente, da diversidade total de uma regiao, e que ate os menores fragmentos florestais podem constituir unidades conectoras entre extensas unidades de conservacao. Alem disso, com um plano de manejo adequado, parte desta fauna pode complementar a subsistencia de moradores locais. Esta situacao e possivelmente um cenario futuro para a Amazonia, principalmente nas areas sob influencia da BR-163 e outras rodovias que estao sofrendo severos desflorestamentos e aumento da ocupacao humana.

     

  • ESTRUTURA POPULACIONAL DE QUELONIOS DO GENERO PODOCNEMIS DA RESERVA BIOLOGICA DO ABUFARI,  AMAZONAS – BRASIL

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Jackson Pantoja-Lima, Rebelo, G.H. Pezzuti, J.C.B. Pereira, M.C.G. Felix-Silva, D. Bezerra, E.F. Marcon, J.L. Viana, A.P.

     

    ESTRUTURA POPULACIONAL DE QUELONIOS DO GENERO PODOCNEMIS DA RESERVA BIOLOGICA DO ABUFARI, AMAZONAS – BRASIL

     

    Resumo:

    Quelonios de agua doce sao itens importantes na alimentacao de populacoes Amazonicas, desde o periodo pre-colonial. Relatos do historiador Henry Bates, mostram que as populacoes de quelonios sofrem intensa exploracao humana ha seculos. Este estudo vem sendo realizado na Reserva Biologica do Abufari (RBA), situada no Estado do Amazonas, que e um caso singular de uma unidade de conservacao (UC) criada para proteger as populacoes e areas de desova de uma unica especie Podocnemis expansa. Populacoes de P. expansa (tartaruga), P. sextuberculata (iaca) e P. unifilis (tracaja) vem sendo estudadas desde 1998 com o objetivo de monitorar desovas e marcar femeas adultas durante a desova na praia do Abufari (5o22’S e 63o01’W). Os dados aqui apresentados sao provenientes de capturas experimentais, monitoramento reprodutivo e apreensoes realizadas pelo IBAMA/RBA. Entre os anos de 1998 e 2007 foram marcados 5556 quelonios (valores entre parenteses representam numero de tartaruga, iaca e tracaja, respectivamente) por meio de pescarias experimentais com redes de arrasto (245, 1377 e 21 animais), redes artesanais conhecidas localmente como capassaco (474, 2322 e 51 animais) e malhadeiras (8, 2 e 7 animais), alem de capturas noturnas na praia do Abufari durante o periodo de nidificacao (196, 31 e 4 animais) e tambem por meio de marcacao de quelonios apreendidos, sendo estes, 218 tartarugas, 429 iacas, 121 tracajas e um (01) jabuti (Chelonoides denticulata). O tamanho medio dos animais capturados com redes de arrasto foi: tartarugas = 423}151 (141-845)mm, iacas=189}22 (129-320)mm e tracajas = 327}113 (77-440)mm. Tartarugas, iacas e tracajas capturados com capassaco mediram 357}114 (157-742)mm, 196}23 (105-393)mm e 324}67 (210- 440)mm, respectivamente. Malhadeiras utilizadas em lagos capturaram tartarugas, iacas e tracajas com comprimento de carapaca de 246}25 (225-300)mm, 208}25 (190-225)mm e 259}12 (237-273)mm, respectivamente. Femeas de tartaruga, iaca e tracaja capturadas na praia do Abufari mediram 705}39 (573-790)mm, 263}34 (222- 351)mm e 412}45 (345-442)mm, respectivamente. Tartarugas, iacas e tracajas apreendidos apresentaram tamanhos medios 450}200 (98-783), 190}37 (72-326)mm e 295}108 (72-427)mm, respectivamente. A razao sexual media por ano para tartarugas e iacas capturados em redes de arrasto foi 1,81 e 0,70 femeas para cada macho da especie, respectivamente. Para capturas com capassaco foram observadas 1,33, 0,82 e 0,60 femeas por macho, respectivamente. Animais apreendidos apresentaram uma proporcao de 5,08, 1,34 e 1,23 femeas para cada macho de tartaruga, iaca e tracaja, respectivamente. Informacoes de abundancia ainda estao sendo analisadas e o monitoramento a longo prazo e essencial para uma avaliacao eficaz do cumprimento da funcao da RBA para com a preservacao dos quelonios no Baixo Rio Purus.

     

  • ECOLOGIA REPRODUTIVA DE PODOCNEMIS UNIFILIS NO RESERVATORIO DA UHE TUCURUI, PARA, BRASIL

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Daniely Felix-Silva, Ana Paula Baeta Fernandes; Rafaely Pantoja Sarraf; Jorge Rebelo, Juarez Pezzuti

     

    ECOLOGIA REPRODUTIVA DE PODOCNEMIS UNIFILIS NO RESERVATORIO DA UHE TUCURUI, PARA, BRASIL

    Resumo:

    A destruicao do habitat e a principal ameaca aos repteis e pode, gradualmente, dizimar as populacoes locais de quelonios. Represas hidreletricas sao um exemplo, pois alguns habitats sao completamente perdidos interferindo no sucesso reprodutivo dos quelonios. Em 2006 e 2007 monitoramos o periodo reprodutivo de Podocnemis unifilis, para avaliar as mudancas ocorridas na ecologia reprodutiva dos quelonios no lago da UHE Tucurui. Em 2006 foram identificados 319 ninhos (314 na Base 3 e 5 na Base 4), e em 2007 foram identificados 204 ninhos (174 na Base 3 e 30 na Base 4). O periodo reprodutivo ocorreu entre os meses de agosto a novembro. A profundidade final media dos ninhos nao diferiu consistentemente entre os dois anos de monitoramento (13.93 } 1.95cm e 13.75 } 2.60cm, respectivamente). Durante 2007, 33.33% dos ninhos da Base 3 estavam cobertos por gramineas, enquanto na Base 4, 80.95% dos ninhos tinham capim na sua superficie, o que pode influenciar a selecao do sitio de oviposicao. Os ninhos foram os mais rasos dos encontrados em outras regioes em condicoes naturais, o que pode ser uma adaptacao ao solo compactado, disponivel para oviposicao. Ninhos localizados em ilhas e sequeiros tiveram substrato mais pedregoso, enquanto ninhos em ambientes de terra firme tiveram substrato mais arenoso. Na Base 3, em 2007, o numero medio de ovos foi menor que o encontrado no ano anterior (15.22 } 4.19 e 20.65 } 4.33, respectivamente). O tamanho das ninhadas nas duas bases foi semelhante em 2007. Na Base 3 a duracao media de incubacao foi semelhante durante todo o estudo (69.87 dias em 2006 e 68.42 dias em 2007), diferindo apenas em 2007 na Base 4 (74.33 dias). A taxa de eclosao para a Base 3 foi semelhante durante os dois anos de monitoramento (82%), no entanto, em 2007 nas duas regioes, a taxa de eclosao foi maior na Base 3 que na Base 4 (82% e 63%, respectivamente). Durante o estudo, a Base 3 apresentou como principal ambiente para desova os sequeiros (53.5 % e 62.16 %, respectivamente), e a Base 4 apresentou as ilhas (44.83%). A coleta de ovos por moradores e pescadores foi a principal causa de perda de ninhos na regiao. A Base 4 teve uma maior coleta de ovos, o que ocorreu principalmente nos sequeiros. Ja as ilhas tiveram como principal causa de perda de ninhos a predacao por lagarto (Tupinambis sp).

     

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  • DIETA DE PEIXES-BOIS AMAZONICOS DAS RESERVAS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL MAMIRAUA E AMANA, AMAZONAS, BRASIL

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Michelle Gil Guterres, Miriam Marmontel

     

    DIETA DE PEIXES-BOIS AMAZONICOS DAS RESERVAS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL MAMIRAUA E AMANA, AMAZONAS, BRASIL

     

    Resumo:

    Sobre os habitos alimentares do peixe-boi amazonico (Trichechus inunguis), mamifero aquatico herbivoro e exclusivamente de agua doce, a literatura apresenta poucos trabalhos com animais cativos e um estudo preliminar com animais em ambiente natural. Estes estudos apontam 39 especies de macrofitas aquaticas na alimentacao de peixes-bois, sendo 24 delas encontradas em trato digestivo de animais de vida livre. Devido a grande diversidade e abundancia de especies vegetais encontradas nos ecossistemas amazonicos e ao reduzido conhecimento sobre a ecologia alimentar do peixe-boi, iniciou-se em 2001 uma pesquisa com objetivo de descrever a dieta de peixes-bois das reservas de desenvolvimento sustentavel Mamiraua e Amana. Foram identificadas e coletadas 69 especies de macrofitas aquaticas de potencial consumo por peixe-boi. As plantas foram herborizadas, catalogadas e descritas morfologicamente. Foi confeccionada uma colecao de referencia histologica da epiderme abaxial das folhas das especies vegetais, fixadas em laminas. Cada macrofita foi caracterizada anatomicamente pelas estruturas epidermicas correspondentes (estomato, tricoma, celula epidermica e substancia ergastica). A partir destes dados foi produzido um manual com as descricoes morfologicas e anatomicas das plantas aquaticas de potencial alimento por peixes-bois amazonicos. Entre os anos de 1993 a 2008, foram coletadas 16 amostras de conteudo estomacal e 230 amostras de fezes encontradas flutuando em corpos dLagua das reservas, e armazenadas em alcool 70%. Para identificacao das especies ingeridas pelo peixe-boi foi realizada uma analise comparativa entre as fezes e a colecao de referencia das plantas. Para o exame, as fezes foram homogeneizadas e peneiradas em malha 35 e 120, em cinco repeticoes de laminas demarcadas por 4 quadrantes. Cada quadrante foi observado sob magnificacao de 10 e 40x para identificacao das estruturas epidermicas.

    Das 69 especies vegetais de referencia, 50 foram encontradas na dieta dos peixesbois das reservas. As especies de maior ocorrencia foram: Panicum chloroticum (57,1%), Oryza grandiglumis (44,9%), Paspalum repens (42,9%), Azolla caroliniana (42,4%), Limnobium spongia (34,3%), Phyllanthus fluitans (29%), Leersia hexandra (29%), Ceratopteris pteridoides (23,7%), Azolla microphylla (23,3%), Echinochloa polystachya (22,4%) e Salvinia minima (20,8%). As outras especies variaram entre 15,5% a 1,2%. O conhecimento tradicional dos moradores das reservas teve papel fundamental na construcao e obtencao dos resultados desta pesquisa. A selecao das plantas da colecao de referencia foi baseada na indicacao de comunitarios, e todas as coletas foram realizadas com o auxilio e participacao dos mesmos na identificacao dos locais de ocorrencia. Ao final da analise, constatou-se que todas as especies vegetais identificadas nas fezes haviam sido mencionadas pelos moradores das reservas como potencial alimento do peixe-boi.

     

  • ATIVIDADE COMPORTAMENTAL DO OURICO-PRETO (CHAETOMYS SUBSPINOSUS OLFERS 1818) NA MATA ATLANTICA DO SUL DA BAHIA2

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Gaston A. Fernandez Gine, Tatiana C. Senra Motta, Deborah Faria, Jose Mauricio Barbanti Duarte

     

    ATIVIDADE COMPORTAMENTAL DO OURICO-PRETO (CHAETOMYS SUBSPINOSUS OLFERS 1818) NA MATA ATLANTICA DO SUL DA BAHIA

     

    Resumo:

    Chaetomys subspinosus (Rodentia: Erethizontidae) e uma especie arboricola folivora endemica da Mata Atlantica. Possui status de conservacao considerado vulneravel pelo IBAMA e IUCN. O conhecimento sobre o comportamento desta especie em vidalivre torna-se indispensavel para embasar acoes de manejo in situ e ex situ. Objetivouse quantificar e analisar o padrao comportamental de ouricos-pretos ao longo do ciclo circadiano e do ano. Quatro ouricos adultos foram acompanhados individualmente por radiotelemetria em um total de 146 noites, entre 04/2005 e 09/2006, durante a primeira e segunda metade da noite alternadamente (17:00-0:00h e 00:00-6:00h). Adicionalmente, em um segundo esforco, cada animal foi observado por 72 horas continuas em fevereiro e junho de 2006. O comportamento foi registrado atraves do metodo scan sampling a cada 10 minutos, totalizando 5.661 e 3.450 registros, no primeiro e segundo esforco, respectivamente. Os comportamentos foram categorizados em: repousando, movendo, alimentando, e outros. Repousando foi o comportamento mais frequente (73,8-56,3%; respectivamente), seguido de alimentando (13,6-22,8%), movendo (11,1-18,6%) e outros (1,5-1,9%). Os animais foram estritamente noturnos e apresentaram padrao bimodal de atividade, com picos entre 19:00 e 20:00h e entre 03:00 e 4:00h devido a alimentacao. O primeiro esforco revelou que nao houve diferencas entre meses na frequencia das atividades noturnas (ANOVA; p>0,05), porem houve grande variacao entre as noites monitoradas (CV>25%). No segundo esforco houve maior frequencia de alimentacao em junho (teste t; p<0,01), um mes de temperaturas mais baixas. Os animais foram mais ativos em sessoes de observacao que nao choveu do que quando choveu (teste t; p<0,01), e em sessoes que defecaram do que quando nao defecaram (ANOVA; p<0,01). O baixo nivel de atividade condiz com a dieta folivora desta especie, e sua relacao com fatores ambientais e fisiologicos condiz com a necessidade em otimizar o orcamento energetico. Este e o primeiro trabalho sobre o comportamento de uma especie de ourico neotropical ao longo do ciclo circadiano completo, confirmando seu habito estritamente noturno. [button color="#ffffff" background="#588a02" size="small" src="http://comfauna.org/3-pesquisa-biologica-aplicada-ao-manejo-rio-branco-brasil-2008/"]Volver[/button]

     

  • RESGATE, SALVAMENTO E MONITORAMENTO DE NINHOS, OVOS E FILHOTES DE AVES SILVESTRES DURANTE A SUPRESSAO DE VEGETACAO

    3. Pesquisa biológica aplicada ao manejo – Temas

     

    Karina Felipe Amaral, Maira Lourenco, Fernada Lira, Edeltrudes Camara e Ana Flavia Rodrigues

     

    RESGATE, SALVAMENTO E MONITORAMENTO DE NINHOS, OVOS E FILHOTES DE AVES SILVESTRES DURANTE A SUPRESSAO DE VEGETACAO

     

    Resumo:

    Numerosas aves utilizam diferentes estrategias de protecao de seus ninhos, ovos e filhotes, para reduzir o gasto energetico e garantir o sucesso reprodutivo. Muitos ninhos de aves sao construidos bem escondidos, no centro das arvores, em densas folhagens, ocos ou cavidades naturais de arvores, com grande dificuldade de acesso e visualizacao. A disponibilidade de sitios reprodutivos determina a escolha de habitat por aves. Por isso, locais que proporcionam maior protecao ao ninho, contra tempestades, ventos e predacao, sao requerimentos essenciais para que as especies atinjam sucesso reprodutivo e mantenham as suas populacoes viaveis. Durante o periodo reprodutivo da maioria das aves, a atividade de supressao de vegetacao realizada para um empreendimento da Vale, em Itabirucu no municipio de Itabira-MG, foi acompanhada pelo biologo com intencao resgatar, salvar e monitorar ninhos, ovos e filhotes de aves silvestres. E assim, contribuir com informacoes cientificas e minimizar os danos causados a avifauna local. Os substratos vegetais com presenca ninhos encontrados na area de influencia direta do empreendimento foram marcados e o substrato foi mantido ate o final da atividade reprodutiva da ave. Foram encontrados 24 ninhos em atividade durante o periodo reprodutivo das aves de novembro a fevereiro de 2007. Esses ninhos foram monitorados diariamente e informacoes sobre os ninhos, ovos, filhotes e atividades comportamentais foram registradas. No entanto, a retirada de arvores do entorno de substratos utilizados pelas aves para construcao de ninhos, deixa-o isolado, mais visivel e consequentemente reduz a sua protecao. Com isso, aumenta o risco de predacao, a exposicao excessiva dos filhotes ao sol, chuvas e ventos, reducao de alimentos proximos ao ninho e maior chances de abandono dos pais devido ao stress. Em vista disso, verificamos que algumas medidas adicionais como manter alguns substratos no entorno do ninho e acrescentar folhas e galhos sobre os ninhos, podem ajudar na camuflagem contra predadores e protecao contra eventos climaticos, e assim contribuir para o sucesso reprodutivo dessas aves. Aproximadamente 50% dos ninhos monitorados obtiveram sucesso reprodutivo e esse resultado e importante visto que esse trabalho e incomum neste tipo de empreendimento. Acreditamos ser necessario maiores discussoes sobre a eficiencia de medidas a serem tomadas, monitoramentos e estudos sobre a biologia reprodutiva das aves durante os empreendimentos e divulgacao desses resultados. Assim pode-se fazer um modelo de salvamento de filhotes e ovos durante o periodo reprodutivo de aves muito mais eficiente.

     

4 Pesquisa socioeconômica aplicada ao manejo

  • LA APLICACION DE LOS MODELOS DE COSECHA SOSTENIBLE DE LA FAUNA SILVESTRE A LA PLANIFICACION DEPARTAMENTAL DE SANTA CRUZ, BOLIVIA

    4. Pesquisa socioeconômica aplicada ao manejo – Temas

     

    Wendy R. Townsend

     

    LA APLICACION DE LOS MODELOS DE COSECHA SOSTENIBLE DE LA FAUNA SILVESTRE A LA PLANIFICACION DEPARTAMENTAL DE SANTA CRUZ, BOLIVIA

     

    Resumen:

    La fauna silvestre es muy importante en la nutricion de muchas familias rurales en America Latina, y aunque este beneficio tiene un valor multimillonario, no esta incluida en las estimaciones economicas nacionales u internacionales. Por no ser parte de la economia formal, los planificadores tiendan a olvidar la importancia de este aporte proteinico para el bienestar de miles de habitantes locales, y por lo tanto usualmente no consideran importante la produccion del recurso. Parte de la razon de no incluir la fauna en la planificacion, es la falta de modelos y herramientas aplicable en el proceso de planificacion. En busca de promover la inclusion de la caceria de subsistencia en los esfuerzos de ordenamiento territorial, se desarrollo un modelo de produccion de fauna silvestre que permite la gente rural sus requerimientos diarias minimas de proteina de alta calidad segun el OMS. La IRD es 30 gramos de proteina animal diaria, que igual a 52 kg de carne por persona por ano, o 74 kg de Biomasa por persona por ano. Aplicando las teorias y modelos de produccion sostenible de fauna de fauna sobre el intervalo de tasas de extraccion, se estima que cada persona requiere un maximo de 117 ha de tierra para poder subsistir con 100% de su proteina animal derivada de la fauna silvestre. El area requerida para la produccion puede ser menos en los areas donde la fauna silvestre existe en mayor densidad. Se aplico este modelo en el departamento de Santa Cruz y ha permitido un analisis grueso de las zonas con mayor presion de caceria de subsistencia, y donde se requiere salvaguardar areas para la produccion faunistica para el uso de la gente local.

     

  • CONTROLE ALTERNATIVO POR PLANTAS MEDICINAIS DAS ENDOPARASITOSES EM PREA (CAVIA SP) NO SEMI-ARIDO PARAIBANO ESTUDO PRELIMINAR

    4. Pesquisa socioeconômica aplicada ao manejo – Temas

     

    Katiuscia Menezes da Silva Lobo, Leontina Hellen Macedo de Andrade, Ana Celia Rodrigues de Athayde, Almir Pereira de Souza, Andreia Vieira Pereira

     

    CONTROLE ALTERNATIVO POR PLANTAS MEDICINAIS DAS ENDOPARASITOSES EM PREA (CAVIA SP) NO SEMI-ARIDO PARAIBANO ESTUDO PRELIMINAR

     

    Resumo:

    O prea (Cavia sp), e um roedor silvestre habitante de brejos, matas umidas e da caatinga, pertencente a familia Caviidae a mesma do porquinho-da-india. Dados relativos a fisiologia, aspectos clinicos e parasitologicos destes animais ainda sao escassos na literatura cientifica. Desta forma, objetivou-se com a realizacao deste estudo avaliar a eficacia do controle parasitario com fitoterapicos em preas mantidos em cativeiro na cidade de Santa Luzia PB. Para tanto, foram utilizados 15 animais, machos adultos, mantidos em recinto para engorda, alimentados com ramas de batatas, sendo oferecidos uma vez por semana, de forma artesanal, folhas do melao de Sao Caetano e o caule da bananeira. Previamente, os animais foram capturados e mantidos em gaiolas por um periodo de 18h, para a coleta das fezes. Neste intervalo de tempo as gaiolas foram mantidas suspensas, sendo colocadas em sua base telas de polietileno para evitar a contaminacao das fezes com o solo. As amostras obtidas foram transportadas em caixas de isopor com gelo, ate o Laboratorio de Doencas Parasitarias dos Animais Domesticos/CSTR/UFCG Campus de Patos-PB, iniciando de imediato o processamento dos exames parasitologicos. O metodo utilizado foi o de flutuacao simples (Willis-Mollay, 1921). Nos 15 animais avaliados, foram identificados ovos de nematoide oxiurideo (Aspiculuris sp.) e oocistos e cistos de protozoarios. Foi registrado um nivel de infeccao leve. Diante dos resultados obtidos e possivel concluir que as plantas utilizadas demonstraram ser eficazes no controle de nematoides gastrintestinais de preas. O estudo continua em execucao, com um delineamento rigoroso, que ira efetivamente identificar todas as especies envolvidas no parasitismo e confirmar as propriedades anti-helminticas das plantas utilizadas.

     

  • USO DOS RECURSOS NATURAIS E CONDICOES DE VIDA DE POPULACOES RIBEIRINHAS NA RESEX EXTRATIVISTA DO MEDIO JURUA

    4. Pesquisa socioeconômica aplicada ao manejo – Temas

     

    Lenizi Maria Silva Araujo, Cloves Farias Pereira

     

    USO DOS RECURSOS NATURAIS E CONDICOES DE VIDA DE POPULACOES RIBEIRINHAS NA RESEX EXTRATIVISTA DO MEDIO JURUA

    Resumo:

    A criacao da Resex foi impulsionada por uma demanda social, em funcao da situacao de exploracao da populacao pelos denominados proprietarios de seringais. No inicio da decada de 80, a extracao da borracha era considerada uma das principais atividades economicas. De acordo com relatorio do MEB, entre os anos de 1996 e 1998, existiam aproximadamente 226 familias ao longo da Resex do Medio Jurua. Em 2003, os povoados encontravam-se distribuidos em 45 comunidades ribeirinhas localizadas nos ambientes de restinga e terra firme do rio Jurua. As informacoes foram obtidas nas comunidades Roque, Nova Esperanca e Sao Raimundo, onde a maioria dos habitantes exerce atividade de pequeno agricultor, cuja finalidade e identificar a situacao de vida da populacao existente quanto ao ambiente. Trata-se de } comunidades jovens, com aproximadamente 42,5% com idade inferior a 30 anos, 62% com faixa etaria entre 20 e 40 anos, enquanto que apenas 8% possuem mais de 70 anos. As residencias sao construidas em terra firme, onde e desenvolvida a agricultura, dominada pelo cultivo de mandioca e em menor quantidade banana e cara. Utilizando tambem os solos de aluvioes para o cultivo de milho, melancia e jerimum. A economia esta baseada principalmente no cultivo da mandioca que depois de beneficiada resulta na farinha que constitui a base da alimentacao local, sendo comercializada juntamente com os oleos vegetais extraidos pela Associacao de Produtores Rurais de Carauari ASPROC. A comunidade Roque possui ambientes lacustres de varzea, contornados por areas de restinga alta, denominados Comprido, Roque e Sacado; o lago Preto na comunidade Nova Esperanca; e os lagos Dona Maria, Recreio, Sacado e Manarian na comunidade Sao Raimundo. Os quais sao considerados pelas mesmas como ambientes naturais com potencial para a protecao da especie pirarucu (Arapaima gigas). Pois podem ser encontrados pirarucus chocando, no inicio de novembro, nas galhadas e arvores que ficam nas cabeceiras dos lagos e funcionam como locais de protecao e reproducao. Na decada de 80 os moradores iniciaram o processo de mobilizacao para manejo dos lagos das comunidades, proibindo a pescaria praticada por moradores exogenos e determinando as regras de retirada do pescado para os seus moradores. Hoje, o processo de mobilizacao da comunidade ocorre na retirada coletiva do pirarucu uma vez por ano, envolvendo a maioria dos moradores, no periodo em que os peixes ja reproduziram e assim garantiram a manutencao das especies nos ambientes locais.

     

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  • CARACTERIZACAO SOCIOECONOMICA DOS PESCADORES DO MEDIO RIO NEGRO-AMAZONAS: SUBSIDIOS PARA O MANEJO DOS RECURSOS PESQUEIROS

    4. Pesquisa socioeconômica aplicada ao manejo – Temas

     

    Thaissa Sobreiro, Carlos Edwar de Carvalho Freitas

     

    CARACTERIZACAO SOCIOECONOMICA DOS PESCADORES DO MEDIO RIO NEGRO-AMAZONAS: SUBSIDIOS PARA O MANEJO DOS RECURSOS PESQUEIROS

     

    Resumo:

    No Medio rio Negro, alem da tradicional pesca de peixes comestiveis para alimentacao e comercializacao, se destacam a pesca de peixes ornamentais e a esportiva. As diversas formas de organizacao social dos pescadores influenciam o modo de uso dos recursos pesqueiros desta regiao. Este trabalho objetivou a caracterizacao socioeconomica dos pescadores rurais e urbanos do municipio de Barcelos-AM. O campo foi realizado em 2006, totalizando 68 dias. Foram entrevistados 67 pescadores da area rural e 31 pescadores da urbana. A idade media dos pescadores foi 42 anos, 83% eram casados com media de 5 pessoas por domicilio e 90% dos entrevistados foram do sexo masculino. A media de anos estudados foi 2 anos, 70% nasceram em Barcelos e o tempo medio de residencia no municipio foi 20 anos. Do total de pescadores, 33% praticavam pesca de subsistencia, 27% comercial, 6% ornamental, 10% guias de pesca esportiva, 11% atuavam na pesca comercial e ornamental, 12% na pesca comercial e como guias e 1% na pesca ornamental e como guias. A coexistencia de distintas modalidades de pescarias faz com que existam pescadores atuando em mais de uma delas e/ou em outras atividades como extrativismo e/ou agricultura. Os pescadores comerciais, comerciais/ornamentais e comerciais/guias sao os que mais se dedicavam exclusivamente as atividades pesqueiras (19,5%; 10% e 11% respectivamente). Na area rural predominaram pescadores de subsistencia, destes 80% praticam outras atividades, principalmente agricultura. Na area urbana predominaram os pescadores comerciais e 84% praticam exclusivamente a pesca (ainda que mais de um tipo). Os pescadores migram de uma atividade para outra de acordo com as oportunidades, pois estao inseridos num contexto de uso multiplo de recursos com atividades influenciadas pelas variacoes sazonais dos ambientes. A diversificacao constituiu importante fator de adaptabilidade as flutuacoes ambientais e economicas e uma forma de minimizar os riscos e aproveitar a entressafra. Entender quem sao os usuarios dos recursos pesqueiros, como estao interligados ao uso de outros recursos naturais e as consequencias socio-ambientais de mudancas nos seus padroes de uso, e de suma importancia para a definicao de estrategias de gestao integrada que possam garantir a sustentabilidade social e ambiental da pesca e de outras atividades extrativistas.

     

  • CONHECIMENTO SOCIO-ECONOMICO DA PESCA ESPORTIVA EM BARCELOS, AMAZONAS, BRASIL

    4. Pesquisa socioeconômica aplicada ao manejo – Temas

     

    Carla Haisler Sardelli, Thaissa Sobreiro, Eunice Freitas, Carlos Edwar de Carvalho Freitas e Alexandre Almir Ferreira Rivas

     

    CONHECIMENTO SOCIO-ECONOMICO DA PESCA ESPORTIVA EM BARCELOS, AMAZONAS, BRASIL

     

    Resumo:

    A pesca esportiva e uma atividade economicamente promissora, que vem crescendo no Estado do Amazonas, principalmente, no medio Rio Negro. No municipio de Barcelos, mais de mil turistas visitam a regiao durante uma temporada de pesca e o estilo empregado e o pesque e solte. No entanto, pouco se conhece sobre essa industria pesqueira. O objetivo desse estudo foi realizar um levantamento socioeconomico da pesca esportiva tracando um perfil do pescador que visita Barcelos. Foram entrevistados 78 pescadores esportivos de diferentes operadoras de pesca, durante os meses de dezembro de 2007 a fevereiro de 2008. Os resultados preliminares apontaram que a maior parte dos turistas e proveniente dos Estados Unidos da America (75,64%), casados (71,79%), possuem ensino superior completo (41,02%) e idade de 56 a 65 anos (33,32%). Dos turistas que participaram da pesquisa 38,46% preferiram nao revelar o valor da renda financeira e 15,38% recebem entre 120 a 200 mil dolares anuais. Os valores cobrados pelo pacote turistico variaram de U$ 3.200,00 a U$ 5.000,00 por pessoa. Esse pacote incluia licenca de pesca, translado, hospedagem em barco-hotel, alimentacao, bebidas e servicos de guias de pesca. Geralmente, os pescadores vem em grupos de 5 a 20 pessoas, chegam de aviao (98,72%) e permanecem durante o periodo de uma semana (42,31% das entrevistas). A pescaria ocorre principalmente no rio Negro e em alguns afluentes como nos rios Araca, Padauari, Cuiuni, Itu, Arirarra. A especie alvo sao os grandes tucunares, Cichla temensis, motivo principal e o maior atrativo dos pescadores ao escolherem o local de pesca. A maioria declarou estar satisfeita com o resultado da pescaria (82,05%) e que pretende voltar a regiao (57,69%). Das pessoas que visitaram Barcelos mais de uma vez, 55% responderam que o numero de tucunares capturados esta diminuindo quando comparado com anos anteriores. Nao foi possivel determinar a quantidade e diversidade dos peixes mais fisgados, porem, pode ser confirmada a preferencia pelas especies de tucunare. Os resultados podem ajudar a compreender o funcionamento da pesca esportiva em Barcelos e associados com dados de biologia de Cichla spp e de outras modalidades pesqueiras poderao subsidiar possiveis propostas de manejo da pesca nestaAbstract regiao.

     

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  • THE RELATIONSHIPS BETWEEN CULTURAL IMPORTANCE, RELATIVE ABUNDANCE, AND HUNTING RATES IN INCRA SETTLEMENTS, PARA, BRAZIL

    4. Pesquisa socioeconômica aplicada ao manejo – Temas

     

    Mary Catherine Silva Menton

     

    THE RELATIONSHIPS BETWEEN CULTURAL IMPORTANCE, RELATIVE ABUNDANCE, AND HUNTING RATES IN INCRA SETTLEMENTS, PARA, BRAZIL

     

    Abstract:

    Hunting in rural Amazonia has placed tremendous pressure on game animal populations. A better understanding of the cultural factors influencing hunting rates will be necessary to improve sustainable management of hunting regimes. In four settlement communities in the Santarem, Para region, a three-prong research project was carried out which evaluated 1) game animal population abundance; 2) community perceptions of the relative importance of game animal taxa; 3) household records of hunting rates. Animal abundance was evaluated using three independent line transects established in each community with a total of 150km walked per community. Importance was assessed using participatory rural appraisal and the pebble distribution method – PDM. Participant households (10 per community) kept hunting diaries over the course of a year and these records were used to estimate the average household hunt in terms of number of animals (total = 9.5 animals) and kilograms of game meat (total = 77 kg) hunted per year. For all of the communities, deer (Mazama sp.), paca (Agouti paca), armadillos (Dasypus sp.), cutia (Dasyprocta agouti), collared peccary (Tayassu tajacu) and tortoise (Geochelone sp.) were amongst the top ten most important taxa as determined using PDM. Key factors cited as influencing importance values included animal size (quantity of meat), taste, and ease of catch. Ease of catch was influenced by both abundance and the ability of the animals to escape from hunters. The above mentioned taxa continued to be in the top ten taxa when classified by their relative dominance in terms of diary records of the number of animals caught and the number of kilograms of meat consumed but the order of importance changed. Transect surveys of relative abundance, however, did not follow the same patterns. For example, whilst the mammal community was dominated by primates and the Psittacinaea family was the most common of the game birds, they were the least hunted of the study taxa. Statistical analyses found that whilst PDM-based importance values were significantly correlated with both the number of animals hunted and the kilograms of meat caught, relative abundance of animal populations showed a negative correlation with perceived importance such that less abundant taxon like peccaries and deer were deemed more important than smaller mammals and birds that were more abundant. In conclusion, whilst hunting rates are influenced by relative abundance of animal populations, other factors which affect peoples concepts of importance (size, taste, esteem) influence hunters decisions as to which game to seek out. So much so that even in communities where deer were virtually absent from population surveys, they were voted as being amongst the top ten most important taxa.

     

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  • LA FAUNA SILVESTRE COMO PARTE INTEGRAL A LA GESTION TERRITORIAL INDIGENA

    4. Pesquisa socioeconômica aplicada ao manejo – Temas

     

    Sebastian Chipeno, Alcides Ojopi, Jaime Nogales Janssen, Levinde Burton Garcia, Lesman Ortiz Moreno , Roxana Sanchez, y Wendy R. Townsend

     

    LA FAUNA SILVESTRE COMO PARTE INTEGRAL A LA GESTION TERRITORIAL INDIGENA

     

    Resumen:

    El Pueblo Indigena Baures, a traves de la lucha politica junta con sus organizaciones matrices, CPIB y CIDOB, logro la demarcacion de un territorio (TCO) de aproximadamente 135,000 ha. Las tierras tituladas no incluyen las tierras tradicionales de las comunidades demandantes, lo cual hizo necesario en 2006 la fundacion de una nueva comunidad en la zona titulada, un area distante a las poblaciones y con poca intervencion humana. Desde la llegada a los Baures a su tierra titulada, comenzaron un sistema de monitoreo del uso de la fauna en la TCO.

    En Septiembre de 2007 se llevo a cabo un inventario participativo de la biodiversidad de la TCO, y entre ella, los recursos faunisticos, con el fin de crear insumos para discusion y posterior delineacion de zonas de usos y proteccion. Este fue un ejercicio en respaldo a la planificacion para la gestion territorial indigena. La fauna resulto, junto con el pescado, de primera necesidad para la gente de la comunidad. Tan importante la caceria que los miembros del subcentral aprobaron la zonificacion que incluye una zona de produccion de fauna.

    Aparte del rol de la caceria en la subsistencia familiar, la fauna silvestre de la TCO tiene el potencial de crear ingresos economicos que puedan beneficiar a los miembros y financiar parcialmente las actividades de la sub-central en la consolidacion de otras partes de sus territorios tradicionales para el desarrollo sostenible de los indigenas Baures. Actualmente la comercializacion de cueros de lagarto (Caiman yacare) ha sido de gran utilidad, y la asociacion de cazadores esta asumiendo las necesidad de organizarse para ser “productores” en vez de “aprovechadores”. En la TCO se espera poder presentar un plan de cosecha experimental del caiman negro (Melanasuchus niger) despues de un estudio de la historia natural de esta especie abundante en la TCO. El potencial de los cueros de Peni (Tupinambis merianae) comienza a ser estudiado por tecnicos locales, pero se espera que puede producir ingresos para los cazadores y su empresa comunitaria. Otra empresa comunitaria incipiente es la de la produccion de miel de abejas nativas.

     

5 Ferramentas e métodos para conservação e o manejo

  • FRUGIVORIA Y DISPERSION DE SEMILLAS POR EL TAPIR (TAPIRUS TERRESTRIS) EN LA AMAZONIA PERUANA

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Mathias W. Tobler, John Janovec, Fernando Cornejo

     

    FRUGIVORIA Y DISPERSION DE SEMILLAS POR EL TAPIR (TAPIRUS TERRESTRIS) EN LA AMAZONIA PERUANA

     

    Resumen:

    Para estudiar el consumo de frutos de los tapires en la Amazonia Peruana, examinamos 135 muestras fecales de tapir colectadas entre 2005 y 2007. En total, se identificaron 122 especies de semillas pertenecientes a 68 generos y 33 familias. La diversidad de estas especies siguio un claro patron estacional relacionado con la disponibilidad de frutos, teniendo la mayor diversidad entre Febrero y Noviembre y el periodo de menor diversidad, debido a la baja disponibilidad de frutos, de Junio a Agosto. La mayoria de las especies (45%) se encontraron solamente una vez, mientras que tan solo el 10% de todas las especies se encontro en mas de 10 excretas lo que indica que los tapires son forrajeros oportunistas. La especie que se encontro mas frecuentemente fue Mauritia flexuosa seguida por 3 generos de la familia Bombacacea, Ficus sp, Perbea sp y Genipa americana. Ficus fue el genero mas frecuente y diverso. El tamano de las semillas se mantuvo en un rango de15mm solo aparecieron en un 6 al 14% de todas las muestras. La distribucion en el tamano de las semillas encontradas en las excretas de tapir generalmente siguieron el mismo patron de distribucion de semillas econtradas en el Bosque con una proporcion mas o menos baja de tipo semillas encontradas en la clase mas pequena

     

  • APLICACION DE TRAMPAS-CAMARA PARA INVESTIGACIONES SOBRE TAPIRUS TERRESTRIS

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Andrew Noss, Rosario Arispe, Claudia Venegas, Santiago Espinosa

     

    APLICACION DE TRAMPAS-CAMARA PARA INVESTIGACIONES SOBRE TAPIRUS TERRESTRIS

     

    Resumen:

    El uso de trampas-camara para realizar investigaciones cientificas se ha expandido enormemente en los ultimos anos. Un primer uso es la estimacion de la densidad poblacional a traves de muestreos sistematicos. Un segundo uso es la descripcion de aspectos de comportamiento: patrones de actividad, uso de habitat, o el uso de recursos claves como salitrales. Esta presentacion resume muestreos sistematicos (Bolivia, Brasil y Ecuador), presentando datos sobre patrones de actividad, y evaluando tanto el potencial como las limitaciones de la metodologia para estudiar tapires.Los muestreos sistematicos emplean los metodos desarrollados para jaguares (Panthera onca), dispersando un juego de trampas-camara en areas relativamente extensas (25-150 km2), identificando individuos fotografiados, y estimando abundancia segun estadisticas de captura-recaptura. La densidad a su vez se calcula en base a la abundancia estimada y el area efectiva de muestreo. Patrones de actividad se describen en base a la hora registrada en las fotografias tomadas.Mediante muestreos sistematicos se ha podido estimar la densidad poblacional de Tapirus terrestris en un sitio de la Amazonia del Ecuador, cinco sitios del Chaco de Bolivia, dos sitios del Bosque Seco Chiquitano de Bolivia, y un sitio del Pantanal de Brasil. Las estimaciones de densidad van de 10-128/100 km2. Las estimaciones mas bajas provienen del Chaco (Parque Nacional Kaa-Iya del Gran Chaco). Las mas altas estimaciones provienen del Bosque Seco Chiquitano, tanto en reservas privadas con actividad ganadera como en concesiones forestales certificadas. Un estudio de radio-telemetria en un sitio del Chaco permitio validar los resultados obtenidos con trampas-camara en el mismo sitio, mientras que otro estudio de conteos por transectos en el Pantanal confirmo los resultados obtenidos con trampas-camara del mismo sitio.La actividad de Tapirus terrestris es principalmente nocturna en todos los sitios muestreados.La herramienta que representa la trampa-camara permite generar informacion importante sobre densidad poblacional y comportamiento de Tapirus terrestris, y puede complementar otros metodos mas invasivos (telemetria) o indirectos (huellas, heces) en algunos casos. Con cierto esfuerzo, y cierto nivel de incertidumbre, se pueden identificar individuos en las fotografias, lo que permite estimaciones de densidad usando analisis de captura-recaptura. Los resultados sugieren que el tapir puede adaptarse a cierto grado de alteracion de habitat (actividad ganadera y forestal) en casos donde no sufre presion de caceria.

     

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  • CENSOS POPULACIONAIS: UMA FERRAMENTA PARA MONITORAR POPULACOES ANIMAIS DE INTERESSE PARA CONSERVACAO E MANEJO

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Ricardo Sampaio, Wilson Roberto Spironello,Lilian Figueiredo Rodrigues,Patricia Farias Rosas-Ribeiro

     

    CENSOS POPULACIONAIS: UMA FERRAMENTA PARA MONITORAR POPULACOES ANIMAIS DE INTERESSE PARA CONSERVACAO E MANEJO

     

    Resumo:

    Apesar das inumeras publicacoes sobre levantamentos populacionais de mamiferos de medio e grande porte, como primatas, poucos avaliaram os efeitos do esforco, da escala temporal e da sazonalidade nas amostragens. Com este objetivo, avaliamos a significancia desses efeitos nos avistamentos de grupos e de individuos de primatas em florestas de terra firme ao norte de Manaus, AM. O estudo e parte do Programa de Ecologia, Avaliacao e Monitoramento de Florestas Tropicais (TEAM-CI), que possui diferentes pontos amostrais nos tropicos, sendo dois deles na Amazonia. Os censos de primatas foram realizados entre 2005 e 2007 em tres reservas florestais do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazonia (Adolpho Ducke, ZF2 e ZF3). Duas parcelas independentes, com 1-km2 (sitio amostral) constituida por seis trilhas de 1-km e distantes 200 m entre si, foram estabelecidas em cada reserva. Censos populacionais, baseados na metodologia da transeccao linear, foram realizados duas vezes ao mes, em dois meses nas estacoes seca e chuvosa. Foram percorridos 1.728 km (576 km/reserva), contabilizando 775 avistamentos de grupos ou subgrupos de sete especies de primatas: Ateles paniscus, Alouatta seniculus, Cebus apella, Chiropotes satanas, Pithecia pithecia, Saguinus midas (reservas ZF2 e ZF3) e Saguinus bicolor (ZF2 e Ducke). Os resultados indicam que o esforco amostral/sitio de 48 km tem alta probabilidade de registrar a maioria das especies na area de estudo. No entanto, este esforco deve ser dobrado ou triplicado para a estabilizacao da curva de acumulo de especies. Nao existiram efeitos temporais e sazonais estatisticamente significantes nas amostragens quando as especies foram analisadas em conjunto. Porem, houve um efeito estacional para Alouatta, onde um maior numero de grupos foi registrado na estacao chuvosa e no periodo da tarde da seca. No caso de S. bicolor e P. pithecia, ocorreu maior numero de registros no periodo da manha. Ainda, houve variacao temporal quanto ao numero de individuos registrados por agrupamento para Chiropotes, Alouatta, Ateles e Pithecia. Por questoes representativas, os dados dos tres anos (seis sitios amostrais) foram agrupados para estimativas de densidade (46 ind. km-2) e biomassa (113 kg. km-2). Alouatta (41,5%), Chiropotes (21,5%) e Cebus (15%) responderam por 78% da biomassa total. Finalizando, os resultados deste estudo mostram que sao necessarios maiores esforcos amostrais para acessar padroes populacionais de primatas em florestas de terra firme, cerca de 100-120 km. Ainda, existem variacoes temporais e sazonais que devem ser consideradas no planejamento de censos populacionais e monitoramento.

     

  • JAGUARS AND RIVERS IN THE AMAZON: NEW TECHNOLOGY REVEALS CLOSE ASSOCIATIONS AND NEW CONSERVATION CHALLENGES

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Samia Carrillo-Percastegui, George V. N Powell, Rodrigo Donadi, Mathias Tobler

     

    JAGUARS AND RIVERS IN THE AMAZON: NEW TECHNOLOGY REVEALS CLOSE ASSOCIATIONS AND NEW CONSERVATION CHALLENGES

    Abstract:

    Details of habitat use by jaguars (Pantera onca) in the Amazon ecosystem are poorly known, a data gap that severely restricts the rigor of conservation planning to protect their long-term population viability. Detailed elsewhere in this conference, a recent breakthrough in GPS technology allows us to remotely monitor jaguars in tropical moist forest for the first time. Here we report on preliminary findings of a study combining telemetry data and camera trapping to monitor habitat use by jaguars in southeastern Peru with a precision previously impossible. Data from 4 female jaguars collected at 2 sites revealed an unexpectedly close association with riverine (early succession) forest habitats (2 females were 90% and 2 females 50% of the time < 0.5 km from a river) the findings were supported by a larger sample of females through camera trapping. Equally surprising, there was a high level of overlap among female home ranges (100% for 3 females at one site). Six male jaguars were within 0.5km of a river up to 30% of telemetry fixes, moved widely in floodplain forests, and only rarely moved into upland terrace forest (0 19%). A detailed tracking of one male, 2821 fixes during a 3.8 month period, revealed wide movements within its 366 km2 home range. These data indicate a high importance of riverine and floodplain habitats for large cats in the Amazon. If these preliminary findings are verified, the association will complicate conservation since riverine and floodplain habitats sustain the greatest human footprint in the Amazon and are the least protected. [button color="#ffffff" background="#588a02" size="small" src="http://comfauna.org/5-ferramentas-e-metodos-para-conservacao-e-o-manejo-rio-branco-brasil-2008/"]Volver[/button]

     

  • EFECTOS DE LAS CARRETERAS Y EXTRACCION DE CARNE DE MONTE EN EL JAGUAR Y SU PRESA EN EL PARQUE NACIONAL YASUNI, ECUADOR RESULTADOS PRELIMINARES

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Santiago Espinosa

     

    EFECTOS DE LAS CARRETERAS Y EXTRACCION DE CARNE DE MONTE EN EL JAGUAR Y SU PRESA EN EL PARQUE NACIONAL YASUNI, ECUADOR RESULTADOS PRELIMINARES

    Resumen:

    Por su tamano, el Parque Nacional Yasuni (982,000 ha) y la adyacente Reserva Etnica Waorani (679,200 ha) son de vital importancia para la conservacion del jaguar en el Ecuador. En 1993 la compania petrolera Maxus creo una carretera de 120 km dentro del Yasuni para la explotacion de crudo. Como resultado, varias familias Waorani se asentaron a lo largo de la carretera Maxus, donde aprovechan las facilidades de transporte brindadas por la compania petrolera y nuevas tecnologias (e.g., armas de fuego y motores fuera de borda) para extraer carne de monte que es vendida en mercados locales. Los ungulados son unas de las especies mas intensamente cazadas por los Waorani para el comercio. A pesar de que el jaguar se considera como oportunista en sus habitos alimentarios, varios estudios muestran la importancia de los pecaries en su dieta, y sugieren la importancia de la disponibilidad de presas grandes para la subsistencia de este felino. Cual es el efecto de la reduccion de estas importantes especies presa en la presencia del jaguar? Es posible discernir el efecto de la carretera y caceria en la distribucion de especies presa en el paisaje? Este estudio comparara dos areas alrededor de la carretera Maxus, donde la caceria es alta (tratamiento), con dos areas sin carreteras y donde la caceria es minima (control) dentro del Yasuni. Para estimar la abundancia del jaguar, en cada area se instalara una grilla de 26 estaciones de trampas camara, con un espaciamiento de 2-3 km entre una y otra, formando un poligono de ~100 km2. La abundancia de especies presa sera estimada por medio de transectos en linea en cada area. Para detectar efectos de la carretera en la distribucion de especies presa se montaran 10 trampas camara, con una separacion de 500m entre una y otra, en cinco transectos de 5 km. El primer sitio de tratamiento, muestreado entre Dic-07 y Mar-08, fue al norte de la carretera Maxus. Este sitio esta habitado por dos comunidades Waorani (Guiyero y Timpoca) por lo que la caceria es muy alta. Se capturaron tres jaguares diferentes, todos machos. La densidad estimada de jaguares es de 1.38 } 0.60 individuos por cada 100 km2. Para estimar el area efectiva de muestreo (218 km2), se utilizo una distancia buffer de 2.47 km (la mitad de la media de la distancia maxima movida por los individuos recapturados) alrededor de cada camara.

     

  • UN NUEVO COLLAR GPS PARA ESTUDIAR PUMAS Y JAGUARES EN MADRE DE DIOS, PERU

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Samia E Carrillo-Percastegui, George Powell

     

    UN NUEVO COLLAR GPS PARA ESTUDIAR PUMAS Y JAGUARES EN MADRE DE DIOS, PERU

    Resumen:

    La telemetria es un metodo es muy util para obtener datos importantes sobre la ecologia de diversas especies, tales como el tamano del ambito hogareno, patrones de actividad, movimientos, uso del habitat y organizacion social. Sin embargo, el uso de la telemetria en lugares como nuestra area de estudio en Tambopata, en el deprtamento de Madre de Dios en Peru, donde la vegetacion se compone mayormente de Bosque Bajo Amazonico, nos presenta varios retos, pues no solamente el acceso al area es dificil y no se puede hacer mas que a pie cortando brecha o en bote, sino que tambien la cobertura vegetal es tan densa que no permite que la senal VHF de los collares con los que equipamos a las especies de estudio llegue a mas de dos kilometros a la redonda en el mejor de los casos. Durante los ultimos dos anos, buscando como obtener mejores datos sobre sus movimientos, hemos estado probando en pumas y jaguares un nuevo modelo de GPS llamado Tracktag, que ha sido inventado y desarrollado por una compania Britanica (NAVSYS Limited, West Lothian, UK). Este modelo se diferencia de los tipicos collares de GPS principalmente en que el Tracktag tiene mucho menos requerimientos de energia que un collar regular de GPS y ademas recoge los datos crudos, para procesarlos despues con un algoritmo espcecial para detectar senales baja. El collar tiene que ser recuperado para recuperar los datos y mandarlos a analizar, lo cual puede ser una desventaja, pero hasta ahora no hemos perdido ningun collar. Los Tracktags han sido disenados de manera que pueden acomodarse en un collar VHF de tamano grande para pumas y jaguares. Cada collar VHF, va equipado con un sistema de liberacion remota (SLR) y se programan para tomar una localizacion cada 15 minutos durante un ano. \nHasta el momento, hemos utilizado estos collares en 6 jaguares y 4 pumas, y los resultados preliminares no solo nos han mostrado un patron de movimientos bastante interesante, sino que tambien son los primeros datos de este tipo para el Bosque Bajo Amazonico, por lo que podemos concluir que aunque tienen algunas limitaciones, los Tracktags han resultado efectivos para nuestra investigacion.

     

  • Benoit de Thoisy, Manuel Ruiz-Garcia,Andres Tapuy, Oswaldo Ramirez, Mathias ToblerPHYLOGEOGRAPHY OF THE LOWLAND TAPIR (TAPIRUS TERRESTRIS)

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Benoit de Thoisy, Manuel Ruiz-Garcia,Andres Tapuy, Oswaldo Ramirez, Mathias ToblerPHYLOGEOGRAPHY OF THE LOWLAND TAPIR (TAPIRUS TERRESTRIS)

     

    Abstract:

    The phylogeography and the genetic structure of the Lowland tapir Tapirus terrestris was investigated using full sequences (1135 bp mtDNA) of the cytochrome b gene from 49 individuals from Bolivia, Ecuador, Colombia, Peru, Venezuela, north Brazil and French Guiana. An overall high gene diversity was found, ranging from 0.64 to 0.96, and 31 halotypes were recorded. Highest diversity levels were recorded in populations of North- West Amazonia: nucleotide diversity ranges from 0.14 to 0.15 in Ecuador, Peru, Colombia, vs. 0.05 to 0.09 in Bolivia and French Guiana. No temporal or spatial expansion was detected in any population. Despite geographic and genetic distances, significant number of migrants were recorded among populations: e.g., Nm=2.6 between Peru and Colombia, Nm=2.4 between Bolivia and Colombia. These continuous flows have direct implication for conservation, highlighting the importance of suitable and continuous forest habitats at a transnational scale. Considering the full set of sequences without a priori assigment of animals to their sampling location, Bayesian analysis reveals only a limited number of well supported clades, moreover fewly explained by geographic origin of animals. After a divergence with the Indian tapir Tapirus indicus estimated 16-25 MYA, the diversification process of Tapirus terrestris populations is recent, and started 1.3 to 2.5 MYA. Together with this result, a high vagility could explain both the high genetic diversity and the lack of geographical structure, suggesting that geographic barriers had only a limited impact on structuration of Lowland tapir populations.

     

  • HUMAN FOOTPRINT IN FRENCH GUIANA: A RELIABLE SURROGATE TO THREATS ON BIODIVERSITY ?

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Benoit de Thoisy Cecile Richard-Hansen, Philippe Cerdan, Regis Vigouroux, Bertrand Goguillon

     

    HUMAN FOOTPRINT IN FRENCH GUIANA: A RELIABLE SURROGATE TO THREATS ON BIODIVERSITY ?

    Abstract:

    French Guiana hosts large blocks of remote forests, but as most of Amazonian countries face growing pressures. Methological tools targeted to guide sustainable land management considering both human needs and biodiversity conservation are needed. For this purpose, the human footprint was developped using GIS informations on human settlements, roads, forest uses, and land occupation. The result is a map of scores expected to resume the distribution and strength of threats. To test how the footprint give a reliable overview of pressures faced by biodiversity, these scores were crossed with a set of fauna data and direct description of threats, including hunting pressures, monkeys and large birds communities, otter, tapir and caimans abundances, and fish assemblages. Richness and abundances of many large species, including large monkeys, frugivorous birds, caimans and tapirs were negatively correlated with the scores, although abundances of otters and fish assemblages were not. Similarly, sustainability of hunting was not a priori explained by footprint scores. The footprint map appears to be a rough surrogate of threats faced by many species, and could usefully help to identify, at the country scale, areas where biodiversity is expected to face highest pressures. But the footprint has two major limits. It lacks of reliability at more local scales, being unable to discriminate fewly disturbed animal communities, and then would have to be associated with field surveys. Second, the footprint is based on radial decreasing gradients from expected disturbance sources, and for this reason lack of reliability for identification of pressures with a longitudinal gradient, such as rivers pollution. Similarly, catchment areas of hunters are not regularly distributed around settlements, and sustainability of hunting cannot be estimated by the score of the area. Last, potential wildlife flows between source and sink areas are not considered. Although the footprint has to remain a simple and easy tool, some improvements are required, sincluding a better definition and associated scores of pressures, and an obvious need to balance the score of a given site according to the scores of the surrouding areas.

     

  • PRIORIZACION DE AREAS DE IMPORTANCIA PARA LA CONSERVACION DE AVES (IBAS) EN LA AMAZONIA DEL PERU

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Fernando Angulo Pratolongo, Rob P. Clay, Itala Yepez, David Diaz, Ian Davidson

     

    PRIORIZACION DE AREAS DE IMPORTANCIA PARA LA CONSERVACION DE AVES (IBAS) EN LA AMAZONIA DEL PERU

    Resumen:

    Las IBAs son sitios criticamente importantes a nivel mundial para aves. Se identifican por criterios internacionales aplicados de manera estandar en el mundo, los cuales comprenden la presencia de especies desencadenantes (globalmente amenazadas), de distribucion restringida, conjunto de especies restringidas a biomas y congregaciones. Por definicion, toda IBA es un areas de conservacion prioritaria, sin embargo, algunas precisan de accion con mas urgencia.

     

    Como los recursos para realizar acciones son limitados, es esencial definir hacia donde se deben dirigir las intervenciones, osea, priorizar. Si un sitio tiene representatividad biologica alta y enfrenta una amenaza alta, es mas urgente intervenir en dicho sitio que uno de menor representatividad y/o amenaza.

    Para esto, se ha aplicado una metodologia que da puntajes a cada IBA en base a criterios de representatividad biologica y amenazas. Cada sitio recibe puntaje en base a poblaciones de especies consideradas para que el sitio sea IBA. Esos puntajes son combinados para dar una clasificacion unica de importancia. Esto permite que las diferentes “unidades” de las categorias se combinen en una sola medida. El puntajesupone que mas especies desencadenantes tengan una categoria de mayor amenaza y/o congregaciones mas grandes equivalgan a mayor importancia.

     

    Paralelamente, las amenazas posibles son evaluadas usando el enfoque y las categorias de amenaza delineadas en el marco de trabajo de monitoreo de IBAs. Esto permite evaluarlas en base a impactos probables sobre las aves que suscitan preocupacion, examinando el momento, el alcance y la gravedad. El puntaje de amenaza es el puntaje unico mas alto de entre todas las amenazas evaluadas. Luego, se combina representatividad biologica y amenazas en una matriz que permite que las IBAs puedan categorizarse por prioridad para la accion, como por ejemplo: Critica, Urgente o Alta. El paso final implica evaluar las intervenciones existentes, y la viabilidad y costo de realizarlas, lo que conduce a un plan de cabildeo y acciones especificas para el sitio.

     

    Se aplico esta metodologia a las 14 IBAs Amazonicas del Peru, obteniendose un ranking de priorizacion para estas. Los resultados muestran que en 6 IBAs tienen prioridad de conservacion “urgente” mientras que en 8 es “Alta”. Ninguna IBA califico como “Critica”. De las IBAs “Urgentes”, una (Maruncunca) no es un area protegida, por lo que esta seria la IBA prioritaria de la Amazonia Peruana.

     

  • A NECESSIDADE PARA A CONSEVACAO EXPANDIDA NA PATAGONIA ARIDA: UMA ANALISE PRELIMINAR DA EFICACIA DA REDE EXISTENTE DE AREAS PROTEGIDAS E INDENTIFICACAO DE AREAS IMPORTANTES PARA A CONSERVACAO

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Karl Didier, Claudio Chehebar, Monica Mermoz, Susan Walker, Alejandro Scolaro

     

    A NECESSIDADE PARA A CONSEVACAO EXPANDIDA NA PATAGONIA ARIDA: UMA ANALISE PRELIMINAR DA EFICACIA DA REDE EXISTENTE DE AREAS PROTEGIDAS E INDENTIFICACAO DE AREAS IMPORTANTES PARA A CONSERVACAO

     

    Resumo:

    A Patagonia Argentina tem uma area maior que 700.000 km2, representa 28% da Argentina, e e constituida principalmente de dois ecosistemas os estepes patagonicos e o monte Argentino. Essa regiao e considerada de alta prioridade para a conservacao por varias organizacoes. Oficialmente, as areas protegidas existentes incluem aproximadamente 4,7% da Patagonia Argentina, embora <1% dessas areas sejam areas protegidas de nivel I, II, ou III de acordo com a IUCN. Nossos objetivos foram (1) avaliar a eficacia da rede existente de areas protegidas para incluir a biodiversidade da regiao e (2) identificar uma rede preliminar de areas importantes para conservacao da biodiversidade. Nosso objetivo quantitativo foi incluir um minimo de 10% da distribucao de 341 elementos de biodiversidade em uma rede de area de conservacao. Esses elementos incluiram mamiferos, repteis, plantas, insetos, 15 communidades de vegetacao, especies endemicas e de distribucao restrita, e especies iconicas como o guanaco (Lama guanicoe). Foram compilados informacoes existentes da distribucao nessa biodiversidade, e usado o software Marxan para identificar possiveis redes de areas de conservacao em varios cenarios (por exemplo, cenarios de conectividade da rede). A rede existente de areas protegidas na Patagonia Argentina e insuficiente para atingir nossos objetivos modestos para incluir biodiversidade. As areas protegidas existentes incluem >10% da distribucao de apenas 19 dos nossos elementos de biodiversidade e <1% da distribucao de 212 (62%) elementos. Segundo nossos modelos, entre 10,3 e 12,5% da Patagonia Argentina seria necessario para atingir nossos objetivos de 10% para todos os elementos, dependendo do cenario. 1,35% da regiao era insubstituivel e, sozinha, incluia a distribucao completa de 58,7% (199) de nossos elementos. Nos nossos cenarios, as redes conectadas eram somente 0,7% maior (5200 km2) do que as redes inconectadas (portanto, redes que excluem costas das bordas em Marxan). Num cenario comencando sem areas protegidas (portanto, ignorando as areas existentes), houve apenas uma sobreposicao de 16%, em termos de area de terra, entre nossa rede e as areas protegidas, indicando que as areas protegidas existentes estao situadas pobremente em relacao a distribucao da biodiversidade atual. Nossos resultados mostram claramente que um sistema expandido de areas de conservacao na Patagonia da Argentina e necessario, e que mesmo algumas areas poderiam incluir uma porcentagem grande de biodiversidade. Nossa analise tambem mostra que alem de sitios insubstituiveis, o estabelecimento de novas areas de conservacao e flexivel no que diz respeito a biodiversidade, e por isso outras consideracoes podem ser incluidas nos processos de decisoes. Nos recomendamos que um processo expandido e participativo para considerar novas areas de conservacao seja comecado, e que a melhor informacao de distribucao e vulnerabilidade de biodiversidade seja incluida. [button color="#ffffff" background="#588a02" size="small" src="http://comfauna.org/5-ferramentas-e-metodos-para-conservacao-e-o-manejo-rio-branco-brasil-2008/"]Volver[/button]

     

  • MANEJO DE HABITAT EN AREAS DE USO TURISTICO EN LA SELVA SUR DEL PERU EN BASE AL LOBO DE RIO (PTERONURA BRASILIENSIS) COMO ESPECIE BIOINDICADORA; ESTUDIO DE CASO EN EL PARQUE NACIONAL DEL MANU, RESERVA NACIONAL TAMBOPATA, SANTUARIO NACIONAL MEGA

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Jans Huayca, Natividad Quillahuaman, Frank Hajek, Eddy Torres, Rob Williams

     

    MANEJO DE HABITAT EN AREAS DE USO TURISTICO EN LA SELVA SUR DEL PERU EN BASE AL LOBO DE RIO (PTERONURA BRASILIENSIS) COMO ESPECIE BIOINDICADORA; ESTUDIO DE CASO EN EL PARQUE NACIONAL DEL MANU, RESERVA NACIONAL TAMBOPATA, SANTUARIO NACIONAL MEGA

    Resumen:

    Las actividades turisticas en la Amazonia del sureste peruano se han desarrollado desde los anos 1970s, iniciandose con dos establecimientos de hospedaje y llegando a mas de 30 actualmente. Estas experiencias turisticas estan en funcion a la observacion de fauna, caminatas, paisajismo y recreacion, entre otros; y se desarrollan en ecosistemas claves para la viabilidad de especies en peligro de extincion, como el lobo de rio (Pteronura brasiliensis). Los Planes de Sitio de Area Turistica y Recreativa (PSAT) son un excelente instrumento para minimizar el impacto negativo de las actividades turisticas en habitats fragiles, y constan de dos partes fundamentales: la Microzonificacion, que divide el area en tres zonas de uso turistico, y las Lineas de Accion e Instrumentos de Gestion, resultantes de la estrecha participacion de los actores de la actividad turistica con el objetivo de elaborar soluciones concretas a problemas especificos en las zonas turisticas de las Areas Naturales Protegidas (ANP). Ya han pasado cuatro anos desde la implementacion del primer PSAT del Peru, en el Lago Sandoval (Reserva Nacional Tambopata); para luego implementarse, tres anos en el del Parque Nacional Manu. Asi mismo, durante este ano se iniciara la elaboracion del PAST del Santuario Nacional Megantoni. Los principales resultados del manejo de estos habitats son: el exito reproductivo de la especie (3 a 10 individuos entre 2003 y 2007), el aumento de la frecuencia de su avistamiento por grupos turisticos (de 30.5% a 62.0% entre 2003 y 2007), la sensibilizacion de la poblacion local con relacion a la especie, y la aplicacion de metodologias estandarizadas de monitoreo de impactos negativos de la actividad turistica. El trabajo de manejo de los habitats del lobo de rio ha traido como consecuencia un ambiente mas saludable para las poblaciones viables de la especie en el sureste del Peru, siendo ademas beneficioso para tour operadores y poblaciones adyacentes a las ANP. El recurso lobo de rio como atractivo turistico se vuelve entonces sostenible, lo que origina a su vez una mayor capacidad de gestion por parte de las autoridades al tener actores sociales mas sensibles a las medidas de conservacion y manejo.

     

  • COMBINACION DE MODELOS DE DISTRIBUCION DE ESPECIES Y EL CONOCIMIENTO LOCAL, COMO HERRAMIENTAS PARA LA CONSERVACION DE MAMIFEROS MEDIANOS

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Hugo Fernando Lopez-Arevalo, Sonia Gallina-Tessaro,Rosario Landgrave, y Martinez-Meyer

     

    COMBINACION DE MODELOS DE DISTRIBUCION DE ESPECIES Y EL CONOCIMIENTO LOCAL, COMO HERRAMIENTAS PARA LA CONSERVACION DE MAMIFEROS MEDIANOS

     

    Resumen:

    Los estudios a escala de paisaje se han identificado como una prioridad en ecologia y conservacion. Esta escala permite analizar la diversidad de especies en funcion de la heterogeneidad ambiental y actividades humanas. La informacion disponible sobre biodiversidad y el acceso a herramientas cartograficas, deberian permitir evaluaciones rapidas y efectivas, enfocadas a la conservacion y apoyadas en el conocimiento local. Como aporte al conocimiento del potencial de conservacion modele la riqueza de especies de mamiferos medianos, > 200g, en la Cuenca alta de La Antigua, Veracruz, Mexico. Comparo la riqueza entre sectores y discuto los valores predichos con los obtenidos mediante entrevistas, analizando el cambio temporal de las coberturas y otras variables del paisaje.

    Revise los trabajos publicados, literatura gris y colecciones. Para cada especie registrada o probable utilice la informacion de colectas en Mexico (CONABIO 2007). Genere mapas de distribucion usando el algoritmo GARP, version Desktop. Reclasifique las coberturas como Habitat, Matriz hospitalaria e inhospita generando escenarios de distribucion para 1990, 2003 y un escenario limitado al area de accion.

     

    Obtuve modelos de distribucion en la cuenca para 34 de las 36 especies. Los valores locales, predichos de riqueza variaron entre 6 y 32 especies con 34 como diversidad gama. La riqueza local esperada en los otros tres escenarios vario entre 1 y 32 con una diversidad gama de 34. El patron teorico de riqueza inversa a la altitud, es menos evidente por los cambios de cobertura, emergiendo un gradiente relacionado con el grado de urbanizacion. Del total de 70 encuestas, el numero de especies registradas por un informante vario de 17 a tres. El total de especies registradas con esta herramienta fue 27 y 16 por otros metodos. Desde hace dos anos o mas, no hay registros en vida libre de nueve especies. Las mas registradas son S. aurogaster, U, cineroargenteus, O.hispidus, M. frenata, D. virginia, D. marsupailis, D. novemcinctus, S. floridanus y S. brasiliensis.

     

    Las areas protegidas actuales, no podran mantener poblaciones viables de las especies registradas. Es necesario mantener la heterogeneidad del paisaje, donde los cultivos de cafe con sombra y remanentes de bosque son fundamentales. Se debe atenuar el efecto de las carreteras y regular las construcciones en zonas suburbanas. La informacion del habitante local sobre este grupo es confiable, rapida y verificable y debe incluirse en esquemas de monitoreo de fauna dentro del gradiente urbano rural unido a buenos inventarios a nivel pais.

     

  • THE IMPORTANCE OF COLLECTING PARASITES TOGETHER WITH HOST VOUCHER SPECIMENS IN MAMMAL INVENTORIES

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Fernanda Martins-Hatano, Donald Gettinger

     

    THE IMPORTANCE OF COLLECTING PARASITES TOGETHER WITH HOST VOUCHER SPECIMENS IN MAMMAL INVENTORIES

    Abstract:

    The mammalian fauna of Amazonia remains poorly known, with strong inventories from a very few, widely separated localities. This is especially true for bats, marsupials, and rodents. Identification of mammals in the field is difficult, and obtaining the necessary permits to collect specimens from the local and national authorities is a critical step in carrying out a successful research program. With the proper permits and complete compliance with all wildlife laws, our studies can make a contribution to both academic and regulatory entities. However, it is recognized today that without a strong series of mammalian voucher specimens, faunal inventories lack scientific value and credibility. In a book describing standard faunal survey and inventory methods, it is recommended that mammalogisties collect a sample of 20 adult individuals (10 males, 10 females) for purposes of identification, and up to 25 males and 25 females for polymorphic species and those species that are poorly known taxonomically (see Measuring and Monitoring Biological Diversity: Standard Methods for Mammals, edited by Don E. Wilson, et al, 1996, Smithsonian Institution Press). Properly prepared voucher specimens are the sole means of verifying the data documented in your research, or in your scientific articles, and without them, historical comparisons are not possible. Modern methodologies in biodiversity research emphasize the collecting of a complete specimen. The researcher should attempt to maximize the amount of information gained by the sacrifice of an animal by spending the time and effort to collect a wide range of accessory data, including chromosomes, tissues for molecular studies, stomach contents, and both endoparasites and ectoparasites. All of these accessory collections are cross-referenced with each voucher mammal (usually a skin and skeleton), and can create opportunities for collaboration with researchers specialized in other areas of biology. In our research in the Floresta Nacional de Carajas, Para, Brazil, we are applying a wide variety of methods for surveying and monitoring the mammal fauna. Also, we are equipping our laboratory, and training our students for the collection of a series of voucher specimens, including a strong emphasis on parasites. We believe that parasites are important for understanding the ecology and evolution of mammals. Parasitological studies are critical in Amazonia, with rapid development of the forest, and the influx of human populations. Both endoparasites and ectoparasites, (as potential vectors) are important in increasing our knowledge about the epidemiology of zoonotic disease, and the general health of man.

     

  • ETOGRAMA DA ARARAJUBA, GUAROUBA GUAROUBA (GMERLIN, 1788)

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Rafael Campelo Silva, Maria do Socorro Vieira Dos Santos, Aline Gaglia Alves, Fabio Haruki Hatano, Fernanda Martins-Hatano

     

    ETOGRAMA DA ARARAJUBA, GUAROUBA GUAROUBA (GMERLIN, 1788)

    Resumo:

    O estudo do comportamento e a aplicacao de etogramas tem sido fundamentais no fornecimento de parametros para as atividades de enriquecimento ambiental. Dentre os tipos de enriquecimento, destacam-se o alimentar e o comportamental, onde os animais criados em cativeiros sao impulsionados a exibirem comportamentos diversificados. A ararajuba, Guarouba guarouba, psitacideo de medio porte, quando mantida em cativeiro, apresenta comportamento estereotipado indicativo de estresse dificultando a manutencao de programas de reproducao. O presente trabalho teve por objetivo avaliar o comportamento da Ararajuba em cativeiro e contribuir na selecao de metodos de enriquecimento ambiental, visando o bem estar animal. O etograma, desenvolvido no Parque Zoobotanico de Carajas PZC, foi elaborado a partir da observacao de 9 individuos de Ararajuba, mantidos pareados e colocados em recintos separados. Dentro de cada recinto, foram instalados tres tipos de enriquecimento: feno de alfafa, cenoura inteira e espiga de milho com palha. Foram realizadas cinco janelas de observacao diarias com duracao de 8 min./individuo, totalizando 400 min/individuo. Na pesquisa, adotou-se a metodologia animal focal que consistiu na amostragem do comportamento de um animal individual, onde foram realizados registros das seguintes categorias: deslocamento, manutencao, comportamento intra-especifico, uso dos enriquecimentos. A analise comportamental foi realizada no periodo de 8:00 as 11:30 horas, pela manha e 13:00 as 16:30 horas, pela tarde. Neste intervalo, os comportamentos foram classificados e quantificados, seguindo uma planilha de categorias comportamentais. Dos 41 comportamentos observados, a forma de deslocamento preferida foi Andar sobre o galho (35,16%), seguida por Parar no galho (22,44%), enquanto que a menos utilizada foi Parar no chao (0,03%). O comportamento de manutencao mais observado foi Vocalizar (34,36%), seguido por cocar corpo (15,35%) e por Comer (13,24%). O comportamento intra-especifico mais comum foi o de catacao (78,54%). O enriquecimento mais utilizado foi o feno de alfafa (68,40%). Os comportamentos observados poderao otimizar a elaboracao de etogramas e o planejamento de recintos, ampliando os conhecimentos cientificos sobre um taxon ameacado, contribuindo para a preservacao da especie.

     

  • SATELLITE TELEMETRY WITH A YOUNG HARPY EAGLE (AVES, ACCIPITRIDAE) IN THE BRAZILIAN AMAZON

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Francisca Helena Aguiar da Silva, Jose Eduardo Mantovani, Tania Margarete Sanaiotti, Benjamim Bordallo da Luz4, Edinete Castro Andrade

     

    SATELLITE TELEMETRY WITH A YOUNG HARPY EAGLE (AVES, ACCIPITRIDAE) IN THE BRAZILIAN AMAZON

    Abstract:

    Harpia harpyja suffered declining populations due to deforestation and hunting, and is now regarded as “nearly threatened” in the Brazilian Endangered Species List. We describe the flight distance movements of a young Harpy Eagle. In 2007, in Parintins, Amazonas, a four-month-old female (weight 4.4kg, wing span 1.83m) received four identifiers: a subcutaneous microchip, a metal ring of the Harpy Eagle Project, a metal ring of CEMAVE (Brazilian Center for Avian Monitoring), a conventional VHF radio transmitter and a satellite transmitter (PTT). An expert climbed the tree to the nest and caught the flightless young using a mesh funnel. Handling and attachment protocols lasted 90min, then the bird was returned to the nest. To register movements surrounding the nest we monitored the young by: (1) monthly visual observation in the nest (2) trimonthly search by conventional VHF radio transmitter and (3) daily satellite positions. The VHF transmitter used (Wildlife Materials, SOM2070, 25g), was glued on the top of the satellite transmitter coupled with a GPS receiver (Microwave Telemetry battery-powered GPS-PTT-100, 95g). Both the SCD and CBERS satellites have a transponder of the Brazilian Environmental Data Collecting System (SBCDA), which can receive signals from PTTs. These Brazilian satellites are managed by INPE. Monthly visits permitted us to confirm the information received by satellite, and to register that young often use the nest after beginning to fly at six months. Adults provided food to the nest in response to the calling sequence by young from perches near the nesting tree. Adults brought prey to the nest, and left immediately, while the young quickly came to the nest. One month after tagging, the five-month-old chick flew 52m from the nest; ten months old, 109m; andeleven months old, flew 306m. Flights were in all directions from the nest, without any apparent directional preference. We concluded that an eleven-month-old young is dependent on the surrounding area of the nest for practice flights, and some perches are used for almost an entire day, while allowing an easy return to the nest for a safe meal. The present study is the result of a larger program of environmental education in communities close to Harpiess nests, allowing us access to study the chicks. Funding came from FBPN-Fundacao O Boticario de Protecao a Natureza, FAPEAM-Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas, CNPq-Universal no 475663/2006-3, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazonia-INPA and Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE.

     

  • RASTREAMENTO POR TELEMETRIA CONVENCIONAL DE HARPIA HARPYJA NO PARQUE NACIONAL DO PAU-BRASIL, MATA ATLANTICA, BAHIA

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Hadamo Andrade da Silva, Tania Margarete Sanaiotti, Jose Eduardo Mantovani, Cassiano Gatto, Pricila Suscke, Sandro D. Ribeiro, Tercilio V.dos Santos, Jailson S. Santos

     

    RASTREAMENTO POR TELEMETRIA CONVENCIONAL DE HARPIA HARPYJA NO PARQUE NACIONAL DO PAU-BRASIL, MATA ATLANTICA, BAHIA

    Resumo:

    Neste estudo realizou-se duas semanas de rastreamento por radiotelemetria convencional de um subadulto femea de Harpia harpyja, com cerca de tres anos de idade, resgatada pelo IBAMA na Faz.Alianca, Itajimirim, sul da Bahia, regiao com reduzida cobertura florestal. Apos atendimento veterinario e avaliacao por 15 dias na RPPN Estacao Veracel, foi solta no dia 14 de maio de 2008 na area central do PARNA do Pau-Brasil, com 11.580 ha, parte do corredor mata atlantica. Em sistema bagpack foi instalado um transmissor-VHF Biotrack, um transmissor via satelite Microwave PTT, anel do CEMAVE e anel do Projeto Gaviao-Real que permite uma visualizacao a distancia. Receptor Telonics modelo TR2 e antena direcional tipo H, foram utilizados nos primeiros 15 dias para observar suas atividades, as condicoes do local em termos de recursos alimentares e padroes de deslocamento. Nos cinco primeiros dias a ave se deslocou ao longo da estrada cerca de 200m e depois entrou na floresta rumo nordeste, alcancando um vale permanecendo um dia. No dia 21/05/08 a 2500m do ponto de soltura encontramos a ave no rio Jacuba a 7m de alturaem companhia com um macho de Harpia. Observamos que o encontro foi hostil da parte do macho que apos vocalizar bastante se afastou. Identificamos durante o monitoramento varias especies de mamiferos: macacos-pregos Cebus, guaribas Alouatta, sauins Calitrix e quatis Nasua nasua. Registramos arvores emergentes em uma floresta primaria dentro do parque, e em seu entorno areas de florestas secundarias e areas de pastagens. Treze dias apos a soltura a ave ja estava 900m fora do parque, permanecendo por 3 dias. Seu ultimo registro foi no 16o dia apos soltura e em direcao leste fora do parque, totalizando 11km de deslocamento e 1.400m de maior deslocamento em um dia. Provavelmente em direcao aos inumeros vales que formam os rios da Barra e Trancoso. Destacamos a dificuldade de acesso ao animal devido as irregularidades do terreno. Mais esforcos deverao ser feitos para subsidiar estrategicas para o manejo e conservacao desta especie em mosaicos de mata Atlantica, como divulgacao na area rural do entorno da Uc. E um correto uso do solo nesta regiao seria o ideal para manter estas areas restantes de mata atlantica e garantir o alto valor ecologico da regiao. Financiamento e apoio: ICMBio, IBAMA, RPPN Estacao Veracel, FAPEAM, CNPq 475663/2006-3, INPA, INPE, UESC

     

  • WATER TRANSPARENCY OF MACROBRACHIUM AMAZONICUM PONDS UNDER DIFFERENT FEED LEVELS AND SELECTIVE HARVESTS

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Erlei Cassiano Keppeler

     

    WATER TRANSPARENCY OF MACROBRACHIUM AMAZONICUM PONDS UNDER DIFFERENT FEED LEVELS AND SELECTIVE HARVESTS

    Abstract:

    Macroinvertebrates of continental waters are important part of this ecosystems that presents serious risks of population and same collapse of extinguishing due to the modifications of its habitats. The transparency, objective of this work, is important to characterize the ideal environment for the survival and productivity of these organisms. In aquaculture systems, water transparency is affected by water supply, feeding rate and fertilization. In this research, a water transparency study on grow-out ponds of Macrobrachium amazonicum. The study was conducted in the Crustacean Sector of the Aquaculture Center at the Sao Paulo State University, Jaboticabal (21o15’22”S and 48 o18’48”W) Sao Paulo, Brazil from December 2003 to may 2004, for a period of approximately 120 days. Twelve 0.01ha earthen ponds were used with 1m deep water. They were constructed on red latosol sediment with a sandy texture. Before of the filling, ponds were drained and air-dried, and the bottom sediment was removed. Then, they were limed using dolomitic limestone at 1 t/ha, and fertilized by the addition of 3 t/ha chopped cattle manure. Ponds were supplied with water from two dams that recycle the effluent of other experimental ponds and contain fish. Water exchange rate was 5-10% of pond volume per day. Therefore, the retention time was 10 to 20 days. Sporadically, when a pond showed a dissolved oxygen level below 2 mg.L-1, an emergency aerator was turned on in the morning. The ponds were stocked with 20 juveniles II of prawns per m2. Prawns fed commercial diet at a rate of 7 to 9% of biomass until 14a week. Then, each three ponds were fed with 3%, 5% and 7% of prawn biomass. Three other ponds were subjected to combined harvest. The amount of penetrating light was calculated according to Lambert’s Law, described as Iz = Ioe-kz. Evaluation of the data using Kruskall-Wallis, complemented by LSD test, showed a significant difference between treatments 3 and 5% (p < 0.05). Also was utilized for selective harvest Mann-Whitney Test and no observed difference between treatments. The percent of light absorbed was generally greater than 90%. With the regard to the water layers, the surface and bottom zones were examined for temperature, pH and dissolved oxygen, which showed no statistically significant difference between the two zones (p > 0.05). In general, the treatments was not determined a variation pattern in the productivity. The minimum and maximum values were 500.7 the 793.0 Kg.ha-1 respectively. The values of productivity in end of this culture can favorably be compared with others performed in Pernambuco State and Sao Paulo State. This study showed that different levels of ration did not intervene negative in the transparency, that is exactly in eutrophic environments that these species continue your surviving, preserving its conservation.

     

  • PADRAO ESPACIAL EM BANDOS DE QUEIXADAS (TAYASSU PECARI) DO PARQUE NACIONAL DAS EMAS

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Elisangela De Albuquerque Sobreira Lage, Mariana Pires Campos Telles. Anah Thereza Jacomo

     

    PADRAO ESPACIAL EM BANDOS DE QUEIXADAS (TAYASSU PECARI) DO PARQUE NACIONAL DAS EMAS

    Resumo:

    A regiao do Parque Nacional das Emas apresenta uma grande biodiversidade e esta sofrendo processo de destruicao pela acao do Homem, provocando a fragmentacao da vegetacao nativa e a sobrevivencia de muitas especies de animais esta seriamente ameacada. A analise da variabilidade genetica possui um papel de destaque na definicao das estrategias de conservacao e manejo de populacoes naturais. O objetivo deste trabalho foi avaliar os padroes espaciais de variabilidade genetica nos bandos de queixada do PNE, utilizando marcadores RAPD. O DNA de 182 individuos foi extraido e utilizado para a amplificacao via PCR de 10 primers. A fim de se analisar os padroes de variacao espacial, foi estimado o coeficiente de Pearson entre a matriz de distancias geneticas e geograficas entre os bandos, considerando o centro da sua area de vida, estimado a partir de dados de telemetria. Foram obtidos 129 locos, dos quais 88% foram polimorficos, variando entre 37% e 78% nos bandos. O valor do fST obtido pela AMOVA foi 0,11, um valor elevado considerando que trata-se de uma unica populacao local distribuida em escala regional. As distancias entre os pares de bandos variaram entre 4% e 29%, ilustrando a heterogeneidade nessa escala espacial. Foram relacionados os padroes de variabilidade genetica aos dados disponiveis para a telemetria, onde foi obtida a posicao central de cada bando na regiao, de modo que a matriz de distancia geografica entre estes possa ser relacionada as distancias geneticas. O valor da correlacao matricial neste modelo foi 0,3338. Ha uma tendencia de que grupos proximos sejam diferentes e que bandos mais distantes no espaco geografico sejam mais similares geneticamente. Embora este padrao espacial nao seja frequentemente observado, ele seria esperado considerando determinados modelos demograficos. Um modelo no qual ha dispersao dos machos para distancias relativamente longas, e que estes contribuem para a composicao genetica do bando que os recebe. Alem disso, em funcao de reconhecimento individual, evitando endogamia, ou em funcao do efeito da propria distancia criado no momento da dispersao, os bandos geneticamente proximos (ligados via macho) nao se sobrepoem no espaco, e a coexistencia so existe entre bandos de origens distintas.

     

  • PARAMETROS PRODUTIVOS, REPRODUTIVOS E CARACTERISTICAS DA CARNE E SUBPRODUTOS DE CAITETUS (TAYASSU TAJACU) CRIADOS EM SISTEMA SEMIINTENSIVO EM FLORESTA DE TERRA FIRME NA AMAZONIA CENTRAL

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Paulo Cesar Machado Andrade, Midiam Salgado Monteiro, Aline Oliveira de Sousa, Samia Visvanatha Almeida Bomfim, Pedro Macedo da Costa

     

    PARAMETROS PRODUTIVOS, REPRODUTIVOS E CARACTERISTICAS DA CARNE E SUBPRODUTOS DE CAITETUS (TAYASSU TAJACU) CRIADOS EM SISTEMA SEMIINTENSIVO EM FLORESTA DE TERRA FIRME NA AMAZONIA CENTRAL

    Resumo:

    Caitetus (Tayassu tajacu) representam 16% de caca apreendida pelo IBAMA no Estado do Amazonas, sendo bastante consumido pelas populacoes rurais. Objetivou-se monitorar dados de produtividade, parametros reprodutivos e analisar as caracteristicas bromatologicas da carne de caitetus criados em dois sistemas de producao : em floresta de terra firme amazonica (um hectare) e em sistema consorciado (pupunhaXcupuacu, 2.100m2). Esses sistemas, localizados, respectivamente, no Centro de Criacao de Animais Nativos (CECAN) do IBAMA e no Setor de Animais Silvestres da Fazenda Experimental da UFAM, no km 35 e 37 da BR-174, Manaus-Venezuela, foram monitorados por 10 anos. A cada seis (6) meses os animais foram pesados, medidos e vermifugados. Foram registradas as variaveis peso (kg), comprimento padrao (cm), circunferencia abdominal (cm), numero de femeas prenhes, numero de filhotes por paricao, razao sexual e percentual medio de filhotes (0 a 3 meses), jovens (3 a 10 meses), subadultos (10 a 18 meses) e adultos (18 meses em diante). Caitetus criados em sistemas agricolas consorciados e em mata de terra firme apresentaram, respectivamente, entre animais acima de 15 meses: comprimento=49,26 } 13,19cm e 55,95 } 6,29cm, peso=15,8 } 10,48 kg e 19,20 } 6,85. Machos adultos apresentam um ganho diario de peso (GDP) igual a 8,78}11,43g/dia, em femeas adultas, GDP=10,27 } 25,05g/dia, em jovens, GDP=58,76 } 12,16 e em subadultos, GDP=21,05 } 1,93 g/dia. O numero de filhotes por paricao e 1,49 } 0,64, sendo que o numero medio de paricoes por femea/ano e igual a 1,7 } 0,26 vezes, com 48,62 } 15,95% de femeas reprodutivamente ativas. Os grupos iniciaram com 4 animais atingindo um plantel de 52 animais em 5 anos, com incremento medio de 196% ao ano. Houve um maior nascimento de femeas no sistema de floresta de terra firme. Os grupos apresentaram em media, 24,1% de filhotes, 19,9% de jovens, 18,05% de subadultos e 37,96% de adultos, sendo 47,1% de machos e 52,9% de femeas. Foram abatidos 7 animais, machos adultos e subadultos, peso vivo medio igual 21,47 } 15,2 kg. Os animais foram esfolados e eviscerados e feito rendimento de carcaca, analise bromatologica da carne in natura e defumada. O rendimento medio de carcaca foi de 69,8 } 0,04% . A carne in natura apresentou 78,77% de umidade, 0,82%de cinzas, 2,36% de lipidios, 19,37% de proteina, com 162,32 kcal/100g. A carne defumada (pernil) apresentou 65,13% de umidade, 2,13% de cinzas, 3,04% de lipidios, 23,83% de proteina, com 204,76 kcal/100 g.

     

  • AVALIACAO EXPERIMENTAL DA COLONIZACAO E ABUNDANCIA DO ACARA- DISCO (SYMPHYSODON AEQUIFASCIATUS, PELLEGRIN 1904, CICHLIDAE) EM ATRATORES DE PESCA (GALHADAS) NA RDS PIAGACU-PURUS, RIO PURUS, AMAZONAS, BRASIL

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Felipe Rossoni Cardoso, Efrem Ferreira, Jansen Zuanon, Claudia Pereira de Deus

     

    AVALIACAO EXPERIMENTAL DA COLONIZACAO E ABUNDANCIA DO ACARA- DISCO (SYMPHYSODON AEQUIFASCIATUS, PELLEGRIN 1904, CICHLIDAE) EM ATRATORES DE PESCA (GALHADAS) NA RDS PIAGACU-PURUS, RIO PURUS, AMAZONAS, BRASIL

     

    Resumo:

    A ictiofauna amazonica destaca-se como a mais diversa em ambientes dulcicolas do planeta. Uma das formas de apropriacao e de uso de recursos na Amazonia, a partir da megabiodiversidade, e a exploracao de peixes ornamentais. Apesar de historica, a atividade ainda e desordenada, com foco centrado em um pequeno numero de especies e com impactos negativos ao longo dos processos de exploracao. Entre os peixes mais populares do mundo na aquariofilia estao os acaras-disco (Symphysodon spp.). S. aequifasciatus vem sendo explorado, ha alguns anos, como peixe ornamental por comunidades ribeirinhas da RDS Piagacu-Purus, por meio de uso de atratores de pesca, galhadas – ambientes artificiais que consistem de um amontoado de ramos de vegetacao construidos nas margens dos corpos dLagua – desenvolvidos localmente. Essa tecnica resulta na captura de quantidades expressivas de discos, juntamente com diversas outras especies de peixes, que sao utilizadas como alimento ou no comercio de pequena monta. Neste sentido, a exploracao de discos, organizada localmente, pode servir como uma fonte alternativa de rendimentos para comunidades locais da RDS-PP, a partir de bases ecologicamente sustentaveis. Objetivando gerar informacoes sobre abundancia e rendimento da pesca de discos na reserva, realizamos pescas experimentais utilizando galhadas padronizadas (de 2x2m2) nas margens do lago Ayapua. Em cada uma foram medidas: profundidade media (m); distancia (m) entre o ponto de construcao e o igarape mais proximo; e tempo de disponibilidade na agua (cinco, 15 e 30 dias), durante a vazante/seca de 2006 e 2007. Foram amostradas 44 galhadas. Nao houve influencia significativa do tempo de disponibilizacao, distancia ate o igarape mais proximo e profundidade media no local das galhadas, sobre a abundancia de discos (ANCOVA, p=0,60, F=0,27 e n=44). Capturou-se um montante de 6.340 peixes, pertencentes a 101 especies, 77 generos, 26 familias e sete ordens. A maior riqueza foi de Characiformes (50spp.), seguido de Perciformes (21) e Siluriformes (20). Gymnotiformes, Rajiformes, Beloniformes e Clupeiformes apresentaram menor representatividade (uma a seis especies cada). Perciformes apresentou maiores abundancia e biomassa, seguida de Characiformes, Siluriformes e Gymnotiformes. Cichlidae apresentou 3.140 exemplares e 340,37Kg e Characidae 1.279 exemplares e 32,280Kg. Curimatidae, 475 exemplares e somente 3,580Kg, enquanto Anostomidae apresentou 358 peixes e 31,130Kg, Auchenipteridae 250 peixes e 17,590Kg e Sternopygidae com 259 peixes e 8,975 Kg. 25,33% dos peixes capturados foram acaras-disco. Encontrou-se 19 especies de ciclideos (media de 5,32 } 2,65dp especies/galhada). Os numeros demonstram a alta representatividade de discos, com pouco mais de 50% da abundancia relativa de Cichlidae sendo S. aequifasciatus; porem, houve uma grande variancia (zero a 363 discos/galhada). Isso sugere uma distribuicao heterogenea de discos, existindo manchas de grandes, medias ou baixas abundancias no mesmo lago. Mesmo sob essas conclusoes, ainda torna-se necessario realizar medidas de abundancia de discos em outras areas da RDS-Piagacu-Purus, sobretudo em areas onde conhecidamente nao houve um historico de pesca, com o objetivo de comparar areas dentro da regiao e subsidiar informacoes para o manejo sustentavel da especie.

     

  • CARACTERISTICAS DO SEMEN DE QUATIS (NASUA NASUA) MANTIDOS EM CATIVEIRO, COLETADOS POR MEIO DE ELETROEJACULACAO

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Felipe Farias P. da C. Barros, Gabriela Liberalino Lima, Leonardo Lelis M. Costa, Carlos Ibere A. Freitas, Alexandre Rodrigues Silva

     

    CARACTERISTICAS DO SEMEN DE QUATIS (NASUA NASUA) MANTIDOS EM CATIVEIRO, COLETADOS POR MEIO DE ELETROEJACULACAO

     

    Resumo:

    A aplicacao das tecnicas artificiais de reproducao em especies nao domesticas, seja para sua preservacao ou seu controle populacional, depende de informacoes basicas acerca de sua fisiologia reprodutiva. O quati (Nasua nasua) e um carnivoro encontrado em toda a America, mas sao escassos os estudos acerca de seus aspectos reprodutivos. O objetivo deste estudo foi avaliar a tecnica de eletroejaculacao utilizada para a coleta do semen de quatis mantidos em cativeiro e descrever as caracteristicas do seu ejaculado. Quatro quatis machos adultos oriundos do Parque Zoobotanico Onelio Porto, Mossoro, Brasil, e um outro especime oriundo do Eco Point, Fortaleza, Brasil, foram utilizados neste estudo. Os animais foram contidos fisicamente e anestesiados com Cetamina (10mg/Kg IM – Ketalar, Pfizer, o Brasil) e Xilazina (2mg/Kg IM – Rompum, Bayer) ou associacao de tiletamina-zolazepan (8mg/Kg IM – Zoletil, Virbac, o Brasil). Para a coleta de semen, foram procedidas sessoes de eletroejaculacao compostas por tres ciclos de estimulos com um intervalo de cinco minutos: o primeiro ciclo composto por dez estimulos de 20 miliamperes (mA), de 30 mA e de 40 mA, sucessivamente; o segundo por dez de 30 mA, 40 mA e 50 mA, sucessivamente; e o terceiro por dez de 50 mA e 60 mA. O semen foi coletado em tubos plasticos, sendo avaliado o volume, o pH, e a coloracao. A motilidade espermatica, o vigor e a porcentagem de espermatozoides vivos foram avaliados em microscopio de luz (100x e 400x). Um esfregaco corado com Rosa Bengala foi avaliado (1000x) para determinacao da morfologia das celulas espermaticas e integridade acrossomal. A concentracao espermatica foi mensurada atraves da camara de Neubauer. Os resultados foram expressos como media e desvio padrao (Statview 5.0 software, SAS Institute Inc., Cary, USA). De dezoito procedimentos experimentais realizados com os quatis, obteve-se sucesso na coleta de ejaculados em doze tentativas, representando uma eficiencia de 66,7%%. Os ejaculados obtidos apresentavam-se esbranquicados, com volume de 146,3 } 197,6 ƒÊL e pH 7,9 } 0,6. Foram observadas 67,9 } 28,0% de celulas moveis com 3,3 } 1,6 de vigor, 65,8 } 25,1% de celulas vivas, sendo 82,1 } 13,8 % com morfologia normal e 99,4 } 0,8% com acrossomas integros. Em conclusao, a observacao das caracteristicas seminais dos quatis representa uma colecao de dados iniciais para o estabelecimento de padroes de fertilidade nesta especie e prover informacoes uteis para programas de reproducao assistida aos membros da familia Procyonida.

     

  • EFICIENCIA DA COLETA DE SEMEN DE TATUS-PEBA (EUPHRACTUS SEXCINCTOS) POR MEIO DE ELETROEJACULACAO

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Felipe Farias P. da C. Barros, Michelle K. B. Serafim, Leonardo Lelis M. Costa, Carlos Ibere A. Freitas, Alexandre Rodrigues Silva

     

    EFICIENCIA DA COLETA DE SEMEN DE TATUS-PEBA (EUPHRACTUS SEXCINCTOS) POR MEIO DE ELETROEJACULACAO

    Resumo:

    O tatu-peba (Euphractus sexcinctus) e encontrado desde o Suriname ao Norte da Argentina. Possui coloracao amarronzada, carapaca provida de pelos esparsos, com seis ou oito cintas de placas moveis e cabeca conica e achatada. De acordo com o Apendice II da CITES, muitas especies de tatus sao cacadas para a carne e algumas tem um uso limitado na medicina tradicional (sangue e gordura). Assim, existe a possibilidade para que o tatu-peba venha a tornar-se vulneravel a exitincao, como ja se encontram o tatucanastra (Priodontes maximus), o tatu-bola-da-caatinga (Tolypeutes tricintus), e o tatu cauda cor-de-rosa (Chlamyphorus truncatus). Visto que a literatura mundial e carente de informacoes sobre a reproducao desta especie, as quais seriam importantes para a aplicacao de biotecnicas visando sua preservacao, objetivou-se avaliar a eficiencia da tecnica de eletroejaculacao para a coleta do semen de tatus-peba. Para tanto, foram utilizados seis animais, mantidos no bioterio da UFERSA. Os tatus foram contidos mecanicamente e foram realizadas duas sessoes de coleta de semen por meio de eletroejaculacao, sendo realizados tres ciclos de estimulacao com um intervalo de cinco minutos entre cada ciclo: o primeiro ciclo composto por dez estimulos de 20 miliamperes (mA), de 30 mA e de 40 mA, sucessivamente; o segundo ciclo com dez estimulos de 30 mA, 40 mA e 50 mA, sucessivamente; e o terceiro ciclo com dez estimulos de 50 mA e 60 mA. O semen foi coletado em tubos plasticos, sendo avaliado o volume e a coloracao. A motilidade espermatica, o vigor e a porcentagem de espermatozoides vivos foram avaliados em microscopio de luz (100x e 400x). Foi conduzido um teste hipo-osmotico para verificar a integridade da membrana plasmatica dos espermatozoides. A concentracao espermatica foi mensurada atraves da camara de Neubauer. Os resultados foram expressos como media e desvio padrao (Statview 5.0 software, SAS Institute Inc., Cary, USA). Foram realizados doze procedimentos experimentais, obtendo-se ejaculados contendo celulas espermaticas em todos, representando 100% de eficiencia para a tecnica de coleta. Os ejaculados apresentavam coloracao esbranquicada, volume medio de 353,0 } 299,1 ƒÊL, motilidade de 60,8 } 26,1%, vigor 1,5 } 0,7, concentracao de 44,6 } 47,2 x 106 espermatozoides/mL, 54,9 } 25,4% de celulas vivas, e 46,2 } 21,7% de celulas com resposta osmotica positiva. A partir destes resultados, conclui-se que a eletroejaculacao e um metodo eficiente para a obtencao de ejaculados de tatus-peba.

     

  • RESGATE DE FAUNA COMO INSTRUMENTO DE CONSERVACAO: ALIANDO POLITICAS PUBLICAS E DIRETRIZES TECNICO-CIENTIFICAS

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Aline Borges do Carmo, Patricia Carla Barbosa Pimentel, Eva de Carvalho Aroucha, Eliana de Santana Medeiros, Samanta Levita Coutinho

     

    RESGATE DE FAUNA COMO INSTRUMENTO DE CONSERVACAO: ALIANDO POLITICAS PUBLICAS E DIRETRIZES TECNICO-CIENTIFICAS

    Resumo:

    O processo de resgate de fauna e uma etapa essencial do Licenciamento Ambiental, pois, se realizado de forma satisfatoria, pode permitir o salvamento de uma grande quantidade de animais que, de outra forma, estariam condenados a morte. Na Bahia, ate o ano de 2007, o orgao ambiental estadual, responsavel pela grande maioria dos licenciamentos neste Estado, nao lidava com questoes relativas a fauna silvestre. Quando havia licenciamento ambiental com supressao de vegetacao, este orgao colocava como condicionante para emissao das licencas para supressao de vegetacao, a aprovacao de um projeto de resgate de fauna submetido ao IBAMA, orgao federal executor da politica ambiental no Brasil. Entretanto, a legislacao ambiental vigente a respeito desta tematica nao garante trabalhos com boa qualidade cientifica. Como resultado disso, o IBAMA nao tinha como acompanhar o trabalho das equipes de resgate de fauna in locu, por nao ter corpo tecnico suficiente para isso, tendo que esperar dados fornecidos pelas proprias empresas, em relatorios semestrais. Os relatorios sobre os resgates de fauna efetuados, por sua vez, apresentavam dados nem sempre conclusivos, muitas vezes limitando-se a uma listagem de especies encontradas, o que nao permitia uma analise mais ampla sobre a adequacao ou nao das metodologias utilizadas, e menos ainda uma analise mais geral sobre a eficacia do resgate de fauna como instrumento de conservacao. Desde 2004, a equipe de fauna do IBAMA da Bahia vem tentando, em conjunto com os grandes empreendimentos que demandam resgates de fauna e com as empresas contratadas para a realizacao de tais resgates, estabelecer uma metodologia adequada, que atenda a legislacao ambiental vigente, e, ao mesmo tempo, permita um melhor acompanhamento e uma analise adequada e ampla dos resultados destes trabalhos. Ate o momento, diversas melhorias foram verificadas. A contratacao de consultores terceirizados permite ao IBAMA ter relatos semanais da rotina de campo das equipes de resgate de fauna, verificando e corrigindo eventuais desacertos. As reunioes e discussoes culminaram na elaboracao de um delineamento amostral unico para todos os projetos em andamento, baseado em metodologias do tipo BACI (Before After Control Impact), e adaptado para a realidade local, que foi implementado no ano de 2008. Como resultado, houve uma uniformizacao nos procedimentos relativos a resgate de fauna em empreendimentos no Estado, o que possibuturamente, averiguar se o resgate de fauna como e previsto na legislacao e um bom instrumento de conservacao, orientando, com dados concretos, politicas publicas sobre o tema.

     

  • EXPANSAO URBANA COMO FATOR DE ALTERACAO DA COMPOSICAO FAUNISTICA DA ILHA DE SAO LUIS

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Roberto Rodrigues Veloso Junior, Deranilde Santana Silva

     

    EXPANSAO URBANA COMO FATOR DE ALTERACAO DA COMPOSICAO FAUNISTICA DA ILHA DE SAO LUIS

    Resumo:

    A perda, degradacao e fragmentacao dos ambientes naturais representam a principal ameaca a fauna silvestre, principalmente em ilhas. A Ilha de Sao Luis possui atualmente pouco mais de 30% de sua vegetacao nativa, devido, principalmente, a expansao urbana que ocorre ha pelo menos tres decadas. O processo de urbanizacao desordenado cria uma matriz inospita, desfavoravel para a grande maioria das especies, que ficam cada vez mais expostas, resultando em um aumento consideravel de encontros e conflitos com a especie humana. Consequentemente, vem se intensificando a demanda por acoes de resgate e de entregas espontaneas nas areas urbanas e peri-urbanas. As informacoes utilizadas para avaliacao das acoes foram obtidas atraves de analise do banco de dados do CETAS de Sao Luis no periodo 2003/2007. Foram verificadas as observacoes especificas para cada especime quanto a identificacao zoologica, instituicao responsavel pela acao, categoria de entrada (resgate ou entrega espontanea), e demanda reprimida da populacao. As instituicoes efetivamente envolvidas nas acoes foram IBAMA, Corpo de Bombeiros e Batalhao Ambiental. Foi constatado que nenhuma das instituicoes possui equipe tecnica, veiculos e equipamentos especificos para realizacao de resgate, situacao que poe em risco, tanto quem resgata quanto os animais que sao resgatados. As especies mais atingidas e representativas nos resgates e nas entregas espontaneas, com os respectivos percentuais em relacao a classe, sao informadas a seguir. Repteis: Boa constrictor (78,7%), Caiman crocodilus (18,8%) e Iguana iguana (2,47%). Aves: Tyto alba (67%), Rupornis magnirostris (18,3%), Megascops choliba (11%) e Rhinoptynx clamator (3,7%). Mamiferos: Bradypus variegatus (36,5%), Didelphis marsupialis (29,86%), Cerdocyon thous (15,64%), Tamandua tetradactyla (13,74%) e Cyclopes didactylus (4,26%). Estas sao apenas algumas das especies que estao sendo atingidas pela expansao urbana, sendo a acao positiva, com relacao ao aumento das populacoes, para B. constrictor, T. alba, R. clamator, R. magnirostris e D. marsupialis, e negativa para as demais especies. A demanda por resgates e entregas espontaneas e apenas parcialmente atendida. A atividade de resgate nao consta explicitamente como funcao das instituicoes ambientais, que por sua vez, nao estao preparadas para a prestacao deste tipo de servico. Existe falta de integracao institucional quanto a realizacao e os desdobramentos de uma acao de resgate, pois nem sempre os animais sao encaminhados para o CETA.

     

  • DISPONIBILIDADE E CONSUMO DE FRUTOS DE HELICONIA ACUMINATA POR AVES EM FLORESTAS DE DIFERENTES TAMANHOS NA AMAZONIA CENTRAL

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Mariana Tolentino Bento da Silva, Marina Anciaes, Emilio Bruna, Maria Uriarte

     

    DISPONIBILIDADE E CONSUMO DE FRUTOS DE HELICONIA ACUMINATA POR AVES EM FLORESTAS DE DIFERENTES TAMANHOS NA AMAZONIA CENTRAL

     

    Resumo:

    A disponibilidade e consumo de frutos pode variar em funcao de mudancas climaticas, diferencas em fatores abioticos ou alteracoes na paissagem pela acao antropica. Neste trabalho objetivou-se estimar a disponibilidade e utilizacao de frutos de Heliconia acuminata por aves em florestas de diferentes tamanhos. Individuos de H. acuminata em fase de frutificacao foram marcados em seis areas do Projeto Dinamica Biologica de Fragmentos Florestais (INPA-STRI) de diferentes tamanhos (um area de 100ha, duas de 10ha, duas de 1ha e uma de mata continua) e acompanhados durante 4 meses, com visitas mensais. Foram quantificados os frutos e observados seus diferentes estagios de maturacao. Os frutos foram considerados retirados quando a haste estava lisa, do mesmo modo que foi observado em experimentos em gaiolas onde aves retiram os frutos maduros da haste deixando marca caracteristica. A proporcao de frutos maduros em relacao ao total de frutos verdes produzidos foi marginalmente em areas menores (R2 = 0.662; F = 120.909, d.f. = 2, p = 0.057, n frutos verdes amostrados: mata continua = 1106; reserva de 100ha = 682; 10ha = 258 e 493; 1ha = 81 e 97). Dentre os frutos maduros produzidos, houve maior consumo relativo em areas menores (R2 = 0.249; F = 0.000, d.f. = 2, p = 0.021, n frutos maduros amostrados: mata continua = 210; reserva de 100ha = 96; 10ha = 84 e 206; 1ha = 41 e 54). Os resultados apresentados sugerem variacao no comportamento de consumo de alimentos que podem ser atribuidos a diminuicao de densidade de H. acuminata em florestas menores, conforme indicado em estudos anteriores. Assim, frutos disponiveis nos fragmentos sao consumido frequentemente, sugerindo que frugivoros se movimentem mais a procura de alimento nestes fragmentos, o que de fato e corroborado por dados obtidos atraves de radiotelemetria com especies de Pipridae nas mesmas areas desse experimento. A fragmentacao florestal pode portanto alterar o comportamento de procura de alimentos por aves frugivoras, e experimentos relativamente simples como o aqui apresentado sao uteis para testar tais alteracoes, devendo ser considerados em planos de manejo.

     

  • THE SOCIAL RESPONSE OF COLLARED PECCARY (PECARI TAJACU) UNDER THREE SPACE ALLOWANCES

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Selene S. da C. Nogueira Melissa G. Silva, Carlos T. dos S. Dias, Sergio Nogueira- Filho

     

    THE SOCIAL RESPONSE OF COLLARED PECCARY (PECARI TAJACU) UNDER THREE SPACE ALLOWANCES

    Abstract:

    The quality of animal welfare of livestock has gotten an increase research attention last years. Few studies, however, have reported the behavioral response of wild animals under domestication. Therefore, the aim of this study was to evaluate the occurrence of social behavior patterns on farmed collared peccary. We observed three herds of collared peccaries with eight acquainted individuals each. Using a 3 X 3 Latin square design herds were allocated, in a random order, into one of the three experimental enclosures with different sizes: 1,500, 750 and 375 m2 of total available area, all of them with three wooden shelters. We recorded the all occurrences of selected friendly and agonistic behavioral patterns that occurred 90 minutes before and during feeding periods. We observed that the feeding period is a critical factor in peccary’s farming process as observed in livestock. Under the three enclosure areas, the average occurrence of agonistic acts increased five times during feeding compared to pre-feeding periods, while the occurrence of friendly acts decreased by half. Additionally, the peccaries used the shelters to hide independently the enclosure size. We recorded the animals inside the shelters most of the time hiding. Despite our results did not show significance relationship between spaces allowed and shelter usage we registered a tendency to increase the usage along with the decrease on enclosure size. These data allow us to conclude that the shelter usage is related to social avoidance and also is a valuable environmental enrichment to captive peccary. Based on our results, we concluded that the space allowance tested did not interfere in the peccary’s behavior expression but further studies must be done to compare semi-confinement and confinement production systems. Additionally, the shelter usage is related to social avoidance and must to be considered as an environmental enrichment to captive collared peccary. Further studies must be done to determine best proportions of peccaries per feeder, feeder distribution and feeder design to avoid behavioral conflicts and feed intake, consequently affecting their welfare under captivity.

     

  • MODELOS DE OCUPACION DE SITIOS Y TRAMPAS-CAMARA PARA ESTIMAR LA ABUNDANCIA DE MAMIFEROS: DATOS DE ECUADOR Y BOLIVIA

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Santiago Espinosa, Andrew Noss

     

    MODELOS DE OCUPACION DE SITIOS Y TRAMPAS-CAMARA PARA ESTIMAR LA ABUNDANCIA DE MAMIFEROS: DATOS DE ECUADOR Y BOLIVIA

    Resumen:

    En Latinoamerica se han realizado numerosos muestreos sistematicos de la vida silvestre por medio de trampas-camara, en especial para estimar la abundancia de jaguares. Estos estudios generan cientos de fotografias de otros animales, como ungulados y canidos, cuyos individuos se distinguen dificilmente. En los ultimos anos se ha desarrollando el analisis de ocupacion de sitios (que no requiere de la identificacion de individuos) como una alternativa o sucedaneo a una medida de abundancia.Un indice de abundancia crudo es la frecuencia de captura (observaciones por trampas-noche), y otro es la estimacion ingenua de ocupacion de sitios (la proporcion de sitios donde se fotografia cada especie). A diferencia de estos indices, el analisis de ocupacion de sitios considera la probabilidad de deteccion (p), la cual es muy importante para reducir el sesgo. Generalmente es mas facil, y preciso, determinar presencia que ausencia. Especies raras o cripticas son generalmente muy dificiles de encontrar, por lo que su ausencia puede ser falsamente reportada, sesgando los estimados de su abundancia. Para cada especie se puede generar una matriz por sitios del muestreo y por fecha, y utilizar el software PRESENCE para estimar un indice mas robusto: la probabilidad de que una especie este presente en un sitio (IN), considerando p. Analizamos los estimados de ocupacion de sitio, IN, de varias especies de ungulados y canidos en Yasuni-Ecuador y los comparamos con los resultados de muestreos sistematicos en el Chaco y la Chiquitania de Bolivia. Los resultados generados con PRESENCE coinciden con la frecuencia de captura. A mas alta p, mas se acerca IN a la estimacion ingenua. Sin embargo, en casos donde la p es baja, la diferencia entre IN y la estimacion ingenua puede ser importante. La comparacion entre especies se dificulta por la variacion en tamano de grupo: una observacion de Mazama spp. generalmente es de un individuo solitario, mientras que una observacion de pecaries puede corresponder a 1 o mas de 100 individuos.El analisis de ocupacion de sitios genera informacion que permite conocer el estado de poblaciones animales y hacer comparaciones a nivel espacial y temporal. Por ello, puede ser utilizado para evaluar y monitorear esfuerzos para el manejo y conservacion de fauna silvestre, o determinar sitios prioritarios para la proteccion de especies amenazadas. En el caso de especies presas como ungulados, provee informacion complementaria importante para investigaciones y planes de conservacion de grandes carnivoros como jaguares y pumas.

     

  • ANALISIS INICIAL DEL EXITO DE REINTRODUCCION DEL GUANACO (LAMA GUANICOE) EN EL PARQUE NACIONAL QUEBRADA DEL CONDORITO, ARGENTINA

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Fernando Barri

     

    ANALISIS INICIAL DEL EXITO DE REINTRODUCCION DEL GUANACO (LAMA GUANICOE) EN EL PARQUE NACIONAL QUEBRADA DEL CONDORITO, ARGENTINA

    Resumen:

    En 2007 la Administracion de Parques Nacionales llevo a cabo la reintroduccion de una poblacion de 113 guanacos (Lama guanicoe) en el Parque Nacional Quebrada del Condorito (PNQC), ubicado en la region de las Sierras Centrales de Argentina, con el objetivo de recuperar un gran herbivoro nativo que favorezca la funcionalidad del ecosistema. A 37 de los guanacos liberados se le coloco radiocollar, lo que permitio realizar un seguimiento de la poblacion a traves del monitoreo por radio telemetria. El relevamiento de la poblacion se realizo recorriendo mensualmente el area del PNQC en la que fueron liberados los guanacos, tanto a pie, caballo o en camioneta. Mediante observaciones directas (utilizando binoculares y/o telescopio) se tomaron datos sobre presencia, actividad y estado de los individuos, asi tambien como el registro de los animales encontrados muertos y las causas que lo provocaron. Del analisis preliminar de la evolucion de la poblacion de guanacos reintroducida surge la siguiente informacion: Mas del 80% de las muertes se produjeron durante las primeras 3 semanas desde la liberacion, debido principalmente a la depredacion por puma (Felis concolor) (43.8%) y factores asociados al debilitamiento generalizado (34.4%), como infecciones. De estos se observo que murieron mas machos que hembras (61% vs. 39%), y mas adultos que juveniles (60% vs. 40%). Ello podria estar explicado por el hecho de que los machos no dominantes quedan aislados de los grupos reproductivos que se conforman, lo que habria reducido sus chances de supervivencia, y al hecho que los individuos mas jovenes hayan tenido mas plasticidad para adaptarse a las condiciones ambientales. Por su parte, aquellos individuos que superaron el periodo inicial post-liberacion han sobrevivido satisfactoriamente hasta el momento, logrando adaptarse a su nuevo habitat. Esto lleva a pensar que, para futuras liberaciones de guanacos en el PNQC, un mayor proceso de pre-adaptacion al habitat podria reducir la mortalidad inicial producto del estres post liberacion. El establecimiento de una poblacion viable de guanacos en el PNQC dependera de que se realicen nuevas reintroducciones de individuos para enriquecer la poblacion actual, y que se tengan en cuenta las recomendaciones de manejo que surjan del analisis de la informacion sobre la dinamica de su poblacion. De esta manera el proyecto, un hito en lo que se refiere al manejo de una especie de fauna nativa y su entorno dentro del Sistema Nacional de Areas Protegidas en Argentina, tendra mayores posibilidades de ser exitoso.

     

  • PHANTERA ONCA, PTERONURA BRASILIENSIS Y MELANUSUCHUS NIGER COMO ESPECIES CLAVES PARA EL MANEJO Y EL USO TURISTICO EN LA SELVA SUR DEL PERU. ESTUDIO DE CASO EN EL PARQUE NACIONAL DEL MANU (2000-2007)

    5. Ferramentas e métodos para conservação e o manejo – Temas

     

    Jans Huayca, Natividad Quillahuaman, Frank Hajek, Nathalie Gil

     

    PHANTERA ONCA, PTERONURA BRASILIENSIS Y MELANUSUCHUS NIGER COMO ESPECIES CLAVES PARA EL MANEJO Y EL USO TURISTICO EN LA SELVA SUR DEL PERU. ESTUDIO DE CASO EN EL PARQUE NACIONAL DEL MANU (2000-2007)

    Resumen:

    La actividad turistica en el Parque Nacional del Manu se ha desarrollado desde los anos 1980s, iniciandose con la operacion de algunos grupos motivados por los resultados de las investigaciones llegando a 2500 visitantes actualmente. Estas experiencias turisticas estan en funcion a la observacion de fauna, donde el 83% fue motivado por la observacion de mamiferos, entre otros; y se desarrollan en ecosistemas claves para la viabilidad de estas especies en peligro de extincion como son el jaguar (Phantera Onca) lobo de rio (Pteronura brasiliensis) y el caiman negro (Melanusuchus Niger). El presente estudio ayuda a identificar a las principales especies que los visitantes al Parque Nacional del Manu han mantenido en el imaginario durante 7. Los Planes de Manejo de las areas turisticas dentro de unidades de conservacion deben considerar a estas tres especies para tomar decisiones en el manejo de los ecosistemas fragiles donde se desarrolla actividad turistica y son habitats de estas especies como lagos meandricos, trochas y rios. Los principales resultados del estudio de 1500 encuestas son: El conocimiento de los porcentajes y expectativas de avistamiento del Jaguar 4 de cada 10 visitantes tuvo a la especie como motivo de visita al sector, el lobo de rio 2 de cada 10 tuvo a la especie en mente antes de venir al parque nacional del manu y 1 de cada 10 para el caso del caiman negro. Estos datos pueden alimentar a la sensibilizacion de la visitantes con relacion a las especies, a los tomadores de decisiones para la inclusion de programas de manejo y documentos de gestion, asi como usadas para la aplicacion de metodologias estandarizadas de monitoreo de impactos negativos de la actividad turistica. lo que puede originar a su vez una mayor capacidad de gestion por parte de las autoridades al tener actores sociales mas sensibles a las medidas de conservacion y manejo.

     

6 Critérios e indicadores para o manejo sustentável de fauna

  • ANÁLISE DA PRESSÃO DE CAÇA SOBRE MAMÍFEROS DO SERINGAL SÃO FRANCISCO DO ESPALHA

    6. Critérios e indicadores para o manejo sustentável de fauna – Temas

     

    Marciente, R.; Calouro, A. M.

     

    ANÁLISE DA PRESSÃO DE CAÇA SOBRE MAMÍFEROS DO SERINGAL SÃO FRANCISCO DO ESPALHA

     

    Resumo:

    A maioria das pesquisas abordando mamíferos no Vale do Acre teve o objetivo de avaliar os efeitos da caça sobre espécies de médio e grande porte em maciços florestais ocupados por populações de extrativistas ou grandes fragmentos florestais cercados por Projetos de Assentamento. Nesse contexto, o presente trabalho teve como finalidade realizar um levantamento de mamíferos em uma área do município de Rio Branco onde a atividade antrópica fosse mínima e a estrutura da comunidade de mamíferos de médio e grande porte estivesse, em princípio, preservada. As atividades foram conduzidas de 19 a 24 de setembro de 2007, através de um questionário com ilustrações de mamíferos aplicado junto a 22 famílias (um morador por família) do Seringal São Francisco do Espalha (SSFE). Essa área tem 29.645,98 ha (10º12’00”S, 68º47’00”W) na qual vivem 163 moradores (0,54 indiv./km2). As entrevistas buscaram levantar quais as principais espécies caçadas, bem como, a última observação realizada de espécies indicadoras da qualidade dos habitats, como grandes predadores. Entre esses se destacam a onçapintada Panthera onca e a onça-vermelha Puma concolor, confirmadas por 9% e 14% dos entrevistados, respectivamente. Vale ressaltar que todos os grandes felinos observados foram abatidos pelos moradores, o que está relacionado ao conflito gerado pelo ataque aos animais de criação. O veado-capoeiro Mazama americana (91%), o porquinho Pecari tajacu (82%), o queixada Tayassu pecari (77%), a anta Tapirus terretris (73%), o guariba Alouatta seniculus (73%), a paca Agouti paca (91%) e a cutia Dasyprocta fuliginosa (73%), foram os mamíferos mais caçados, conforme as porcentagens de afirmativas apresentadas. Vale ressaltar que a maioria das respostas indica que a atividade de caça é freqüente, ocorrendo a menos de um mês da realização do questionário. O tatu-canastra Priodontes maximus, cuja ocorrência foi confirmada na área, não foi citado como caçado pelos moradores, o que indica tabu alimentar. Por fim, baseado na dificuldade de acesso e na densidade humana existente, a pressão de caça no SSFE provavelmente se encontra em um nível considerado baixo. No entanto a seletividade da caça, concentrada nas colocações à margem do Igarapé São Francisco do Espalha, com 70% dos moradores, evidencia que a avaliação periódica da pressão de caça deve ser considerada essencial e poderá ser realizada pelos próprios moradores do SSFE, mediante treinamento prévio. Isso evitará a extinção local de espécies, como é o caso do macaco-preto Ateles chamek, avistado e abatido pela última vez há 15 anos no SSFE.

     

  • BIOMETRIA E RENDIMENTO DE CARCAÇA DE DUAS ESPÉCIES DE PODOCNEMIS COMO SUBSÍDIO A CONSERVAÇÃO E MANEJO DE QUELÔNIOS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

    6. Critérios e indicadores para o manejo sustentável de fauna – Temas

     

    Guilherme Martinez Freire, Thayna Machado, Ronis da Silveira, Carlos Augusto Rodrigues do Nascimento, Adriana Kulaif Terra

     

    BIOMETRIA E RENDIMENTO DE CARCAÇA DE DUAS ESPÉCIES DE PODOCNEMIS COMO SUBSÍDIO A CONSERVAÇÃO E MANEJO DE QUELÔNIOS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

     

    Resumo:

    A criação da tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) e do tracajá (Podocnemis unifilis) para produção de proteína animal é autorizada no Brasil (Instrução Normativa IBAMA 169 de 20 de Fevereiro de 2003). Somente no Estado do Amazonas existem aproximadamente 80 criadouros comerciais destas espécies, mas as bases técnicocientíficas para a cadeia produtiva do setor ainda são incipientes. Os nossos objetivos neste projeto foram estudar as relações entre as dimensões morfológicas do casco, entre a massa total e a massa de carne produzida, e estimar o rendimento de carcaça em função das variáveis morfológicas do casco de ambas as espécies. As 32 P. expansa analisadas foram oriundas de três criadouros, mas nós não obtivemos P. unifilis de criadouros comerciais. Os 22 P. unifilis analisados foram oriundos da natureza, sendo que quatro destes foram apreendidos pelo IBAMA em uma feira livre de Manaus e os demais foram por nós capturados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu- Purus, localizada no baixo Rio Purus. Após a morfometria, os indivíduos foram devidamente abatidos e carneados pela equipe técnica do Projeto Bajaquel. O comprimento e largura da carapaça, comprimento e largura do plastrão e altura do casco foram altamente correlacionados (r > 0,9) em ambas as espécies. A relação entre a massa corporal (MC) e a massa de carne produzida (MCP) foi significativa para P. expansa (r2 = 0,962, F1,30 = 767,92, P < 0,001) e para P. unifilis (r2 = 0,947, F1,20 = 356,043, P < 0,00), e foram descritas pelos seguintes modelos de regressão: MCP = - 0,13+0,419*MC e MCP = -0,047+0,3*MC, para P. expansa e P. unifilis, respectivamente. Não ocorreu regressão entre as variáveis morfológicas mensuradas em ambas as espécies. O rendimento de carcaça de P. expansa variou de 25 a 48% (média = 37,5 ± 4,3), e o de P. unifilis de 23 a 38% (média = 29 ± 3,5). Dentro de tamanhos comparáveis, o rendimento de carcaça diferiu entre as espécies (t = 6,946, P< 0,000). A não padronização do cálculo do rendimento de carcaça entre os diferentes autores não permitiu a comparação direta com outros estudos. [button color="#ffffff" background="#588a02" size="small" src="http://comfauna.org/6-criterios-e-indicadores-para-o-manejo-sustentavel-de-fauna-rio-branco-brasil-2008/"]Volver[/button]

     

  • ASSEMBLÉIA DE PEIXES ASSOCIADAS ÀS MACRÓFITAS AQUÁTICAS EM LAGOS DE VÁRZEA NA AMAZÔNIA

    6. Critérios e indicadores para o manejo sustentável de fauna – Temas

     

    Andreza dos Santos Oliveira, Káren Lorena Lôbo Prado, Carlos Edwar de Carvalho Freitas

     

    ASSEMBLÉIA DE PEIXES ASSOCIADAS ÀS MACRÓFITAS AQUÁTICAS EM LAGOS DE VÁRZEA NA AMAZÔNIA

     

    Resumo:

    Diversos estudos confirmam o papel das macrófitas aquáticas como importante habitat para diversas espécies de peixes por funcionarem como abrigo e por disponibilizarem grande quantidade de alimento. Este trabalho teve como objetivo caracterizar a ictiofauna associada às macrófitas aquáticas em lagos de várzea do rio Solimões. O estudo foi realizado em cinco lagos de várzea: Baixio, Preto, Iauara, Araçá e Maracá, localizados nas margens do rio Solimões, Estado do Amazonas, Brasil. As coletas foram feitas no período de vazante (Setembro de 2007) em bancos de macrófitas compostos pelo capim flutuante Paspalum repens e em bancos mistos (associação de várias espécies de macrófitas). Os peixes foram coletados com auxílio de uma rede de cerco, medindo 20x2m, com malha de 5mm entre nós opostos. Foram realizadas quatro amostras por lago: duas em bancos de capim flutuante e duas em bancos mistos. No total, foram capturados 1244 indivíduos, distribuídos em 5 ordens, 13 famílias, 50 gêneros e 90 espécies. A ordem Characiformes apresentou a maior riqueza, com um total de 55 espécies. A espécie mais abundante foi Cichlasoma amazonarum (Cichlidae, Perciformes) que apresentou maior abundância, correspondendo a 13,26% do total de indivíduos capturados. A abundância foi significativamente maior nos bancos misto (F=11,87; p=0,002, 944 indivíduos). Não foram observadas diferenças significativas (p>0,05) no número de espécies. A diversidade (Índice de Shannon) de peixes também foi maior em bancos mistos (3,22), já para bancos de capim flutuante o valor obtido foi de 3,16. Devido às características das assembléias de macrófitas nos lagos estudados, a maior complexidade estrutural dos bancos mistos, inclusive com a presença de Paspalum repens (capim flutuante), é o fator chave, já mencionado por outros autores, para explicar a maior abundância e riqueza de espécies nestes habitats. É importante mencionar que habitats são de importância fundamental para os estoques de peixes da região amazônica, principalmente por abrigarem muitas espécies de valor comercial na região durante a fase inicial de seu ciclo de vida.

     

  • AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE PACAS(AGOUTI PACA) NASCIDAS EM CATIVEIRO-PROJETO CABOCLINHO DA MATA

    6. Critérios e indicadores para o manejo sustentável de fauna – Temas

     

    Ribeiro, V. M.; Portela, MC.

     

    AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE PACAS(AGOUTI PACA) NASCIDAS EM CATIVEIRO-PROJETO CABOCLINHO DA MATA

     

    Resumo:

    O Projeto de criação e pesquisa de animais silvestres, Caboclinho da Mata é desenvolvido na Fazenda Experimental Catuaba, pertencente a Universidade Federal do Acre, situada no município de Senador Guiomard Acre. Com o objetivo de se avaliar dados zootécnicos como: média de peso ao nascer, média de ganho de peso diário durante o primeiro mês, peso na desmama e ganho de peso mensal até 6 meses de idade de pacas nascidas no criatório, que receberam uma dieta baseada em frutas, tubérculos e verduras além de sal mineral à vontade, 58 crias provenientes de 20 matrizes alocadas em 10 baias (numa proporção de duas fêmeas para cada macho), durante um período de dois anos foram pesados ao nascer, dia sim dia não até completar 1 mês, por ocasião da desmama e mensalmente até os 6 meses. Após a desmama, os animais eram levados a uma baia comum denominada baia de socialização. Os dados obtidos foram anotados em planilha do EXCEL onde as Médias e Desvio Padrão (DP) foram obtidos. Dos 58 animais nascidos no criatório, a média de peso ao nascer foi de 803,0g com DP= 95,0g, sendo 1000g como maior peso e 600g como menor peso registrado. O ganho de peso diário no primeiro mês foi 64,1g com DP=70,9g. A média de ganho de peso no primeiro mês foi de 850g, com DP= 285,5g com valor médio de peso ao desmame de 1652,6g, com DP=309,8g. No segundo com 179,4, DP= 263,8; no terceiro com 270,5g com DP= 338,5; quarto 338,2g, DP= 337,0; quinto mês com 428,5g e DP= 363,4g e do sexto mês com 408,9g, DP=433,2g. A perda de peso observada no segundo mês de vida (recuperada a partir do terceiro), provavelmente deve-se ao stress provocado pela desmama, acondicionamento a novos alimentos e nova baia onde estes animais passam a conviver com até cinco indivíduos em mesma situação, uma vez que, a quantidade e qualidade dos alimentos ofertados eram correspondentes ao número de animais na baia. Verificou-se, entretanto que quanto menor o número de indivíduos por baia menor a perda.

     

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  • CRIANZA COMERCIAL DE MAJAZ Y SAJINO EN LA AMAZONÍA PERUANA (FORTALEZAS, OPORTUNIDADES, DEBILIDADES Y AMENAZAS)

    6. Critérios e indicadores para o manejo sustentável de fauna – Temas

     

    Martha E. Rengifo Pinedo, Darvin Navarro Torres, Jesús Gamarra Ramírez, Aura Luz Rengifo Molina, Luís Campos Baca

     

    CRIANZA COMERCIAL DE MAJAZ Y SAJINO EN LA AMAZONÍA PERUANA (FORTALEZAS, OPORTUNIDADES, DEBILIDADES Y AMENAZAS)

     

    Resumen:

    La crianza comercial de majaz (Cuniculus paca) y sajino (Tayassu tajacu) desde el punto de vista legal es aun una utopía. En la actualidad, a nivel del Perú, solo se tiene en forma oficial lo correspondiente a caza de subsistencia y a cuotas de comercialización de productos de caza. El tema de explotación comercial oficialmente manejado, no es un tema prioritario como política de país (se continúa discutiendo otras prioridades). Sin embargo, la Universidad Nacional de la Amazonia Peruana ha venido realizando estudios de crianza y domesticación de ambas especies a nivel de cría comercial y familiar ambos con el interés de desarrollar una actividad productiva a mayor y menor escala. Para ello se trabajó los parámetros técnicos obtenidos en el zoocriadero de la UNAP “Centro Piloto de Zoocria para la amazonia” en la Región Loreto- PERU y en las instalaciones de cría familiar de pobladores en la Región Loreto.

     

    Para la obtención de los resultados se sistematizo lo obtenido en la experiencia de la sensibilización, capacitación, monitoreo y evaluación de la cría a nivel zoocriadero- UNAP y de la cría familiar realizando un diagnostico FODA para ambas actividades. Concluyéndose en lo siguiente: La fortaleza de la cría de majaz y sajino es su viabilidad técnica – económica y ambiental. Presentándose de esta manera la oportunidad de ofertar al mundo un nuevo producto cárnico de alta calidad nutritiva. La debilidad más alta observada fue la cultural tanto a nivel de empresa y a nivel criador, solo se viene trabajando en base a cuotas de extracción de los bosques al igual que los pobladores de la Amazonia Peruana, solo recolectores y cazadores. Además la ausencia del estado en el fomento de actividades productivas no tradicionales basadas en las potencialidades del manejo de los recursos naturales y específicamente de la fauna silvestre amazónica, ha sido identificado como otra gran debilidad. Asimismo, la mayor amenaza que tiene el empresario exportador de pieles de sajino es el cierre de la CITES para exportar pieles de áreas no manejadas y de los que comercializan la carne de majaz y sajino en la amazonia es el cierre de este rubro, pues implica un aproximado de 07 canales de omercialización u actividad económica que sostiene un aproximado de 20 familias involucradas en cada poblado desde el cazador hasta la casa de acopio de las pieles o de carne en la ciudad de Iquitos.

     

7 Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

  • MANEJO PARTICIPATIVO DE QUELÔNIOS DO ALTO JURUÁ, ACRE, BRASIL

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Onofra Cleuza Rigamonte-Azevedo, Silvia Helena da Costa Brilhante, Charles Caster Coimbra de Souza, Marília Nóbrega Alves da C. Fonseca, Airton Gaio Júnior, Aldemir Silva dos Santos, Edelson Carlos F. de Souza, Francisco Afonso Nunes da Silva, Leomar Nunes Cabral

     

    MANEJO PARTICIPATIVO DE QUELÔNIOS DO ALTO JURUÁ, ACRE, BRASIL

     

    Resumo:

    A SOS AMAZÔNIA desenvolve desde 2004, trabalhos de pesquisa e monitoramento de três espécies da ordem Chelonia, a tartaruga (Podocnemis expansa), tracajá (P.unifilis) e iaçá (P.sextuberculata), com o objetivo de recuperar, proteger e conservar essas espécies que sofrem grande pressão humana na região. Os trabalhos foram desenvolvidos na Reserva Extrativista Alto Juruá e no entorno do Parque Nacional da Serra do Divisor, em parceria com moradores locais, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio e Universidade Federal do Pará – UFPA. Contou com apoio da The Nature Consevancy, Fundação Moore e do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos/Ministério da Justiça. O trabalho de monitoramento das desovas é feito, voluntariamente, por moradores locais que adquiriram conhecimentos básicos sobre as espécies monitoradas (reprodução, forma de crescimento, alimentação e predadores naturais), as etapas do monitoramento (seleção das praias, identificação e marcação dos ninhos, acompanhamento da incubação e eclosão dos ovos, cuidados com o crescimento e solturas dos filhotes) e registro dos dados. No período de junho de 2004 a outubro de 2007 foram monitorados, respectivamente, 178, 145, 173 e 105 ninhos em cerca de 40 praias na região do Alto Juruá. As praias foram sinalizadas com faixas e visitadas diariamente durante a época de postura, para detecção das eventuais desovas do dia anterior. A partir de 40 dias de incubação, os ninhos foram visitados a cada três dias, para a identificação de sinais que indicassem a iminência da eclosão dos filhotes. Após a eclosão, os filhotes foram mantidos por algumas semanas em quarentena e depois soltos no rio, igarapés ou lagos próximo às áreas desova. O período de postura e eclosão dos ovos variou entre as três espécies e entre os ciclos reprodutivos. A desova de iaçás e tracajás ocorreram nos meses de maio a agosto, enquanto que a eclosão dos ovos de iaçás ocorreu de agosto a outubro e dos tracajás de setembro a outubro. Nos quatro anos de trabalho, o número de filhos vivos de tracajá, iaçá e tartaruga, soltos na natureza foram 5.274, 1.223 e 24, respectivamente. O número reduzido de ninhos e filhos da tartaruga indica a baixa freqüência da espécie na região, atualmente.

     

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  • SENSIBILIZAÇÃO DE COMUNIDADES RIBEIRINHAS PARA A CONSERVAÇÃO DE QUELÔNIOS AQUÁTICOS NO VALE DO JURUÁ, ACRE

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Marília Nóbrega Alves da C. Fonseca, Silvia Helena da Costa Brilhante, Onofra Cleuza Rigamonte-Azevedo, Charles Caster Coimbra de Souza, Airton Gaio Júnior, Aldemir Silva dos Santos, Edelson Carlos F. de Souza, Francisco Afonso Nunes da Silva, Leomar Nunes Cabral

     

    SENSIBILIZAÇÃO DE COMUNIDADES RIBEIRINHAS PARA A CONSERVAÇÃO DE QUELÔNIOS AQUÁTICOS NO VALE DO JURUÁ, ACRE

     

    Resumo:

    As populações de quelônios aquáticos no entorno do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá representam um importante recurso alimentar na dieta dos ribeirinhos desta região. A constante pressão de caça e o consumo dos ovos prejudicam a reprodução, tornando vulnerável a disponibilidade desses animais na natureza. Buscando a proteção dos tracajás (Podocnemis unifilis), iaçás (P. sextuberculata) e tartarugas (P. expansa), após quatro anos de monitoramento ao longo de quarenta praias dos rios Juruá e Juruá-Mirim, a SOS AMAZÔNIA e os monitores ambientais envolvidos perceberam a necessidade de realizar uma campanha com o objetivo de disseminar os resultados do monitoramento e as boas práticas a fim de minimizar a pressão sobre essas espécies, sensibilizar novos parceiros e favorecer a troca de conhecimentos entre monitores, valorizando e aprimorando a sua atuação voluntária. A partir de 2007, através do projeto “Sensibilização de comunidades tradicionais na promoção da conservação de recursos naturais em um mosaico de áreas protegidas em Marechal Thaumaturgo, Acre”, com o apoio do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos/Ministério da Justiça, a SOS AMAZÔNIA planejou e implementou junto aos monitores a campanha intitulada “Quelônios do Alto Juruá: Eu protejo!”, utilizando-se de diferentes recursos para alcançar um público variado. Foram implementadas as seguintes atividades: realização de oficinas de sensibilização para comunidades ribeirinhas e oficinas de intercâmbio entre monitores ambientais para planejamento, avaliação e validação dos produtos da campanha. Produção e distribuição de diversos materiais de divulgação: camisetas, bonés, folders, outdoors, mapas, banners, faixas de sinalização e folhetos informativos. A fim de alcançar o maior número de pessoas, foi produzido o documentário: “Quelônios do Alto Juruá: eu protejo!”, (13 minutos); dez vinhetas amplamente veiculadas na rádio em programas de grande audiência, além de matérias publicadas nos jornais da região. A campanha proporcionou o fortalecimento de uma identidade comum entre os monitores e o entendimento do monitoramento por parte das comunidades, culminando na valorização do trabalho realizado por esses agentes promotores da conservação. A diminuição da pressão de caça aos quelônios implica em uma mudança de comportamento por parte dos moradores das comunidades ribeirinhas e demanda uma continuidade nas ações de monitoramento e disseminação de informações, especialmente quanto à importância desses animais para a manutenção do ecossistema o qual fazem parte.

     

  • LECCIONES APRENDIDAS SOBRE LOS PUEBLOS INDÍGENAS Y LA COMERCIALIZACIÓN DE CUERO DE LAGARTOS (CAIMAN YACARE) EN EL ORIENTE BOLIVIAN

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Wendy R. Townsend

     

    LECCIONES APRENDIDAS SOBRE LOS PUEBLOS INDÍGENAS Y LA COMERCIALIZACIÓN DE CUERO DE LAGARTOS (CAIMAN YACARE) EN EL ORIENTE BOLIVIAN

     

    Resumen:

    Los lagartos son un gran potencial económico para los pueblos indígenas del oriente boliviano. La cacería de este especies es una actividad histórica, que ha sido principalmente impulsado por los curtiembres vía intermediarios. La necesidad de reformar su relación con el mercado, esta impulsando esfuerzos por las organizaciones indígenas para cumplir con el reto de manejar la especie, y lograr sus propios contactos con los compradores internacionales. Estos esfuerzos de organizarse tienen que ir contra el corriente, porque el sistema tradicional de “habilitación”, o pre-pago para la caza, hace que los indígenas perciben menos ganancias que deben.

     

    Los recursos que provienen de este recurso deben fortalecer las comunidades y estimular la responsabilidad de producir su cosecha. Existe el conocimiento y experiencia técnica para lograr la producción sostenible de lagarto en el oriente de Bolivia, en el mundo académico y la sabiduría local. Lo que falta es mayor experiencia local en el manejo comunitario de este recurso promisorio. En este presentación se busca compartir algunas experiencias adquiridas por los pueblos indígenas y algunas herramientas para promover la participación activa de los cazadores en la cosecha sostenible y el control sobre la comercialización de los cueros que salgan de sus áreas de producción.

     

  • EL MANEJO DE LAGARTO (CAIMAN YACARE) EN EL TERRITORIO TRADICIONAL DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE DEL BENI, BOLIVIA

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Alcides Ojopi Ch, Hermogenes Ortiz, Claudia Suarez, Eladio Guerrero, Miguel Paz, Jaime Paz, Humberto Saavedra, Wendy R. Townsend

     

    EL MANEJO DE LAGARTO (CAIMAN YACARE) EN EL TERRITORIO TRADICIONAL DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE DEL BENI, BOLIVIA

    Resumen:

    La extracción comercial de lagartos (Caiman yacare) es una actividad histórica de los Baures. Muchas de las tierras de uso tradicional de este Pueblo Indígena son inundables, y muy productivas en recursos acuáticas, incluyendo esta especie de alto valor para su cuero y carne. En el pasado son los intermediarios quienes han sido mayormente favorecidos por esta actividad, empleando el modo “pre-pago” o “habilitación” para estimular la cacería de estos animales. Sin embargo, los intermediarios controlaron los precios, y la comercialización quedo al borde de la ley, resultando en la sobre extracción y disminución de las poblaciones regionales, obligando al gobierno de Bolivia a declarar una veda de caza, la cual fue levantada en el año 2000 con la espera de mejorar el ordenamiento de la caza según el potencial productivo en cada zona.

     

    Con los deseos de percibir mayores compensaciones para el trabajo de la cosecha de lagarto, la sub-central de Pueblos Indígenas de Baures busca salir de la influencia de los intermediarios comercializadores utilizando la planificación para el manejo de lagarto. El plan de manejo de la especie es un mecanismo de ordenamiento de la cosecha para asegurar la producción de cueros de mayor tamaño, y por ende, implica la organización de los cazadores en una asociación, y el entrenamiento de técnicos locales en el conteo de adultos y nidos. Además han tenido que aprender a manejar la documentación según los procedimientos, fechas de entregas de carpetas, y la escasez de información que acompaña el proceso de cosecha legal de lagarto en Bolivia.

     

  • SOSTENIBILIDAD DE LA CACERÍA DE MAMÍFEROS EN LA COMUNIDAD DE ZANCUDO, RESERVA PUINAWAI, AMAZONIA COLOMBIANA: RESULTADOS PRELIMINARES

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Maria Del Pilar Tafur, Olga Montenegro

     

    SOSTENIBILIDAD DE LA CACERÍA DE MAMÍFEROS EN LA COMUNIDAD DE ZANCUDO, RESERVA PUINAWAI, AMAZONIA COLOMBIANA: RESULTADOS PRELIMINARES

    Resumen:

    Se presentan los resultados prelimares de un estudio sobre la sostenibilidad de la caza en la Reserva Puinawai, un área protegida en Colombia, que se sobrelapa con resguardos indígenas. Los habitantes de la reserva han sufrido un fuerte proceso de evangelización y se realizan actividades como: Santa cena (mensual), Conferencia (semestral) y Convención (anual), reúnen entre 300-500 indígenas, aumentando considerablemente la caza. Los funcionarios de la reserva iniciaron en el 2005 un proceso de investigación participativa en la reserva, que incluye la toma de registros de caza por los pobladores. El proceso ha sido lento y los registros han sido tomados de forma intermitente por 12 cazadores del grupo de investigadores locales de una comunidad (Zancudo) de 40 familias. Con el fin de apoyar este proceso, esta investigación busca: 1) caracterizar la cacería de mamíferos en la zona y 2) evaluar la sostenibilidad de la misma. Para el primer objetivo se analizaron los registros de cacería 2005-2008, se realizaron entrevistas semi-estructuradas y talleres comunitarios. Para el segundo, se propone utilizar 3 modelos: 1) captura por unidad de esfuerzo, 2) producción, y 3) se explora el uso de un análisis de perturbación prospectiva del método matricial, con información de tablas de vida de las especies más cazadas.En esta presentación se muestran los resultados preliminares del primer objetivo. Los registros de mamíferos cazados entre el 2005-2008 corresponden solo a 167 individuos de 15 especies. Estos datos indicarían una tasa de cosecha de 3.3 presas/cazador/año. Esta información no coincide con las entrevistas, en donde se aprecia que la frecuencia de caza es mayor. Aunque esta es solo una muestra de la caza real, se evidencia que las especies más frecuentemente cazados son los roedores grandes (66 %), seguidos por los ungulados (17 %) y los primates (12 %). Estas proporciones si coinciden con las obtenidas en las entrevistas. Aunque esta investigación está apenas en su fase inicial, y los datos para el uso de los modelos están siendo generados, la revisión preliminar de los registros de caza, sugieren que las presas mayores (ungulados grandes) ya son escasas en la zona y que la caza se enfatiza en especies pequeñas. Los resultados de toda la investigación serán utilizados por la comunidad de Zancudo y los funcionarios de la reserva para el diseño conjunto de un plan de manejo de caza en la comunidad.

     

  • PADRÃO DE CAÇA DE SUBSISTÊNCIA DE CABOCLOS E INDÍGENAS DO BAIXO RIO PURUS, AMAZÔNIA CENTRAL, BRASIL

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Adriana Kulaif Terra, Ronis da Silveira

     

    PADRÃO DE CAÇA DE SUBSISTÊNCIA DE CABOCLOS E INDÍGENAS DO BAIXO RIO PURUS, AMAZÔNIA CENTRAL, BRASIL

    Resumo:

    A caça de subsistência é uma atividade importante para muitos grupos humanos na Amazônia, mas o exercício desta atividade em Unidades de Conservação e Terras Indígenas ainda é controverso e pouco conhecido. Entre fevereiro e junho de 2006, foram estudados os padrões da caça de subsistência praticada por 59 caçadores de oito comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus (RDS-PP) e 13 caçadores Mura de cinco comunidades da Terra Indígena Lago Ayapuá (TI-LA). A RDS-PP e a TI-LA estão localizadas no baixo rio Purus, no Estado do Amazonas e são formadas por áreas sazonalmente alagadas (várzeas) e florestas de terra firme ainda em bom estado de conservação. Os dados foram coletados mediante aplicação individual de questionário parcialmente estruturado, sobre a atividade de caça, as espécies caçadas e as rejeitadas para consumo, e a percepção do caçador sobre a abundância histórica das espécies. A caça de subsistência foi uma atividade importante para as comunidades de terra firme e de várzea, constituindo recurso protéico relevante para a população local. Na região foram caçadas 59 espécies de vertebrados pelos caboclos e indígenas, sendo similar o padrão de caça desses grupos humanos. O padrão de caça também foi equivalente entre as comunidades de terra firme e a grande maioria das de várzea, sugerindo a complementaridade destes ambientes para a caça de subsistência. Os mamíferos foram os vertebrados mais caçados na terra firme, seguido pelas aves e répteis. Não ocorreu diferença significativa entre a frequência de caça de mamíferos e de aves na várzea. A caça na RDS-PP e na TI-LA baseou-se principalmente no abate de ungulados, cracídeos, anatídeos e roedores maiores, sendo Tayassu pecari (queixada), Mitu mitu (mutum), Agouti paca (paca), Pecari tajacu (caititu) e Mazama americana (veado-vermelho) as espécies mais importantes. Este fato reforça o padrão de preferência por espécies de maior porte e uso de técnicas de busca ativa durante caminhadas, com cachorro e arma de fogo. Restrições ao consumo de fauna foram mais frequentes nas comunidades indígenas, sendo o Xenarthra o grupo mais rejeitado por indígenas. Entre os caboclos os primatas e os carnívoros foram igualmente rejeitados. Ainda que um número grande de espécies sejam caçadas e o adensamento populacional humano na região seja baixo, os moradores já perceberam uma redução na abundância de algumas espécies e um melhor rendimento de caçada quando esta atividade é realizada nos locais mais distantes da comunidade.

     

  • CAÇA DO PEIXE-BOI AMAZÔNICO (TRICHECHUS INUNGUIS) SOB UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, BRASIL

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Jorge Calvimonte, Miriam Marmontel

     

    CAÇA DO PEIXE-BOI AMAZÔNICO (TRICHECHUS INUNGUIS) SOB UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, BRASIL

     

    Resumo:

    O peixe-boi (Trichechus inunguis) é usado pelos moradores da região amazônica desde tempos imemoriais, porém a caça comercial praticada desde o século XVI conduziu a espécie aos níveis populacionais atuais, abaixo da capacidade de suporte do meio. Desde início dos anos 1990, o Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos do Instituto Mamirauá tem coletado informações de abates de peixes-boi, principalmente nas RDS Mamirauá e Amanã, com o objetivo de quantificar a pressão de caça e identificar os locais onde a espécie é mais vulnerável. A região do Lago Amanã já era conhecida pela abundância de peixes-boi e seus moradores identificados como caçadores tradicionais da espécie. Desde 2002, devido à presença permanente de membros do Grupo na RDS Amanã e ao estreitamento de laços com a população local, eventos de caça do peixe-boi têm sido registrados com muito maior confiabilidade. Adicionalmente, foram coletadas informações sobre o uso histórico da espécie com o intuito de entender os processos envolvidos no estabelecimento das relações atuais entre a população local e o peixe-boi. Os eventos atuais de caça são registrados a partir de informações proporcionadas pelos moradores e pelos próprios caçadores integrados numa rede de informantes-chave e corroboradas através de técnicas de triangulação. Entretanto, os dados relacionados ao histórico de uso foram registrados, ao longo de um processo de dois anos, mediante entrevistas semi-estruturadas aplicadas aos informantes-chave mais antigos. Ao longo do século XX, desde que os antepassados das famílias com fortes tradições de caça chegaram à região de Amanã, a caça do peixe-boi tem-se tornado menos intensa com o tempo, devido principalmente à diminuição de seus níveis populacionais e a mudança das atividades econômicas dos moradores. Porém, desde janeiro de 2002 até maio de 2008, um total de 132 animais foram abatidos em eventos relacionados a 44 caçadores (em 14 comunidades) distribuídos ao longo de aproximadamente 120km de cursos de água que servem de habitat para a espécie durante seus deslocamentos sazonais característicos. A carne de 60% destes animais foi destinada para algum tipo de comercialização, local ou através de regatões. A caça do peixe-boi ainda é uma séria ameaça para a conservação da espécie na RDS Amanã, já que está relacionada a fortes tradições familiares, e onde é mantido um nível preocupante de comércio. Atividades de conscientização com os moradores locais e o envolvimento comunitário na pesquisa são vitais para propor medidas de conservação da espécie de acordo com a realidade local.

     

  • FORMACIÓN DE UN CUADRO TÉCNICO DE ASESORES COMUNITARIOS PARA MANEJO DE FAUNA SILVESTRE EN AREAS NATURALES PROTEGIDAS

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Michelle Guerra

     

    FORMACIÓN DE UN CUADRO TÉCNICO DE ASESORES COMUNITARIOS PARA MANEJO DE FAUNA SILVESTRE EN AREAS NATURALES PROTEGIDAS

    Resumen:

    Como parte de las necesidades surgidas en diversos estudios en manejo de fauna silvestre, impartimos un diplomado para la formación de técnicos rurales especialistas en manejo de recursos naturales. Este fue diseñado para jóvenes y adultos interesados en la conservación de los recursos naturales de su comunidad y promover el desarrollo de actividades productiva sy de conservación de recursos que dejen beneficios a corto plazo para ellos, sus familias y los ejidos donde viven. Los jóvenes y adultos que participaron desarrollaron habilidades que les permitirán identificar problemas, hacer diseños y ejecutar proyectos para llevar acabo acciones concretas de conservación y aprovechamiento planificado de recursos naturales principalmente fauna silvestre, dentro de sus comunidades. A lo largo de una serie de módulos o talleres impartidos, aprendieron las técnicas y métodos necesarios para dar apoyo dentro de sus comunidades y evitar la prestación de servicios técnicos externos. Los participantes aprendieron conceptos de monitoreo de recursos naturales, conservación, desarrollo y organización que se requieren como base para la formulación de proyectos. Además tuvieron la oportunidad de practicar técnicas como el uso de equipo de campo, manejo de programas básicos de computación, búsquedas en internet, sistematización de datos y redacción de documentos técnicos escritos relacionados con proyectos de conservación.

     

  • MANEJO DE FAUNA SILVESTRE EN TRES COMUNIDADES KICHWA DEL RÍO NAPO, PARQUE NACIONAL YASUNÍ, AMAZONÍA ECUATORIANA

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Rubén Cueva, Manuel Morales, Esteban Suárez, Victor Utreras,Eduardo Toral, Javier Torres, Leonidas Licui, Walter Andi, Wilmer Grefa

     

    MANEJO DE FAUNA SILVESTRE EN TRES COMUNIDADES KICHWA DEL RÍO NAPO, PARQUE NACIONAL YASUNÍ, AMAZONÍA ECUATORIANA

    Resumen:

    El Parque Nacional Yasuní (PNY), es la reserva más grande del Ecuador continental y uno de los últimos reductos de vida silvestre de la Amazonía ecuatoriana. A pesar de su importancia, el PNY, experimenta fuertes presiones antropogénicas, como la explotación petrolera, la colonización, y la extensión de la frontera agrícola, factores que amenazan la conservación y el manejo sostenible de los recursos naturales y la seguridad alimentaria de sus habitantes. Desde el año 2000, la Wildlife Conservation Society trabaja en esta zona, promoviendo con las comunidades locales la consolidación de sus territorios y el uso sostenible de la fauna silvestre. En el marco de este trabajo, WCS colabora con tres comunidades kichwa (Nueva Providencia, Añangu, y Sani Isla), en la legalización de sus territorios y la implementación de planes de manejo comunitario. El levantamiento participativo de información sobre usos del territorio y de la fauna de estas comunidades demuestran similaridad en cuanto a la riqueza de especies de fauna en áreas con y sin cacería, pero grandes diferencias en la abundancia de las especias más cazadas. En zonas sin cacería la especie más abundante fue el pecarí de labio blanco (Tayassu pecari) mientras que en las áreas con cacería la especie más abundante fue el barizo (Saimiri sciureus). Nuestros datos también muestran que la alimentación de la gente local está fuertemente basada en la cacería, tal como se evidencia por los 10.129 kg de carne silvestre que registramos en la dieta de estas comunidades, durante los 26 meses de esudio. Las especies más frecuentemente cazadas fueron la guatusa (Dasyprocta fuliginosa) y el pecarí de labio blanco. El análisis de la distibución espacial de la cacería y de las amenazas de invasión, sugirió la necesidad de crear una reserva comunitaria vedada a la cacería en la parte sur del territorio de estas comunidades; la extensión y ubicación de esta reserva ya han sido acordadas, y se espera que sirva como una fuente de animales para las zonas de cacería, y como zona de amortiguamiento para la porción central del PNY. Implementamos además un Sistema de Control y Vigilancia con puestos de control y guardaparques comunitarios que trabajarán conjuntamente con el Ministerio del Ambiente y WCS. La implementación de esta reserva, complementa otras actividades de educación, manejo de la cacería, monitoreo de vida silvestre, y exploración de actividades productivas, que se espera ofrezcan una opción válida de conservación para las comunidades locales.

     

  • ABATE COMERCIAL DE JACARÉS NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL MAMIRAUÁ – AMAZONAS

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Sônia Luzia Canto, Marcos Eduardo Coutinho, Augusto Klukskovski

     

    ABATE COMERCIAL DE JACARÉS NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL MAMIRAUÁ – AMAZONAS

     

    Resumo:

    O Estado do Amazonas iniciou em 2003 um projeto para aproveitamento econômico de jacarés nas Unidades de Conservação de Uso Sustentável, com o objetivo de gerar emprego e renda junto às comunidades locais e desenvolvimento regional. No ano de 2004, foi realizado um abate experimental para determinar uma metodologia de abate e definir os processos de beneficiamento para o melhor aproveitamento da carne e do couro. A Reserva Mamirauá, historicamente, possui uma população grande de jacarés, existem na Reserva 03 espécies de jacarés, Melanosuchus niger, Caiman crocodilus crocodilus e Paleosuchus palpebrosus, dessas 02 são economicamente importante para as comunidades, o jacaré açu (M. niger) e o jacaretinga (C. crocodilus).Foi aprovado em 2005, junto ao IBAMA o Projeto de abate comercial de jacarés na Reserva Mamirauá, onde obtivemos uma licença para abate e comercialização de 736 jacarés, sendo que desse total apenas 43 eram C. crocodilus, os demais eram M.niger. O abate de jacarés foi realizado na comunidade de São Raimundo do Jarauá pertencente ao setor Jarauá da Reserva Mamirauá, no flutuante utilizado pelas comunidades para o manejo de pirarucu (Arapaima gigas), com o apoio de um barco pesqueiro, utilizado para amazenamento da carne e das peles dos jacarés. Dos 736 animais, em 2006 foram abatidos 250 M. niger, os animais foram capturados no arpão pelos pescadores e depois abatidos no Flutuante construído pela comunidade, na Reserva Mamirauá.No processo de abate os animais foram lavados com água hiperclorada, insensibilizados e depois feita a sangria e evisceração. Em seguida os animais foram colocados nas câmaras de gelo do barco de poio e depois levados para um frigorífico de pescado no município de Fonte Boa, para processamento da carne e retirada das peles (esfola). Em seguida a carne, juntamente com as peles, foram trazidas para o município de Manacapuru, próximo a cidade de Manaus. Foram obtidos desse abate 4,5 tonaledas de carne, que foram comercializadas na cidade de Manaus ao preço de R$10,00/kg. Parte dessa carne passou por um processo de salga úmida, processo semelhante ao do charque da carne de boi, e que foi comercializada nos supermecados locais ao preço de 14,90/kg. As peles obtidas nesse abate foram comercializadas também na cidade de Manaus, pelo empresariado local, que pagou por cada pele R$180,00, cada pele tinha aproximadamente, 75cm de largura na altura da barriga. Em seguida as mesmas foram enviadas para quatro curtumes em São Paulo e Rio Grande do Sul para serem curtidas. Tivemos alguns problemas com a carne relacionados com o serviço de inspeçàode Inspeção Estadual (SIE), pois o Amazonas ainda não possui um entreposto especíco para o abate de jacarés. As dificuldades foram muitas, porém o retorno que a comunidade local teve em termos financeiros, foi compensador. Há necessidade de definição e regulamentação da atividade, obedecendo os critérios já discutidos para a realização dessa atividade em Unidades de Conservação. O manejo de jacarés no Amazonas é uma atividade economicamente viável e poderá contribuir para a conservação dos crocodilianos e promover o desenvolvimento local no contexto da sustentabilidade

     

  • PARTICIPAÇÃO DE MORADORES LOCAIS NO MONITORAMENTO DA POPULAÇÃO DE ARIRANHAS (PTERONURA BRASILIENSIS) DO ENTORNO DO LAGO AMANÃ, RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, AMAZONAS, BRASIL

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Danielle Lima, Miriam Marmontel, Jorge Calvimontes, Daniel Brito

     

    PARTICIPAÇÃO DE MORADORES LOCAIS NO MONITORAMENTO DA POPULAÇÃO DE ARIRANHAS (PTERONURA BRASILIENSIS) DO ENTORNO DO LAGO AMANÃ, RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, AMAZONAS, BRASIL

    Resumo:

    Estudos direcionados à ariranha (Pteronura brasiliensis) foram iniciados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã (RDS Amanã) em 2002, motivados por relatos de moradores locais sobre avistagens de indivíduos da espécie. No passado, as ariranhas foram intensamente caçadas na região e de acordo com os moradores mais antigos do lago Amanã este foi o principal fator para seu desaparecimento por aproximadamente 30 anos. A partir de 2000, relatos de avistagens de pequenos grupos tornaram-se freqüentes gerando certo descontentamento entre alguns moradores. Determinados moradores que já conheciam a espécie acreditavam que sua presença provocaria uma diminuição no estoque pesqueiro e danos às redes de pesca, e alguns moradores consideravam-na agressiva. A partir de 2004 iniciou-se um monitoramento sistematizado do uso do hábitat por ariranhas nos igarapés do entorno do lago Amanã, bem como a identificação de interferências antrópicas à espécie. Partiu-se do pressuposto que o envolvimento dos moradores em atividades relacionadas à pesquisa seria uma forma de desmistificar a espécie e proporcionar uma aproximação entre a pesquisa e a população local. A cada expedição, um morador residente próximo ao curso d’água a ser monitorado era convidado a participar. Nos últimos quatro anos, 16 moradores atuaram como assistentes comunitários em 68 saídas de campo realizadas no entorno do lago Amanã. Estas pessoas foram capacitadas a identificar indícios, reconhecer grupos de ariranhas e a coletar dados, quando necessário. O envolvimento dos moradores na pesquisa contribuiu para que estes atuassem como co-investigadores, obtendo informações sobre aspectos biológicos da espécie, interações antrópicas e informações mais sensíveis, como eventos de caça. Os resultados parciais do estudo foram repassados aos moradores locais durante eventos específicos organizados pela equipe de pesquisa e reuniões organizadas por lideranças comunitárias. Nestas ocasiões os assistentes comunitários são motivados a transmitir os conhecimentos adquiridos durante as expedições, o que têm favorecido a desmistificação da espécie. Alguns moradores já consideram a ariranha como um potencial atrativo para futuras atividades de ecoturismo, o que é um indicativo de uma inversão de conceitos. Acredita-se que o avanço no conhecimento sobre a espécie no sistema Amanã é decorrente, em grande parte, do envolvimento dos moradores. Os resultados obtidos ao longo destes anos mostram que a inserção da população local é muito importante em áreas de ocorrência de ariranhas, atuando como uma importante ferramenta para a conservação da espécie.

     

  • PARTICIPACIÓN COMUNITARIA EN EL MANEJO DE RECURSOS NATURALES DE LA RESERVA COMUNAL PURÚS, UCAYALI, PERÚ

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Manuel Pereyra Moreyra, Rafael Pino Solano

     

    PARTICIPACIÓN COMUNITARIA EN EL MANEJO DE RECURSOS NATURALES DE LA RESERVA COMUNAL PURÚS, UCAYALI, PERÚ

    Resumen:

    La Reserva Comunal Purús (RCP) es una de las áreas con mayor biodiversidad biológica y cultural en la amazonía peruana. Con un área de más de 202 mil hectáreas, se ubica en la provincia de Purús que constituye la zona de amortiguamiento del Parque Nacional Alto Purús, junto a las 47 comunidades indígenas forman un sistema integrado de áreas naturales protegidas del Perú. Los pueblos indígenas como los cashinahuas, sharanahuas, yines, chaninahuas y amahuacas están dedicados a la agricultura, caza, pesca, recolección y artesanía como actividades principales de subsistencia. En este contexto ECOPURUS es una organización indígena local reconocida por el Estado Peruano y actualmente tiene vigente un contrato de administración para la cogestión con la jefatura de la RCP. Una de sus funciones principales es administrar esta área protegida para mejorar la calidad de vida de las comunidades asegurando la conservación de sus recursos naturales. Dentro del Programa de Conservación de Recursos de la RCP esta sustentado que es el Ejecutor quien debe convocar a las comunidades locales para diseñar y aplicar de manera participativa las pautas y normas que regulen el aprovechamiento de fauna dentro del Area Natural Protegida y su Zona de Amortiguamiento con aplicación de planes de manejo aprobados por la jefatura de la RCP. La idea es disminuir la cosecha descontrolada dentro de la reserva verificándose el éxito del principio “fuente sumidero” que permita el adecuado aprovechamiento de manera sostenible de la fauna y flora. De esta forma se ha logrado la veda (prohibición) de la extracción de madera “caoba” Swietenia macrophylla y “cedro” Cedrela odorata favoreciendo la lucha contra la tala ilegal. También se viene desarrollando el manejo reproductivo de tortugas acuáticas cosechando huevos de “taricaya” Podocnemis unifilis y “charapa” Podocnemis expansa para su repoblamiento con la participación de ocho (08) comunidades indígenas. El presente trabajo enfatiza la estrategia, lineamientos de acción y seguimiento del programa, así como el análisis de dificultades frente a los temas de prevención, capacitación, difusión, uso y comercio de recursos naturales.

     

  • DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS CAPTURAS DE ARUANÃ (OSTEOGLOSSUM BICIRRHOSUM, VANDELLI 1829) NO LAGO GRANDE EM MANACAPURU AMAZONAS, BRASIL

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Raniere Costa Sousa Garcez, Carlos Edwar de Carvalho Freitas

     

    DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS CAPTURAS DE ARUANÃ (OSTEOGLOSSUM BICIRRHOSUM, VANDELLI 1829) NO LAGO GRANDE EM MANACAPURU AMAZONAS, BRASIL

     

    Resumo:

    O peixe é uma das mais importantes fontes de proteína animal para as populações da Amazônia. Onde se destaca o aruanã branco (Osteoglossum bicirrhosum), que alcança 1 m de comprimento e três quilos de peso. Possui uma carne de alta qualidade, com baixo porcentagem de gordura (2,6%) e elevada concentração de proteína (20,2%). Habita lagos da planície inundável da Amazônia (Brasil, Peru e Guianas). Têm grande importância para a pesca de subsistência, comercial e ornamental, uma vez que seus alevinos são apreciados no mercado internacional. Apesar do valor comercial apresentado pelo aruanã, poucos estudos foram feitos sobre sua dinâmica populacional, incluindo a distribuição espacial dentro de lagos de várzea. A área de estudo é formada por um sistema de lagos (Lago Grande) que se conectam na época da cheia do rio Solimões. A presente pesquisa estudou a distribuição espacial de captura do aruanã dentro do Lago de Manacapuru, a partir de informações de desembarque de pesca do na cidade de Manacapuru. As coletas foram realizadas diariamente de fevereiro/2007 a janeiro/2008, no porto de desembarque pesqueiro em Manacapuru. Foram observados 337 desembarques dessa espécie, sendo 162 durante a cheia e 175 na seca. Nessas pescarias os apetrechos mais utilizados foram malhadeira (89%) e zagaia (11%). Os resultados mostraram números diferentes de desembarques para os períodos de cheia e seca, marcando a distribuição desses valores em duas regiões distintas: Região A (a nordeste) e Região B (a oeste e sudeste) no Lago. A primeira apresentou valores de desembarques menores que àqueles da região B, com 33 observações na cheia e 36 na seca. Isso pode estar relacionado à pressão das pescarias realizadas por três comunidades ali existentes que somada a pesca da frota comercial da cidade de Manacapuru, contribuem para o declínio desse recurso. A segunda região apresentou maiores valores de desembarque com 129 na cheia e 139 na seca. Provavelmente devido a três fatores: i) o uso do recurso regido por acordos de pesca pelas comunidades localizadas na área; ii) distância da cidade para este local dificultando o acesso e aumentando os custos nas pescarias e iii) por esta área pertencer a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piranha, contribuindo para uma maior abundância do estoque nesse local e consequentemente aumentando sua captura. Essa pesquisa se restringiu a identificar possíveis locais da pesca do aruanã no Lago Grande, visando subsidiar propostas para políticas de manejo pesqueiro a nível local.

     

  • APROVECHAMIENTO DE LA FAUNA SILVESTRE EN COMUNIDADES INDÍGENAS DE LA CUENCA ALTA DEL RÍO PURÚS, UCAYALI, PERÚ

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Sidney Novoa Sheppard, Jorge Herrera Jorge, Jose Luis Mena Jose Luis, CN Bufeo, CN Gasta Bala, CN Laureano

     

    APROVECHAMIENTO DE LA FAUNA SILVESTRE EN COMUNIDADES INDÍGENAS DE LA CUENCA ALTA DEL RÍO PURÚS, UCAYALI, PERÚ

     

    Resumen:

    La vida silvestre y en particular la fauna de caza desempeñan un papel importante en la subsistencia alimentaria y cultural (útiles como herramientas, adornos y materias primas) de los pueblos indígenas de la cuenca del Amazonas. Desde julio del 2006 se viene trabajado en conjunto con los cazadores locales un estudio sobre el aprovechamiento de fauna en las comunidades indígenas de Laureano (Amahuaca), Gasta Bala (Sharanahua) y Bufeo (Juni kuin), todas ubicadas en la cuenca alta del río Purús al sureste de la amazonia peruana. Los resultados muestran que las comunidades hacen uso de 22 especies de mamíferos (ungulados, primates y roedores grandes), 30 aves (crácidas y perdices) y 2 reptiles. La mayor diversidad de presas se registró en Bufeo (47), seguida de Gasta Bala (33) y Laureano (31). La biomasa promedio mensual se correlacionó positivamente con el número de pobladores (p = 0.9314) y se obtuvieron los mayores niveles durante los meses de Agosto a Diciembre. Se encontraron diferencias significativas entre el tamaño de las presas capturadas (p = 0.009) con una preferencia por las presas superiores a los 20 kg en Gasta Bala y Bufeo y presas medianas (20-3 kg) en Laureano. Igualmente se encontraron diferencias significativas en la diversidad de presas cazadas (p=0.0014) mas no entre la biomasa promedio mensual obtenida por los mismos (p=0.4779). Estos resultados indicarían que existen diferencias entre el tamaño, la diversidad y número de presas cazadas en las tres comunidades, con una tendencia al reemplazo de presas mayores por un mayor número de otras menores en las poblaciones más cercanas a la ciudad capital. Esto se debe probablemente a factores geográficos y sociales podrían influir en los resultados siendo uno de ellos el acceso a otras fuentes de alimentación (presencia de lagos cerca de Laureano y Gasta Bala) y la cercanía a la ciudad de Puerto Esperanza (capital de la provincia) que afectarían la abundancia y disponibilidad de presas mayores de caza. El presente estudio permitirá generar la base científica y social para elaborar un plan de manejo integral de los recursos de fauna a nivel de cada comunidad

     

  • ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO NA PESQUISA SOBRE O PEIXE-BOI AMAZÔNICO (TRICHECHUS INUNGUIS) NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, BRASIL

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Jorge Calvimontes, Miriam Marmontel, Michelle G. Guterres

     

    ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO NA PESQUISA SOBRE O PEIXE-BOI AMAZÔNICO (TRICHECHUS INUNGUIS) NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, BRASIL

    Resumo:

    Ao longo dos 15 anos em que o Projeto Peixe-boi Amazônico do Instituto Mamirauá atua na região do Médio Solimões, e mais especificamente nas RDS Mamirauá e Amanã, a participação comunitária tem sido chave na produção de informação científica. O peixeboi amazônico (Trichechus inunguis) é uma espécie muito difícil de estudar em ambientes naturais devido ao seu comportamento críptico e ao ambiente que habita, formado por corpos de água de escassa visibilidade e com densa vegetação flutuante. Entretanto, os moradores amazônicos possuem um conhecimento sobre a espécie e seu habitat, muitas vezes ligado ao uso que durante séculos fizeram dela, que associado com o conhecimento científico pode gerar informações de muito valor para adotar medidas de conservação apropriadas a cada realidade. Inicialmente, os moradores das reservas aportaram informação básica sobre a espécie e sobre locais específicos onde ela ocorria e se deslocava, dados que serviram de base para as capturas científicas e marcação de animais nos estudos de telemetria desenvolvidos pelo projeto desde 1994. Os resultados obtidos aportaram informação inédita sobre os deslocamentos sazonais da espécie e confirmaram três rotas migratórias usadas pelo peixe-boi na região. Adicionalmente, através de informantes comunitários, se realiza o monitoramento da caça da espécie com o intuito de ter uma visão geral de seu uso e das áreas com maior pressão de caça. A caracterização desta atividade e dos caçadores tem sido possível com a participação de mais de 50 moradores das reservas que, agindo como informantes-chave, tem compartilhado seu conhecimento e parte de sua história. A partir destes mesmos comunitários tem-se compilado o conhecimento tradicional e registrado os tipos de relacionamento existentes entre a espécie e a população local. Estudos de dieta baseados nos conhecimentos locais servirão de referência para pesquisas realizadas em outras áreas de ocorrência da espécie. O envolvimento comunitário na pesquisa propiciou o aumento progressivo da confiança que os moradores depositam nos pesquisadores, levando-os a compartilhar informações e disponibilizar material biológico de relevância científica. Por outro lado, comunitários tem sido capacitados em técnicas de pesquisa de campo e participam dos estudos como co-investigadores; desta forma, auxiliam na geração de informação e disseminam resultados nas comunidades de origem. Em conclusão, a informação produzida através do intercâmbio de conhecimentos baseado no respeito pelos costumes locais tem servido para incrementar o conhecimento científico da espécie e para propor medidas concretas de conservação, mas também para revalorizar o conhecimento e a participação locais.

     

  • CENTRO DE REABILITAÇÃO DE BASE COMUNITÁRIA COMO OPÇÃO PARA MANEJO DE FILHOTES DE PEIXE-BOI AMAZÔNICO (TRICHECHUS INUNGUIS) NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ – RDSA, AMAZONAS, BRASIL

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Miriam Marmontel, Michelle Gil Guterres, Danielle dos Santos Lima, Jorge Calvimontes

     

    CENTRO DE REABILITAÇÃO DE BASE COMUNITÁRIA COMO OPÇÃO PARA MANEJO DE FILHOTES DE PEIXE-BOI AMAZÔNICO (TRICHECHUS INUNGUIS) NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ – RDSA, AMAZONAS, BRASIL

     

    Resumo:

    A cada ano, um considerável número de filhotes de peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) é resgatado após episódios de caça intencional ou emalhe acidental em redes de pesca ao longo da bacia amazônica. Alguns dos filhotes vítimas desses eventos na Amazônia brasileira são resgatados e enviados para centros de reabilitação especializados, nas proximidades de Manaus, capital do estado do Amazonas. Estes centros, entretanto, encontram-se próximos de atingir sua capacidade máxima e localizam-se a mais de 700 km das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã (RDSM e RDSA, respectivamente), gerenciadas pelo IDSM. Buscando uma solução mais prática e expedita para estas situações, o GPMAA propôs a implantação de um Centro de Resgate, Reabilitação e Soltura de base comunitária, de forma que os animais resgatados nas RDS retornem ao seu ambiente natural no mais curto prazo possível. A proposta prevê a participação das comunidades locais, a partir de um amplo trabalho de educação ambiental, conscientização e envolvimento dos moradores das reservas. A manutenção dos filhotes em seu habitat natural, em situação de campo, significa redução dos custos de transporte até centros urbanos, assim como os custos operacionais de manutenção. Pela maior proximidade ao local de captura, a devolução dos animais ao ambiente natural deverá ser facilitada. Além disso, a manutenção de filhotes saudáveis em ambiente natural permitirá aumentar o conhecimento acerca da espécie e aprimorar seu manejo, auxiliando o tratamento futuro de novos filhotes. O monitoramento dos animais liberados, através de rádio-telemetria, permitirá obter informações sobre sua readaptação e interação com as populações de peixes-boi presentes na área. Contatos foram feitos com o IBAMA, o órgão licenciador da área ambiental, e o IDSM foi credenciado como criadouro conservacionista, permitindo a implantação do Centro. O expe

    rimento encontra-se em andamento, tendo sido iniciado com o resgate de um filhote de peixe-boi em julho de 2007, e atualmente em processo de desmame e readaptação ao ambiente natural. Contatos com diferentes instituições e profissionais possibilitaram uma troca de informações e experiências fundamental para o fortalecimento dos esforços do GPMAA para conservação da espécie. A implementação de Centros de Reabilitação com manejo de base comunitária poderá constituir-se em opção viável para resgate e reabilitação de filhotes de peixe-boi órfãos na região amazônica. Este projeto foi patrocinado pela Petrobras através do programa Petrobras Ambiental, e apoiado pelo Amazon Conservation Leadership Initiative-Moore Foundation e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia MCT.

     

  • PHRYNOPS GEOFFROANUS TERCERA ESPECIE EN EL MANEJO REPRODUCTIVO DE QUELONIOS ACUÁTICOS EN LA AMAZONÍA PERUANA

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Rafael Pino Solano, Edwin Alves Hernandez, Arsenio Calle Cordova, Jose Grocio Gil Navarro

     

    PHRYNOPS GEOFFROANUS TERCERA ESPECIE EN EL MANEJO REPRODUCTIVO DE QUELONIOS ACUÁTICOS EN LA AMAZONÍA PERUANA

    Resumen:

    Durante décadas pasadas las especies Podocnemis expanda y Podocnemis unifilis fueron aprovechadas por los pueblos amazónicos llegando a diezmar sus poblaciones en gran medida debido a su creciente consumo por parte de poblaciones locales y su poca aplicación de técnicas de repoblamiento. Phrynops geoffroanus teparo es la tercera especie que sufre los mismos problemas y que al parecer tiene el mismo destino. En los ríos Sepahua e Inuya de la región Ucayali se consume esta última especie tanto su carne como huevos por parte de poblaciones locales. El Parque Nacional Alto Purús como parte del Programa de Conservación de Recursos y Programa de Uso Publico inició un plan de manejo involucrando tanto personal de guardaparques como instituciones públicas locales como es el caso de instituciones educativas de niveles inicial, primaria y secundaria. En mayo del 2007 se recolectó en el río Sepahua 28 nidos de teparo (400 huevos) que fueron sembrados en una playa artificial 26 nidos (363 huevos) ubicada en la capital del Distrito de Sepahua; produciendo 261 (72%) crías vivas, 37 (10%) crías muertas y 65 (18%) huevos no embrionados. Asimismo, en junio del 2007 se recolectó en el río Inuya 10 nidos de teparo (148 huevos) que fueron sembrados en una playa artificial 10 nidos (147 huevos) ubicada en la capital de la Provincia de Atalaya; produciendo 140 (95%) crías vivas, 01 (1%) cría muerta y 06 (4%) huevos no embrionados. Fueron participes niños y jóvenes estudiantes en talleres de educación ambiental para todo el proceso hasta la liberación final de las crías vivas. De esta forma se demuestra el manejo reproductivo del teparo y su importancia como un componente para la sensibilización de la población local en el manejo sostenible de fauna silvestre.

     

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  • PROGRAMA DE MANEJO DE FAUNA EN EL TERRITORIO AWÁ DEL ECUADOR

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Daniel Pais Nastacua, Hugo Paredes, Carlos Nastacuaz

     

    PROGRAMA DE MANEJO DE FAUNA EN EL TERRITORIO AWÁ DEL ECUADOR

    Resumen:

    La nacionalidad Awá del Ecuador es un pueblo indígena que vive en las montañas y los bosques de las provincias de Carchi, Esmeraldas e Imbabura.. Tienen su propio idioma, el awapit, y una cosmovisión original. Viven como cazadores y recolectores de plantas en su territorio que forma parte del mayor remanente de bosques que no han sido deforestados en la región Noreste del Ecuador. Esta compuesto por 23 centros comunitarios que cobren 115,000ha con unos 3,450 habitantes. La cacería y pesca son partes importante de la cultura Awá porque la carne de monte es su fuente principal de proteínas. La cacería de subsistencia, sin embargo, se ha intensificado en años recientes debido al crecimiento demográfico, a la facilidad de acceso a áreas antes aisladas, a la modernización de la tecnología utilizada en las actividades de cacería y a la escasez de fuentes alternativas de proteínas. Estos fenómenos socioeconómicos han causado que la cacería supere los límites biológicos del territorio; poniendo en peligro la supervivencia, a largo plazo, de las especies de fauna silvestre. Por estas razones, se ha elaborado un programa de manejo comunitario de animales silvestres. Los dos objetivos principales de este programa son de proteger la fauna silvestre y de satisfacer las necesidades de subsistencia de los pobladores locales. Una serie de métodos y estrategias han sido elaborados e implementados para lograr estos objetivos. Los principales son la prohibición de cacería a todas las personas que no pertenecen a la comunidad Awá; respetar las épocas de reproducción y el edad de las especies; la creación de criaderos para generar fuentes alternativas de proteínas, monitorear y registrar la fauna silvestre del territorio; y la prohibición de la comercialización del producto de la cacería.La nacionalidad Awá del Ecuador siempre ha vivido en armonía perfecta con la naturaleza. Su territorio se ha convertido en un área de conservación y refugio único para los animales silvestre. Ya se ha registrado más de 176 especies diferentes de fauna silvestre en el territorio Awá desde la implementación del plan de monitoreo. La cacería es una práctica ancestral de gran importancia biológica y cultural para los Awá y el plan de manejo comunitario de animales silvestre es vital para tomar medidas frente a las amenazas hacia el hábitat de caza en el territorio. Con la cooperación de todos los centros comunitarios, aseguraron un manejo sostenible de la cacería en el territorio.

     

  • MONITORAMENTO POPULACIONAL DE ARIRANHAS (PTERONURA BRASILIENSIS) NOS IGARAPÉS DO ENTORNO DO LAGO AMANÃ, RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, AMAZONAS, BRASIL

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Danielle Lima, Miriam Marmontel, Daniel Brito

     

    MONITORAMENTO POPULACIONAL DE ARIRANHAS (PTERONURA BRASILIENSIS) NOS IGARAPÉS DO ENTORNO DO LAGO AMANÃ, RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, AMAZONAS, BRASIL

    Resumo:

    A população de ariranhas (Pteronura brasiliensis) residente nos igarapés do entorno do lago Amanã tem sido monitorada sistematicamente há aproximadamente quatro anos. Este monitoramento foi iniciado a partir de informações de moradores locais e pesquisadores sobre o reaparecimento de ariranhas nos cursos d’água e tem por objetivo o acompanhamento da reocupação, o registro do padrão de utilização do habitat pela espécie e a identificação de possíveis interferências antrópicas que possam inviabilizar o estabelecimento desta população. Para atingir tais metas são realizadas expedições de campo mensais na região, o que permite a manutenção do contato com moradores locais, que também contribuem efetivamente na pesquisa. Entre outubro de 2004 e abril de 2006 foram realizadas 72 saídas de campo nos 13 igarapés que circundam o lago Amanã, sendo investidas 3240 horas de esforço amostral. Durante o primeiro ano foram monitorados exclusivamente os cursos d’água da cabeceira do lago (igarapés Baré, Juacaca e Urumutum), pois a presença da espécie restringia-se apenas a estas áreas. Nos 93 km percorridos nestes igarapés foram identificadas 20 ariranhas distribuídas em quatro grupos distintos e dois animais solitários. A partir de 2006 moradores locais relataram encontros com pequenos grupos de ariranhas em outros igarapés, o que incentivou a ampliação da área de estudo para os demais cursos d’água. Em 2007 foi realizado um novo inventário no entorno do lago e observou-se um total de oito grupos de ariranhas (n = 44) em 273 km de curso d’água percorridos. Ao longo destes anos dois grupos foram monitorados constantemente, registrando-se o nascimento anual de filhotes durante o período de baixa pluviosidade na região, apesar de ter sido observado um filhote recém-nascido na época de enchente. Atualmente o número mínimo de ariranhas quantificado na região é de 66 indivíduos (10 grupos) distribuídos em cinco cursos d’água (Baré, Juá grande, Juacaca, Juazinho e Urumutum). Este número pode ser superior, pois, moradores locais reportam que há grupos de ariranhas habitando outros três igarapés (Açu, Cacau e Ubim), mas estas informações ainda necessitam de confirmação. Com apenas quatro anos de monitoramento já é possível afirmar que ocorreu um considerável incremento na população de ariranhas residente no sistema Amanã, uma vez que no inventário realizado em 2003 apenas um indivíduo foi observado. Em contrapartida, as ameaças têm sido cada vez mais freqüentes, o que requer a implementação de medidas de conservação antes que ações antrópicas venham interferir o processo de reocupação dos cursos d’água pela espécie.

     

  • MANEJO COMUNITÁRIO DE QUELÔNIOS POR UMA COMUNIDADE RIBEIRINHA APOIADA PELO PROVÁRZEA/IBAMA

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Marcelo Derzi Vidal, Mario Thomé Souza

     

    MANEJO COMUNITÁRIO DE QUELÔNIOS POR UMA COMUNIDADE RIBEIRINHA APOIADA PELO PROVÁRZEA/IBAMA

    Resumo:

    Visando atenuar o processo de degradação ambiental e os conflitos sociais nas áreas de várzea, considerada uma das regiões mais vulneráveis da Amazônia, o Projeto Manejo dos Recursos Naturais da Várzea -ProVárzea/Ibama surgiu para fomentar a conservação e o desenvolvimento sustentável destas áreas, incentivando a participação das populações tradicionais que nela habitam. Uma das ações para o alcance de seu objetivo é o apoio a projetos que desenvolvam sistemas inovadores de manejo dos recursos naturais que sejam sustentáveis dos pontos de vista social, econômico e ambiental, e que possam ser replicáveis no restante da várzea do rio Solimões/Amazonas. No período de Junho 2003 a Julho 2006, o ProVárzea/Ibama apoiou a Associação dos Mines e Pequenos Pescadores e Agricultores de Aracampina- Ampa na implementação de um sistema de monitoramento de praias utilizadas para reprodução de quelônios. O projeto foi desenvolvido na comunidade Aracampina, localizada a margem direita do rio Amazonas e pertencente à região do Ituqui no município de Santarém-PA. O projeto beneficiou 63 famílias representadas por 317 comunitários. Ao longo do projeto foram identificadas 1.024 covas de quelônios, sendo 714 de pitiú (Podocnemis sextuberculata), 144 de tartaruga (P. expansa) e 56 de tracajá (P. unifilis). Para identificação das covas utilizaram-se piquetes para facilitar a localização dos ninhos. As informações sobre as desovas eram todas registradas em planilhas, nas quais se coletava a data e a espécie que praticou a desova. As informações coletadas serviam de referencia para calcular a possível data de nascimento dos filhotes. O número de desovas apresentou uma pequena redução no período de 2004 para 2005. A redução nas desovas pode ser conseqüência do fenômeno das terras caídas, que vem ocasionando a redução das praias utilizadas para desova. As espécies Pitiú e Tartaruga foram as mais afetadas por terem preferência pelas praias de areia para realizar suas desovas. O transplante de covas das praias mais afastadas para berçários artificiais também foi realizado. Ao todo foram transplantadas 133 covas, com uma média de 75% de eclosão dos ovos transplantados. As informações sobre abundância, riqueza e sobrevivência de quelônios geradas pelo projeto são muito importantes e podem ser comparadas com trabalhos similares em outras áreas da Amazônia. No entanto, para dar mais relevância a futuros projetos, é recomendável ainda a obtenção de informações sobre consumo familiar e comercialização informal das espécies trabalhadas.

     

  • A CAÇA DE SUBSISTÊNCIA E O USO DA VIDA SILVESTRE PELOS ÍNDIOS BANIWA NO ALTO RIO NEGRO, AMAZONAS

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Eliseu Baniwa, Whaldener Endo, Glenn Shepard Jr., George Henrique Rebelo

     

    A CAÇA DE SUBSISTÊNCIA E O USO DA VIDA SILVESTRE PELOS ÍNDIOS BANIWA NO ALTO RIO NEGRO, AMAZONAS

     

    Resumo:

    Apresentamos nesse estudo o uso da vida silvestre e a caça de subsistência praticada pelos índios Baniwa, do Alto Rio Negro, na região Amazônica. Assim como outros estudos realizados em diferentes locais nas florestas neotropicais, os índios Baniwa usam uma ampla gama de espécies para consumo proteico e por motivos culturais. Diferentes tecnologias de caça são empregadas por esses grupos, resultando em diferentes composições de caça. Apesar do curto tempo empregado para avaliar a composição da caça e a taxa de consumo de caça, os dados obtidos indicam uma baixa quantidade de presas abatidas pelos Baniwa, comparado com outros grupos indigenas, sugerindo uma baixa preferência da atividade da caça como forma de suprir as necessidades proteicas diárias em comparação com a atividade da pesca, provável reflexo da baixa abundância das espécies caçadas na região, sem, no entanto, indicar uma pauperização extrema de recursos alimentares, como mostra o desprezo pelas espécies de menor tamanho e a existência de espécies tabú.

     

  • LA VACA MARINA TRICHECHUS MANATUS MANATUS EN EL DEPARTAMENTO DE CÓRDOBA: PERCEPCIONES, USOS Y TRADICIONES DE LOS PESCADORES DEL BAJO SINÚ, COSTA ATLÁNTICA COLOMBIANA

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Diana Marcela Rojas, Dalila Caicedo-Herrera, Claudia Sofia Polo, David Ossa-Restrepo, Angela Rojas

     

    LA VACA MARINA TRICHECHUS MANATUS MANATUS EN EL DEPARTAMENTO DE CÓRDOBA: PERCEPCIONES, USOS Y TRADICIONES DE LOS PESCADORES DEL BAJO SINÚ, COSTA ATLÁNTICA COLOMBIANA

    Resumen:

    En la cuenca baja del río Sinú (Córdoba – Colombia) habita la vaca marina (Trichechus manatus manatus) considerada actualmente como el mamífero acuático mas amenazado del Caribe. Actualmente es muy importante el desarrollo de trabajos que incluyan la participación activa de las comunidades en acciones de conservación: Es bueno cuidarlo porque ya por aquí poco se ve. Tiene mas de 10 años que por aquí no se mata un manatí. Con el fin de tener una visión histórica y actual de la especie en la cuenca del rio Sinú, durante los meses de febrero a junio de 2004 se realizaron 65 entrevistas semiestructuradas a pescadores y antiguos cazadores catalogados, como: buenos conocedores de la especie y de todos sus paraderos; estas personas suministraron datos importantes sobre el habitat, las plantas que consumen y sobre los usos y tradiciones compartidas entre las diferentes generaciones a través del tiempo: Ya los cuidamos. La mayoría ya no conoce eso. Anteriormente abundaba mucho y se los comían. De las amenazas mencionadas, 22 personas reportaron la caza con arpón como la mayor causa de su disminución, 17 hicieron alusión a la desecación del hábitat y la caída accidental en mallas, 6 comentaron acerca del uso de trasmallos en áreas donde habita, y 4 hablaron acerca de los problemas que la hidroeléctrica URRA podría causar sobre la distribución de la especie en los humedales del Bajo Sinú. Los resultados sugieren que la cacería no es un factor que diezme actualmente las poblaciones de la vaca marina en la región: Antes había más. Antes uno no pensaba nada y destruía todo. Ya hoy en día no hay cazadores de manatí. El deterioro de las áreas donde habita por desecación de complejos cenagosos, la contaminación, la construcción de nuevas infraestructuras, constituyen las principales amenazas para su supervivencia Es importante resaltar un incremento de conciencia proteccionista hacia esta y otras espécies: Ahora si lo cuidan, facilitando asi, el desarrollo de los trabajos de conservación que se desarrollan actualmente en el área.

     

  • ÁREAS DE CAÇA NA RDS PIAGAÇU-PURUS E NA TI LAGO AYAPUÁ, ESTADO DO AMAZONAS, BRASIL

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Adriana Kulaif Terra, Ronis Da Silveira

     

    ÁREAS DE CAÇA NA RDS PIAGAÇU-PURUS E NA TI LAGO AYAPUÁ, ESTADO DO AMAZONAS, BRASIL

     

    Resumo:

    As áreas, ou territórios, de caça são comuns na cultura nativa da Amazônia. Neste estudo, as áreas de caça de 30 caboclos de sete comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus (RDS-PP) e 12 Mura de cinco comunidades da Terra Indígena Lago Ayapuá (TI-LA), localizadas no baixo rio Purus, no Estado do Amazonas, foram mapeadas entre fevereiro e junho de 2006. Na coleta de dados foram utilizadas imagens de satélite de 1:50.000, com a localização das comunidades e dos principais corpos de água da região, sobre as quais cada caçador indicou os locais onde regularmente caça. O tamanho da área de caça de cada entrevistado foi calculado pelo método do mínimo polígono com auxílio do programa ArcView 3.2a, com extensões do tipo Image Analyst e Spatial Analyst. O tamanho da área de caça variou de 16,2 a 582,2 km2 na RDS-PP (média = 249,3 ± 247) e de 4,0 a 312,6 km2 na TI-LA (média = 107,2 ± 145). O tamanho da área de caça das comunidades apresentou relação significativa com o número de habitantes (r2 = 0,795, P < 0,001), sendo que as comunidades maiores caçaram em áreas mais extensas. A densidade populacional humana da comunidade em relação à sua área de caça variou de 0,2 a 1,7 hab/km2 na RDS-PP (média = 0,7 ± 0,5) e de 0,1 a 8,4 hab/km2 na TI-LA (média = 4 ± 4), sendo que em sete comunidade essa densidade foi inferior a 1 hab/km2. As comunidades indígenas estudadas não apresentaram sobreposição de suas áreas de caça. Quatro comunidades caboclas apresentaram sobreposição, potencialmente favorecendo conflitos entre seus habitantes. O mapeamento das áreas de caça das comunidades da RDS-PP e da TI-LA visa contribuir para a elaboração da proposta de zoneamento destas Unidades Fundiárias. [button color="#ffffff" background="#588a02" size="small" src="http://comfauna.org/7-conservacao-uso-e-manejo-de-fauna-por-comunidade-rio-branco-brasil-2008/"]Volver[/button]

     

  • EL USO DE LA FAUNA SILVESTRE DURANTE UN AÑO EN UN ASENTAMIENTO NUEVO EN LA TCO DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE, BENI – BOLIVIA

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Miguel Angel Cabao, Jaime Nogales, Fernando Justiniano, Augusto Martinez, Jaime Paz, Pablo Vargas, Wendy R. Townsend

     

    EL USO DE LA FAUNA SILVESTRE DURANTE UN AÑO EN UN ASENTAMIENTO NUEVO EN LA TCO DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE, BENI – BOLIVIA

    Resumen:

    Cuando la Tierra Comunitaria de Origen del Pueblo Indígena Baure fue titulado, 15 hombres y fueron los primeros en fundar la primera comunidad Baure dentro de la TCO, la cual es una parte pequeña, relativamente prístina, del territorio de uso ancestral. Antes de comenzar el nuevo asentamiento, ellos indagaron sobre la información básica que debían tomar en cuenta durante el seguimiento del uso de la fauna silvestre de su comunidad. Durante el primer año, se registraron la caza, la pesca y la recolecta de frutas y huevos de peta que hicieron los comunarios durante su trabajo de establecer sus chacos para la producción agrícola.

    En este periodo se cosecho 552 kg de peces; un total de 2378 individuos de los siguientes especies: 15 benton (Hoplias malabaricus) 292 curubina (Plagioscion squamosissimus) 1723 piraña (Serrasalmus spp.), 5 satis (no identificado) 290 tucunare (Cichla monoculus) y 53 yeyuses (Hopleyrithrinus unitaeniatus). Este produce una estimación de extracción de 0,08 kg/ personas/día. La recolecta de huevos de Podocnemis unifilis fue de 190 en agosto, 1446 en septiembre y 475 en octubre de 2006. La cacería de Mamíferos fue lo siguiente, 5 anta (Tapirus terrestres) ; 2 chancho tropero (Tayassu pecari); 4 taitetu (Pecari tajacu); 1 oso hormiguero (Tamandua tetradactyla) 3 guaso (Mazama americana); 8 jochi calucha (Dasyprocta sp.) ; 15 jochi pintado (Agouti paca); 1 leon (Puma concolor) ; 2 manechi (Alouatta sp); 1 martin (Cebus libidinosus); 3 tatu (Dasypus novemcinctus); 2 tejon (Nasua nasua); y 10 carachupa (Didelphys marsupiales). Las aves cazada en el mísmo periodo fueron: 26 mutun (Mitu tuberosa) ; 2 pato (Neochen cubata); 2 pato negro (Cairina moschata); 5 pava (Cracidae: no identificada); 14 pava campanilla (Pipile cumanensis),; 1 pava colorada (Penelope obscuro); 46 pava coto colorado (Penelope jacquacu); 4 pava guaracachi (Ortalis guttata); 8 pava pintada (Crax fasciolata); 11 perdiz (Crypturellus parvirostris); 1 torcaza Columba cayennensis; y 1 torcaza ala azul (Columba sp.). Además cazaron los siguientes reptiles: 1 Peta (Geochelone sp.) ; 1 Peta de Agua (Podocnemis unifilis) ; y 14 Caiman (Meluus niger).

     

  • CONHECIMENTO E PERCEPÇÃO DOS PESCADORES SOBRE O PEIXE-BOIAMAZÔNICO (Trichechus inunguis) E A ARIRANHA (Pteronura brasiliensis) NO ESTADO DE RORAIMA

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Diana Marcela Rojas, David Mauricio Ossa, Raimundo Jose Gomes, Jose Antônio Alves, Tacio Jose Raposo

     

    CONHECIMENTO E PERCEPÇÃO DOS PESCADORES SOBRE O PEIXE-BOIAMAZÔNICO (Trichechus inunguis) E A ARIRANHA (Pteronura brasiliensis) NO ESTADO DE RORAIMA

     

    Resumo:

    O Estado de Roraima, situado no extremo norte da Amazônia Brasileira, possui 22.410 km² de área, sendo 52.44% protegida em Unidade de Conservação ou Terra Indígena. Mesmo assim, desde o século XVIII apresenta atividades de pecuária, caça, pesca, áreas de garimpo e, recentemente, cultivos de arroz em parte da rede hidrográfica do estado hierarquizada pelo rio Branco. Estas atividades podem gerar impactos sobre o peixe-boiamazônico, considerado atualmente vulnerável em toda sua área de distribuição, e sobre a ariranha, catalogada como espécie ameaçada. Segundo relatos populares, estas espécies se encontram nos cursos dos principais rios desta rede hidrográfica e nos lagos da bacia do rio Branco. Com o objetivo de obter um diagnóstico preliminar, foram realizadas durante os meses de Fevereiro a Maio de 2008, oficinas com os pescadores organizados nas colônias Z-1 e Z-2 dos municípios de Boa Vista e Caracarai. As oficinas tiveram como ponto de partida a vivência dos pescadores com os rios, a ocorrência e a percepção cultural relacionada aos peixes-bois e as ariranhas. Fotos das espécies de plantas e peixes que fazem parte da dieta destes animais foram apresentadas, obtendose uma alta porcentagem de concordância entre os relatos, produto das oficinas, com os resultados obtidos em outros estudos. As informações obtidas durante estas oficinas, mostram que os pescadores têm um contato permanente com as ariranhas, sugerindo um bom equilíbrio das populações da espécie na região. Quanto ao peixe-boi, nem todos os pescadores o conhecem; somente os mais experientes souberam relatar sua presença em áreas restritas, resultando num mapa preliminar de ocorrência em duas áreas da bacia: a montante nos rios Parime, Uraricoera, Surumú e Tacutú, e a jusante nos rios Baruana, Iruá e Anauá, estes últimos com uma maior presença da espécie. A situação atual destas espécies na Amazônia brasileira e especialmente a falta de informações sobre sua ecologia e sua biologia no Estado de Roraima, demandam esforços de pesquisa que subsidiem informações para a consolidação de planos de manejo na bacia sendo primordial a inclusão dos pescadores neste tipo de processos.

     

  • EVALUACIÓN PARTICIPATIVA DE LA DIVERSIDAD DE MAMÍFEROS EN LA TCO BAURE, BENI – BOLIVIA

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Cleudy Vaca, Roxana Sánchez, Sebastian Chipeno, Santiago Ojopi, Rodolfo Imanareico, Fernando Justiniano, Hisvaldo Languidez, Rosario Arispe

     

    EVALUACIÓN PARTICIPATIVA DE LA DIVERSIDAD DE MAMÍFEROS EN LA TCO BAURE, BENI – BOLIVIA

    Resumen:

    Como parte de la elaboración participativo de un plan de gestión territorial Indígena, se llevó a cabo una evaluación de la biodiversidad en la Tierra Comunitaria de Origen del Pueblo Indígena Baures. Este inventario, llevado a cabo desde el 10 hasta el 30 de Septiembre del 2007, incluyó el estudio de los mamíferos de la parte más norteña del Bosque Seco Chiquitano. Los participantes en la evaluación de los mamíferos de la TCO Baures identificaron 39 especies de mamíferos: 13 que son utilizadas como alimento, entre ellas el anta (Tapirus terrestris), huaso (Mazama americana) y puerco de tropa (Tayassu pecari) son las preferidas. Además de buscó la presencia de mamíferos por censos por transecta, recorriendo un total de 59,5 km y registraron 24 especies de mamíferos. En total se obtuvieron 137 registros de mamíferos, de los cuales 91 fueron observaciones directas y 46 fueron a través de diferentes indicios. Por medio de las 106 parcelas de huellas instaladas en las tres sendas de recorrido fijo, se anotaron 209 registros de 15 especies de mamíferos. Con observaciones fuera del transecta (búsqueda en playas, registros fuera de muestreo y ocasionales), se registraron 24 diferentes especies de mamíferos, en un total de 76 encuentros, 51 de ellos por observación directa y 25 a través de los indicios.

     

    En un aproximado de 8 horas red se realizaron 14 capturas de murciélagos, la mayor parte de ellas pertenecían a los murciélagos pescadores que fueron atrapados en su refugio, un árbol de bibosi (Ficus sp.) a aproximadamente 1 km de la comunidad. Con el equipo AnaBat se han registrado aproximadamente 800 grabaciones de murciélagos que están en proceso de identificación. Con 11 trampas cámaras se lograron obtener un total de 81 fotografías pertenecientes a 10 especies de mamíferos; los sitios con mayor número de registros fueron los salitrales. En uno hubo 36 eventos y jochi calucha (Dasyprocta sp.) y masi (Sciurus spadiceus), mientras que el otro fue frecuentado por cuatro diferentes individuos de huasos (Mazama americana). Se registraron dos individuos de gato montés (Leopardus pardalis) uno de ellos en dos estaciones distanciadas a 3,2 km en línea recta.

     

  • INVENTARIO DE LOS PECES DE LA TCO DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE, BENI, BOLIVIA

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Francisco Yorimo, Hermógenes Ortiz, José Luís Paz, Lesman Ortíz, Dilma Jiménez, Erika Bejerano

     

    INVENTARIO DE LOS PECES DE LA TCO DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE, BENI, BOLIVIA

    Resumen:

    La Tierra Comunitaria de Origen del Pueblo Baures, tiene muchos ambientes acuáticos que fueron muestreadas durante la evaluación participativa de la biodiversidad. Se usaron redes agalleras, red de mano o ‘saca petas’, redes de arrastre o ‘chinchorro’ y anzuelo y lineadas. Los especimenes no reconocidos en el campo fueron transportados al Museo de Historia Natural Noel Kempff Mercado para su posterior identificación. Dentro del 10 al 30 de Septiembre 2007, se estudió los peces en 22 puntos de muestreo en el lago Porfía y en los arroyos de los alrededores de la comunidad El Cairo II, en la TCO y se logro registrar un total de 817 individuos pertenecientes a 33 especies y 12 familias, La familia mejor representada en la TCO Baures fue Characidae con el 46%, seguida de Cichlidae con el 45% y Lebiasinidae con el 8%.

     

    En el lago Porfía se registraron un total 19 especies con 448 individuos capturados, siendo la piraña amarilla (Serrasalmus spilopleura) la más abundante (28 %) seguida de Moenkhausia dichroura (24%) y la piraña morada Serrasalmus sp. (17%). En los arroyos muestreados del área de estudio, se registraron 369 individuos pertenecientes a 19 diferentes especies, siendo Hemmigramus sp.1 la mas abundante (93 individuos capturados).

    El análisis de la riqueza a través del Índice de diversidad de Margalef, refleja que la zona norte (arroyos Huachi, Corate, y San Perro) es la más rica, con un índice alto de 3,07, seguido por la zona central con un índice de 2,74.

    Los 817 peces capturados en la TCO Baures representaron una biomasa de 85,430 kg, las especies de mayor importancia fueron el tucunaré (Cichla monoculus) con el 37%, la piraña amarilla (Serrasalmus spiloplerua) con el 25%, piraña morada (Serrasalmus sp.) 15% y la corvina (Plagioscion squamosissimus) con el 10%.

     

  • LAS AVES DE LA TIERRA COMUNITARIA DE ORIGEN DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE, BENI, BOLIVIA

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Claudia Suárez, Eladio Guerrero, Maricela Ojopi, Leonardo Burton, Santiago Ojopi, Cleudy Vaca, Alexander Languidez, Ana Maria Mamani

     

    LAS AVES DE LA TIERRA COMUNITARIA DE ORIGEN DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE, BENI, BOLIVIA

    Resumen:

    Durante la evaluación participativa de la biodiversidad en parte de la TCO Baures, se realizaron conteos de aves en ocho sendas con un total de 47,5 Kilómetros en bosques ribereños, de altura, y los cultivos y zonas chaqueadas. Los censos se hicieron durante 14 días entre 10 y 20 de Septiembre de 2008 y el total de horas de censos fue de 54,4 horas. Además se realizaron capturas de aves menores durante seis días con redes que estuvieron abiertas por espacios de 6 a 7 horas diarias.

     

    El resultado de los censos, observaciones ocasionales, reporte local y de las capturas realizadas en 20 días de muestreo en los alrededores de la TCO Baures dio un total de 3162 aves registradas que correspondieron a 240 especies agrupadas en 58 familias. Las familias con más de cinco especies fueron la familia atrapamoscas (Tyrannidae) con 22 especies, los loros (Psittacidae) con 18 especies, hormigueritos (Thamnophilidae) con 13, tojos (Ictéridos) con 12, los picaflores (Trochilidae) con 11, trepapalos (Dendrocolaptidae) con diez; gavilanes (Accipitridae), palomas (Columbidae) y sayubuses (Thraupidae) con nueve; las perdices (Tinamidae), carpinteros (Picidae) y garzas (Ardeidae) con siete especies; las pavas (Cracidae) y halcones (Falconidae) con seis; los chichuriros (Troglodytidae), búhos (Strigidae), pimpines (Emberizidae) y martines pescadores (Alcedinidae) con cinco especies.

     

    La mayor diversidad de especies de aves fue detectada en la senda Centro, principalmente bosque de altura, con 94 especies. En los bordes del Lago Porfía se registraron 91 especies, 24 de éstas consideradas especies acuáticas: patos, garzas y gallaretas entre otras. Se registró 85 especies poco comunes, 20 comunes, 23 muy comunes y cinco numerosas. Las menos numerosas fueron la pava campanilla (Pipile cumanensis), la gallareta (Jacana jacana), la paraba amarilla (Ara ararauna), el burgo (Momotus momota) y el frió grande (Pitangus sulphuratus), este análisis incluyo a las especies que se registraron en bandadas grandes, como loros, palomas, patos y tijeretas.

     

  • IMPORTÂNCIA DO CONSUMO DE ANIMAIS SILVESTRES PARA AS POPULAÇÕES RIBEIRINHAS DO LAGO DE TUCURUÍ – PA

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Myrian Sá Leitão Barboza, Clarissa Mendes Knoechelmann, Roberta Sá Leitão Barboza, Marina Lira Soares, Juarez Carlos Brito Pezzuti e Ana Cristina Mendes de Oliveira

     

    IMPORTÂNCIA DO CONSUMO DE ANIMAIS SILVESTRES PARA AS POPULAÇÕES RIBEIRINHAS DO LAGO DE TUCURUÍ – PA

    Resumo:

    A análise dos processos embutidos na alimentação, como estratégias de captura, produção e consumo, fornece importantes informações sobre as táticas das populações humanas frente aos recursos ambientais. Através da relação entre uso de recursos e dieta alimentar podem ser verificadas situações de mudança no modo de vida e de subsistência de uma população local, já que estas modificações são refletidas na dieta das populações. Neste sentido, foi realizado um estudo da freqüência de consumo dos itens protéicos de origem animal pelos moradores da Reservas de Desenvolvimento Sustentável Pucurui-Ararão (RDS) presentes no Lago de Tucuruí, através da técnica de monitoramento do consumo de proteína animal. O procedimento metodológico foi apresentado detalhadamente durante reuniões realizadas nas comunidades, e os comunitários foram advertidos quanto à participação voluntária e da necessidade do preenchimento diário de fichas de refeições. O monitoramento foi iniciado em 31 de janeiro de 2006 e finalizado em agosto de 2007. As famílias passaram por treinamento e capacitação para anotação correta dos dados nas fichas referentes ao consumo de proteína animal. Cada família recebeu um Kit, contendo pasta, tabelas de anotação, lápis, borracha e balança (tipo pesolas), que permitiram o registro do peso da carne abatida. As 27 famílias participantes eram acompanhadas a cada 4 meses, a fim de garantia da confiabilidade dos dados gerados, e fizeram o registro de 4547 refeições. Foram consumidos 7367,96kg de peixes durante o período de estudo, correspondendo a 75,90% do peso total de proteína animal consumida, enquanto que para carne de caça foram consumidos 226,70kg, representando 2,34% do peso total de proteína animal consumida. Foram consumidos 630,75kg de frango, 282,67kg de porco de criação e 54,80kg de produtos enlatados. O monitoramento permitiu avaliar a contribuição que os animais silvestres representam como fonte de proteína animal para as comunidades. O peixe representou a fonte protéica mais importante na alimentação dos moradores das RDS Pucurui-Ararão, enquanto que a carne de caça foi pouco consumida nas refeições. O consumo de alimentos obtidos na própria região representa um papel expressivo no consumo doméstico diário e demonstra a importância significativa do extrativismo animal para as populações ribeirinhas. Dessa forma, torna-se imprescindível a inclusão dos principais usuários do recurso nas pesquisas sobre populações silvestres exploradas, além da necessidade de estudos de composição da dieta alimentar como forma de entendimento do papel da fauna silvestre para as populações ribeirinhas e para a análise das atuais práticas de manejo.

     

  • PROGRAMA PÉ-DE-PINCHA, NOVE ANOS DE MANEJO SUSTENTÁVEL COMUNITÁRIO DE QUELÔNIOS NA REGIÃO DO MÉDIO AMAZONAS

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Paulo Cesar Machado Andrade, Midian Salgado Monteiro, Sandra Helena Azevedo, Hugo Ricardo Bezerra Alves, Carlos Dias Almeida Jr

     

    PROGRAMA PÉ-DE-PINCHA, NOVE ANOS DE MANEJO SUSTENTÁVEL COMUNITÁRIO DE QUELÔNIOS NA REGIÃO DO MÉDIO AMAZONAS

    Resumo:

    O Pé-de-Pincha vem sendo desenvolvido pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) desde 1999, estimulando a conservação de quelônios através de seu manejo participativo. UFAM e IBAMA vêm trabalhando em 86 comunidades do Médio Amazonas e rio Negro, nos municípios de Nhamundá, Parintins, Barreirinha e Barcelos/AM e Terra Santa, Juruti, Faro e Oriximiná /PA. O programa visa o manejo racional e sustentável de quelônios pelas próprias comunidades. Na região foram identificadas 13 espécies de quelônios: Podocnemis expansa, P.unifilis, iaçá P.sextuberculata, P.erytrocephala, Peltocephalus dumerilianus, Rhinoclemmys punctularia, Phrynops nasutus, Kinosternon scorpioides,Geochelone denticulata e G.carbonaria, Chelus fimbriatus, Platemys platycephala e Phrynops spp. De 1999 a 2008, o programa devolveu à natureza 721.589 filhotes de quelônios (74,4% tracajás, Podocnemis unifilis;7,6% tartarugas, P.expansa; 10,9% iaçás, P.sextuberculata; e 7,1% irapucas, P.erythrocephala), provenientes de ninhos manejados, com taxa de eclosão média de 81,97±7,76% contra 54,51±16,27% de ninhos naturais. A temperatura média nos locais de transplante foi igual a 32,55º ±3,17 º C. Os tracajás nasceram pesando 14,89±1,38 g , iaçás 14,26±1,83 g, tartarugas 22,52±1,43g e irapucas, 11,21±2,57 g. Foram capacitados 405 professores das escolas municipais em educação ambiental; realizadas palestras nas escolas e comunidades para mais de 67.606 ouvintes; treinados 101 agentes ambientais voluntários; participaram de cursos de alternativas para geração de renda mais de 1.021 pessoas; e foram instaladas mais de 31 unidades de criação comunitária com 12.963 quelônios (2003- 2007). Desde 2004, entre os filhotes soltos foram marcados 28.303 animais (10% com microchips) para monitoramento através de recaptura(CMR) e estimativa da taxa de sobrevivência e crescimento. Dos filhotes manejados marcados e soltos, o maior índice de recaptura foi do tracajá com 6,19%. A sobrevivência média de tracajás manejados, até 12 meses de idade, foi estimada em 17,765±10,23%. O recrutamento anual de fêmeas nas áreas de reprodução aumentou 37,11±55,83%. O custo médio do filhote, produzido nesse sistema de manejo comunitário é de R$0,71±0,06. Os valores de recrutamento, impossibilitam a extração sustentável de quelônios adultos da natureza. Se aumentarmos o número áreas protegidas atingiríamos um equilíbrio populacional em 13 a 15 anos de proteção. A criação comunitária foi monitorada sendo que os quelônios criados em tanques-rede demonstraram um ganho diário de peso (GDP) superior (0,488±0,202 g/dia) aos de tanques de alvenaria ou fibra (0,18g/dia). A melhor densidade para este sistema foi de 40-65 indivíduos/m3, sendo que a sobrevivência foi de 89,42 ± 10,56 %. A produção total foi de 866 kg/36 meses, com receita líquida estimada em R$1.559/tanque/ano.

     

  • LEVANTAMENTO DA FAUNA COM POTENCIAL CINEGÉTICO DA RESEX BAIXO JURUÁ, ANÁLISE DE SUSTENTABILIDADE E PROPOSTAS DE MANEJO COMUNITÁRIO

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Paulo Cesar Machado Andrade, Paulo Henrique Guimarães Oliveira, Anndson Brelaz de Oliveira, Carlos Dias Almeida Júnior, Wander da Silva Rodrigues

     

    LEVANTAMENTO DA FAUNA COM POTENCIAL CINEGÉTICO DA RESEX BAIXO JURUÁ, ANÁLISE DE SUSTENTABILIDADE E PROPOSTAS DE MANEJO COMUNITÁRIO

    Resumo:

    A utilização de recursos faunísticos em reservas extrativistas possibilita geração de renda às populações tradicionais. De 2005 a 2006, realizou-se os levantamentos de mamíferos com potencial cinegético da Resex do Baixo Juruá. As atividades de campo foram realizadas na seca de 2005 e cheia de 2006, o inventário foi realizado através da aplicação de questionários (52) em 11 localidades da reserva e com as metodologias de transectos lineares, contagem de pegadas e estações atrativas. Os transectos foram monitorados durante 8 dias na seca e 15 dias na cheia, em vegetação de igapó, baixio, várzea, e floresta de terra firme. Foram registradas nas trilhas de caça 55 espécies com potencial cinegético. O preço médio da carne de animais silvestres é R$2,50/kg. 34,61% dos moradores comercializam, principalmente, quelônios (Podocnemis spp.), anta (Tapirus terrestris), queixada (Tayassu pecari) e veado (Mazama spp.). A preferência para consumo são porcos do mato (77,78%), pacas (74,07%), tracajás (70,37%), veados (66,67%), tatus (66,67%), cutias (62,96%) e macacos (59,26%). Os animais com maior frequência de caça anual são os porcos do mato (17,65 ± 15,39 animais/ano), nambu (15,00±0,1 animais/ano), macacos (13,06 ± 9,33 animais/ano), pacas (44,05± 29,77 animais/ano), queixadas (57,22± 54,37 animais/ano) e mutuns (76,54 ± 60,32 animais/ano). As espécies com maior densidade encontradas na Resex foram queixada = 214,68 ± 152,26 animais/ km2, paca= 31,84 ± 3,33 animais/ km2, macaco barrigudo= 31,83 ± 0,2 animais/ km2, jacamim= 25,23 ± 24,02 animais/ km2, macaco de cheiro=17,48±12,15 animais/ km2, caitetu = 17,41± 15,16 animais/ km2. Na Resex os porcos do mato, são preferidos para consumo, e causam danos aos roçados de mandioca (Manihot esculenta), com prejuízo de cerca de R$3.750,00/ha de roça/ano. Existe interesse das comunidades em manejar porcos do mato, existe um mercado local consumidor, que absorve o excedente dos porcos do mato abatidos (10,81 caitetus/ano; 57,22 ± 54,37 queixadas/ano), sendo vendidos 8,07% do que é abatido a R$2,83 ± 0,41/kg. Foi analisada a sustentabilidade da caça de T. tajacu e T. pecarie, sendo encontrado os seguintes índices: densidade média= 17,41animal/km2); Biomassa=329,05 kg/ km2; Número estimado de animais na Resex=32.731; r máx=1,25; Produção=10,12 animal/km2; HR Taxa de Desfrute anual=0,14; Sustentabilidade= 6,93% de produção abatido pelos caçadores. Para a área total da Resex (1880 km2), a cota anual de abate sustentável de caititus foi estimada entre 2.064 a 3.531 animais, e de queixadas de 7.360 a 9.556 animais. Estes valores correspondem a cerca de 2 a 3 caititus/morador, e 26 a 37 queixadas/morador.

     

  • EL RECUENTO DE CAIMAN NEGRO (MELANOSUCHUS NÍGER) EN LA TIERRA COMUNITARIA DE ORIGEN DEL PUEBLO INDÍGENA BAURES

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Hisvaldo Languidey, Alexander Languidey, Levinde Burton, Leonardo Burton, Hermógenes Ortiz, Humberto Saavedra

     

    EL RECUENTO DE CAIMAN NEGRO (MELANOSUCHUS NÍGER) EN LA TIERRA COMUNITARIA DE ORIGEN DEL PUEBLO INDÍGENA BAURES

    Resumen:

    Aunque las aguas navegables de Bolivia no son propiedad de ninguno, el Pueblo Indígena Baures, tiene la buena fortuna de incluir de varias lagunas naturales en su recientemente delineado territorio, donde el sustrato es mineral (en vez de aluvial como los oxbow), donde existen poblaciones interesantes del caimán negro (Melanosuchus niger). Desde 1990, cuando el Gobierno Boliviano declaró una veda contra la caza comercial, la venta de cueros de esta especie ha sido prohibida, aunque este hecho no ha eliminado de todo su tráfico ilegal. Sin embargo, con la apertura hacia el manejo de las especies de fauna con fines asegurar un uso sostenible, la organización de los Baures, busca elaborar un plan de manejo de la especie para justificar una cosecha sostenible para la comercialización de su cuero. Con este en mente, se llevó a cabo censos poblacionales del caimán negro en los lagos de la TCO. El poster presenta los resultados de los recuentos, y la información de la historia natural local que se investigó durante el trabajo de pre-inversión para la elaboración de un plan de manejo de la especie en la TCO, con una cosecha experimental.

     

  • REGULACIÓN LOCAL DE LA CACERÍA EN COMUNIDADES RURALES DEL SURESTE DE MÉXICO

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Michelle Guerra, Sophie Calmé , María de Jesús Manzón

     

    REGULACIÓN LOCAL DE LA CACERÍA EN COMUNIDADES RURALES DEL SURESTE DE MÉXICO

    Resumen:

    En este trabajo mostramos de una experiencia de manejo comunitario de fauna silvestre en dos ejidos forestales cercanos a la Reserva de la Biosfera de Calakmul en Campeche. Este un esfuerzo que constituye el primer ejemplo que conocemos en Mesoamerica donde un estudio formal de fauna cinegética desemboca en propuestas concretas de conservación y aprovechamiento en las comunidades donde tuvo lugar, de manera que asegura el aprovechamiento sustentable del recurso. A través de este estudio pudimos saber cuáles son las especies más cazadas, dónde se cazaron, para qué se utilizaron, qué tan disponibles estaban en el monte y cuál es la relación de la cacería de autoconsumo con las actividades productivas de las comunidades. Estos datos nos sirvieron para concretar reglas de aprovechamiento comunitario de la presas dentro de los ejidos y fortalecer la organización de los usuarios en cada comunidad. Logramos que las reglas de uso de fauna fueran legitimadas porque estaban respaldadas por estudios, pero siempre provinieron de la misma comunidad. Con ello, queremos mostrar que este tipo de experiencias exitosas pueden ser aplicadas en otras comunidades con intereses similares, pero adaptadas a sus propias costumbres.

     

  • HACIA EL USO SOSTENIBLE DE RECURSOS NATURALES EN EL TERRITORIO DE COMUNIDADES WAORANI EN LA CARRETERA MAXUS PARQUE NACIONAL YASUNÍ, ECUADOR

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Matias Alvarado, Ruben Cueva, Santiago Espinosa

     

    HACIA EL USO SOSTENIBLE DE RECURSOS NATURALES EN EL TERRITORIO DE COMUNIDADES WAORANI EN LA CARRETERA MAXUS PARQUE NACIONAL YASUNÍ, ECUADOR

    Resumen:

    Los Waorani, habitantes ancestrales de la Amazonía ecuatoriana, viven en lo que hoy es el Parque Nacional Yasuní y la Reserva Étnica Waorani. Los Waorani dependen altamente de los recursos naturales del bosque tropical, por ejemplo, recolección de frutos, fibras vegetales y, en especial, de la cacería. Antiguamente los Waorani eran seminómadas y vivían en pequeños grupos familiares. Su subsistencia se basaba en recolectar y compartir, y no conocían de ventas o negocios. La cultura Waorani ha cambiado rápidamente en las ultimas cinco décadas, y hoy en día muchas familias han formado asentamientos permanentes a lo largo de las carreteras creadas para la industria petrolera. Estas familias poseen tecnologías occidentales (e.g., botes motorizados y armas de fuego) y su estilo de vida se va integrando a una economía de mercado, lo que intensifica la explotación de recursos naturales. Actualmente, los Waorani no disponen de un plan para el manejo sostenible de sus recursos naturales. Presentamos como ejemplo el caso de las comunidades Waorani asentadas a lo largo de la Carretera Maxus, dentro del Parque Nacional Yasuní, y el uso de las especies de cacería. Los conservacionistas ven las actividades de cacería de los Waorani en esta área como una amenaza para las poblaciones de especies animales locales. Se cree que la sobreexplotación podría llevar a la extirpación de las especies más cazadas. Por esta razón, se han desarrollado actividades que pretenden encontrar soluciones para lograr un manejo sostenible y conservación de la fauna local. Ejemplos de estas iniciativas son: el estudio del jaguar y sus presas, el monitoreo de las actividades de cacería, la zonificación participativa del territorio, y el monitoreo de tortugas de río. En el transcurso de estas iniciativas de manejo, planteadas desde una visión occidental, un grupo de jóvenes Waorani está entrenándose en técnicas de investigación y monitoreo de fauna silvestre. Como resultado se ha creado un nuevo espacio de interacción en el que los Waorani discuten estas iniciativas de conservación desde su propio punto de vista. En un primer taller, jóvenes Waorani desarrollaron un mapa de su territorio, alrededor de la carretera Maxus, y lo zonificaron de acuerdo a diferentes tipos de uso, como por ejemplo, áreas de conservación, turismo, cacería y uso intensivo. Esperamos que este grupo de nuevos lideres locales genere iniciativas que incorporen elementos de investigación y monitoreo para abordar directamente las necesidades de conservación y manejo de recursos desde su propia perspectiva.

     

  • MANEJO REPRODUCTIVO COMUNITARIO PARA LA CONSERVACIÓN DE LAS TORTUGAS CHARAPA (PODOCNEMIS EXPANSA) Y TARICAYA (ODOCNEMIS UNIFILIS) EN EL PARQUE NACIONAL ALTO PURUS

    7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade

     

    Arsenio Calle, J. Grocio Gil

     

    MANEJO REPRODUCTIVO COMUNITARIO PARA LA CONSERVACIÓN DE LAS TORTUGAS CHARAPA (PODOCNEMIS EXPANSA) Y TARICAYA (ODOCNEMIS UNIFILIS) EN EL PARQUE NACIONAL ALTO PURUS

    Resumen:

    El Parque Nacional Alto Purus (PNAP) es la mayor Área Natural Protegida del Peru. y de importancia estratégica para la conservación de la biodiversidad, producción de servicios ambientales y fuente de recursos naturales para las poblaciones indígenas. En la zona fuente se protege fauna amenazada, entre ellas el “lobo de río” Pteronura brasiliensis, la “charapa” podocnemis expansa, Podocnemis unifilis, el “águila arpia” Harpia hapyja, el “guacamayo verde cabeza celeste” Ara couloni, el titi goeldi (Callimico goeldi), el mono maquisapa negra (Ateles paniscus chamek), el perro de monte (Speothos venaticus) entre otros vertebrados.

     

    El objetivo del presente trabajo fue lograr la participación organizada de las comunidades indígenas en las actividades de manejo reproductivo de las tortugas “charapa” podocnemis expansa y Podocnemis unifilis, en el curso medio y alto del río Alto Purus entre los meses de Julio a Septiembre; para tal fin se llevaron a cabo estudios bioecologicos y sensibilización social en 10 comunidades indígenas Sharanahuas y Kaxinawas a través del uso de un conjunto de metodologías participativas: talleres, entrevistas, diálogos, grupos focales, elaboración de mapas participativos de los recursos naturales y de acuerdo a esto se logro transferir técnicas de manejo reproductivo a los Comités de Vigilancia Comunal de 7 comunidades en los ultimos 2 años, liberación de mas de 7500 crías de taricaya producidas en playas seminaturales y 320 crías de charapa en el año 2007 por primera vez en la cuenca del río Alto Purus. Se concluye que la participación comunitaria en el manejo reproductivo de estas especies en estos dos ultimos años a permitido asentar las bases del Programa de repoblamiento de quelonios acuáticos en el sector Nor este del PNAP y a su vez favorecer la socioeconomía de las comunidades locales.

     

8 Tráfico de fauna silvestre

  • DESTINAÇÃO DE ANIMAIS SILVESTRES APREENDIDOS NO CETAS CHICO MENDES (SALVADOR/BA) DOS ANOS DE 2004 A 2007

    8. Tráfico de fauna silvestre – Resúmenes

     

    Aline Borges do Carmo, Patrícia Carla Barbosa Pimentel, Eva de Carvalho Aroucha, Eliana Medeiros, Samanta Levita Coutinho

     

    DESTINAÇÃO DE ANIMAIS SILVESTRES APREENDIDOS NO CETAS CHICO MENDES (SALVADOR/BA) DOS ANOS DE 2004 A 2007

     

    Resumo:

    Recentemente, questões relativas à fauna silvestre apreendida, mais especificamente, sua destinação adequada, têm sido alvo de debate, tanto da sociedade científica, como de órgãos governamentais ligados à gestão ambiental. No ano de 2008, foi lançada uma legislação específica tratando deste assunto, estabelecendo inclusive um prazo para que as instituições que trabalham com recepção e destinação de animais silvestres se adequassem à nova realidade. Tal questão é de extrema importância, visto que, ainda hoje, muitas vezes, estes animais são soltos sem os devidos cuidados, de forma totalmente aleatória. Por outro lado, a destinação destes animais ao cativeiro nem sempre é viável, visto que a maior parte deste contingente não é de interesse de zoológicos e outras instituições legalmente aptas a recebê-los. O CETAS Chico Mendes, localizado no município de Salvador, na Bahia, é o único local na região para onde animais apreendidos pelas autoridades ambientais, entregues espontaneamente pela população ou resgatados em áreas urbanas podem ser encaminhados legalmente. Este trabalho procurou avaliar as destinações dadas a estes animais desde a reabertura da estrutura, em 2004 até o ano de 2007. Para isso, foram consultados os relatórios anuais produzidos neste período. Foi constatado que apenas uma pequena parte dos animais apreendidos puderam ser devolvidos à natureza vinculados a projetos técnicos específicos, conforme previsto atualmente na nova norma. Esta situação é preocupante, na medida em que se está lidando com uma rica biodiversidade, considerada patrimônio de todo o povo brasileiro. Faz-se necessário e urgente, dadas as limitações de ordem técnica e financeira com que os órgãos ambientais se confrontam, uma maior participação da comunidade científica no envolvimento destas questões, para que as destinações de fauna silvestre apreendida estejam legalmente amparadas e cientificamente embasadas. A realização de convênios com universidades, que já vem acontecendo, deve abranger esta atividade, de modo também a propiciar uma melhor capacitação de estudantes de medicina veterinária e ci6encias biológicas para o futuro exercício da profissão. Em contrapartida, os resultados de pesquisas assim realizadas poderão propiciar melhoria no manejo e nos trabalhos de destinação destes animais.

     

9 Espécies introduzidas e espécies pragas

  • ESTUDO PRELIMINAR DO COMPORTAMENTO & ECOLOGIA DE MACACOS-DECHEIRO, Saimiri sp. INTRODUZIDOS EM UM FRAGMENTO DE FLORESTA ATLÂNTICA

    9. Espécies introduzidas e espécies pragas

     

    Marina Lira Soares, Myrian Sá Leitão Barboza, Antônio Rossano Mendes Pontes

     

    ESTUDO PRELIMINAR DO COMPORTAMENTO & ECOLOGIA DE MACACOS-DECHEIRO, Saimiri sp. INTRODUZIDOS EM UM FRAGMENTO DE FLORESTA ATLÂNTICA

     

    Resumo:

    A Floresta Atlântica é considerada um ecossistema extremamente ameaçado e grande parte se encontra na forma de fragmentos de mata secundária. Possui 130 espécies de mamíferos, dos quais 51 são endêmicos, dentre estes 21 espécies são de primatas. Assim o presente trabalho teve como objetivo estudar a ecologia e comportamento de grupos de Saimiri spp., em um fragmento de Floresta Atlântica localizado na Reserva Biológica de Saltinho no estado de Pernambuco. Foram colocados girais com frutas e insetos em locais específicos, inclusive nas bordas da mata, e nos locais onde possivelmente os animais teriam sido vistos para que os grupos pudessem ser atraídos. Os animais foram reconhecidos, seguidos, contados e identificados, sendo observados através do método de amostragem de varredura instantânea, a cada 5 minutos. Adicionalmente, nos intervalos das observações sistemáticas, sempre que foram vistos explorando um recurso alimentar ou realizando algum outro tipo de comportamento, a atividade foi registrada através do método de Ad libitum. As observações foram feitas desde o amanhecer, ao saírem do local de pernoite, até o momento a que se recolhiam. O grupo continha 25 indivíduos e se dividia em 2 subgrupos que se juntavam no final da tarde no local de escolha de pernoite. Foram vistos animais juvenis, adultos e filhotes forrageando, vocalizando e interagindo entre si. Itens alimentares foram identificados in situ ou preservados no laboratório de Estudo e Conservação de mamíferos da UFPE e enviados a especialistas para posterior identificação. O grupo se alimentou basicamente de frutos como: sambaqui (Schefflera morototonii), imbiriba vermelha (Xylopia frutescens), cunduru (Brosimum rubescens) e insetos, se recolhendo no final da tarde ao local de escolha para pernoite – bambuzais localizados próximos da borda da mata. Comparando-se os dados obtidos com os citados na literatura, verifica-se que os mesmos animais habitando um ecossistema diferente e de área de mata fragmentada, mantiveram os padrões ecológicos de comportamento para Saimiri sp. em condições naturais.

     

  • CRÍA EN CAUTIVERIO, MODELOS ESPACIALES EXPLICITOS Y REINTRODUCCIÓN: LOS RATITES SUDAMERICANOS COMO CASO DE ESTUDIO

    9. Espécies introduzidas e espécies pragas

     

    Mónica B. Martella

     

    CRÍA EN CAUTIVERIO, MODELOS ESPACIALES EXPLICITOS Y REINTRODUCCIÓN: LOS RATITES SUDAMERICANOS COMO CASO DE ESTUDIO

     

    Resumen:

    Las poblaciones silvestres de las dos especies de ratites sudamericanos (Choique -Rhea pennata y Ñandú común -Rhea americana), se encuentran en un situación crítica de conservación debido a la caza ilegal y al avance de la agricultura sobre tierras que se usaban para actividades ganaderas. Desde hace algunos años, se hallan incluidas en la Lista Roja de la UICN, en la categoría de especies “Casi amenazadas”.Estudios poblacionales y modelos espacialmente explícitos y de simulación de la dinámica poblacional de estas especies, sugieren que las poblaciones pequeñas en parches reducidos de hábitat adecuado tienen alta probabilidad de extinción, de no mantenerse un flujo creciente de individuos desde otras áreas. Por otro lado, en Argentina, en la década del 90, estas especies comenzaron a ser criadas en cautividad, en granjas comerciales. En estas últimas, estudios de producción y genéticos (usando marcadores moleculares) demuestran que los planteles de ñandúes de granjas del centro de Argentina no exhiben signos de endogamia, ni diferencias en la variabilidad genética respecto a las poblaciones silvestres de la misma región. En base a este escenario, se procedió a probar si se pueden incrementar las poblaciones silvestres mediante la liberación de animales criados en cautiverio. Veintiún ñandúes juveniles, ocho adultos y diecisiete choiques fueron liberados en la región central de Argentina (Córdoba y San Luis) y en el N de la Patagonia argentina, respectivamente, siguiendo el protocolo de la IUCN indicado para estos casos. Los animales fueron marcados individualmente en las patas y provistos de collares con radiotransmisores, para luego ser monitoreados por radio-telemetría. Los Choiques y Ñandúes liberados se unieron a los silvestres, y mostraron similares desplazamientos y áreas de acción (home range) que éstos últimos. La supervivencia fue más alta en áreas protegidas de la caza furtiva, y en donde no abundaban predadores naturales como el puma. Estos resultados sugieren que la reintroducción de ñandúes y choiques provenientes de cautiverio es factible. Consecuentemente, las poblaciones de ambas especies de ratites criadas en cautiverio se convierten en un reservorio genético importante y, junto con estudios genéticos y modelos espaciales y de simulación poblacional, constituyen una poderosa herramienta para la conservación.

     

10 Impactos do Manejo Florestal sobre a Fauna

  • O EFEITO DA FRAGMENTAÇÃO FLORESTAL SOBRE UMA ASSEMBLÉIA DE MORCEGOS (CHIROPTERA – MAMMALIA) NO PARQUE AMBIENTAL CHICO MENDES LOCALIZADO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO (ACRE/BRASIL)

    10. Impactos do Manejo Florestal sobre a Fauna

     

    Camila Faustino; Stephanie Maia; Francisco Glauco de Araújo Santos

     

    O EFEITO DA FRAGMENTAÇÃO FLORESTAL SOBRE UMA ASSEMBLÉIA DE MORCEGOS (CHIROPTERA – MAMMALIA) NO PARQUE AMBIENTAL CHICO MENDES LOCALIZADO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO (ACRE/BRASIL)

     

    Resumo:

    A fragmentação de habitats está sendo uma das principais causas da perda da biodiversidade em florestas tropicais. Um grupo de interesse aos estudos da fragmentação são os morcegos, uma vez que exercem papéis importantes dentro dos ecossistemas, através da dispersão de sementes, polinização e controle de insetos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito que a fragmentação de habitats exerce sobre uma assembléia de quirópteros existentes em um fragmento florestal localizado no Parque Ambiental Chico Mendes (PACM) na cidade de Rio Branco, Acre. E se este efeito afeta a riqueza e abundância destes animais. O Parque possui uma área de 52 ha, composta na sua maioria por mata secundária e uma área destinada ao lazer da população. As capturas foram realizadas em quatro pontos, dois no centro do fragmento, a 150m da borda (P2 e P4) e outros dois na borda do fragmento (P1 e P3). Em cada ponto de coleta estavam distribuídos dois transectos, cada um com 04 redes-de-neblina (medindo 12m x 2,5m). As capturas foram realizadas entre Dezembro de 2007 e Maio de 2008, totalizando 18 noites de coleta. A cada mês foi sorteado aleatoriamente dois pontos de coleta, um no centro e outro na borda do Parque, realizando quatro transectos por noite. As redes ficavam abertas de 18:00 às 23:00 horas. Foram capturados 76 espécimes de 12 espécies. As espécies mais abundantes foram Carollia perspicillata (n=32), Artibeus lituratus (n=14) e Carollia brevicauda (n=9), que são espécies frugívoras. A riqueza encontrada variou para cada ponto: no P1 foram registradas sete espécies; no P2, nove espécies; no P3, seis espécies; e em P4, cinco espécies. A abundância de espécies comuns aos pontos do centro e da borda também tende a ser diferente, pois a disponibilidade de alimento e abrigo varia conforme a estrutura da vegetação e a composição florística. Os Índices de Diversidade de Shannon-Winner foram semelhantes para a borda, com H’= 0,68 para P1 e H’= 0,63 para P3. Já os pontos localizados no centro apresentaram diferença, onde teve H’= 0,82 para P2, e o menor índice foi H’= 0,54 para P4, pois houve menor abundância e riqueza de espécies desses animais. A fragmentação tem efeito direto sobre a diversidade de morcegos, tanto em termos de abundância como de riqueza de espécies. Os dados obtidos ressaltam a importância da conservação do PACM na manutenção da diversidade de quirópteros do Estado do Acre.

     

  • STATUS DE CONSERVAÇÃO DA FAUNA DE MAMÍFEROS EM ÁREAS SOB PRESSÃO DE COLETA DE PRODUTOS FLORESTAIS MADEIREIROS E NÃOMADEIREIROS NO ESTADO DO ACRE

    10. Impactos do Manejo Florestal sobre a Fauna

     

    Francislane Paulino Cabral da Silva, Patrícia Maria Drumond, Carolina Gaia

     

    STATUS DE CONSERVAÇÃO DA FAUNA DE MAMÍFEROS EM ÁREAS SOB PRESSÃO DE COLETA DE PRODUTOS FLORESTAIS MADEIREIROS E NÃOMADEIREIROS NO ESTADO DO ACRE

     

    Resumo:

    O objetivo deste trabalho foi estimar a riqueza e a abundância de mamíferos diurnos em áreas sob pressão de coleta de castanha-do-brasil (Seringal Porongaba/Reserva Extrativista Chico Mendes e Seringal Cachoeira/Projeto de Assentamento Agroextrativista Chico Mendes, Acre) e em áreas sob pressão de retirada de madeira (Fazenda Seringal Iracema I, fronteira entre Acre, Amazonas e Rondônia e Ramal Nabor Júnior, Projeto de Colonização Pedro Peixoto, Acre). Os dados foram coletados empregando-se a metodologia dos transectos lineares. Nos Seringais Porongaba e Cachoeira foram instalados três transectos de 5km cada, enquanto na Fazenda Seringal Iracema I e no Ramal Nabor Júnior foi instalado um transecto de 5km. Em cada uma das áreas foram percorridos 300km de trilhas. Os períodos de realização da coleta de dados foram: entre os meses de maio e junho de 2006 (Ramal Nabor Júnior), entre julho a agosto de 2006 (Fazenda Seringal Iracema I), entre maio e julho de 2007 (Seringal Cachoeira) e entre julho e agosto de 2007 (Seringal Porongaba). De modo geral, a fauna de mamíferos registrada nas quatro áreas é bastante semelhante, com a predominância de espécies generalistas, tolerantes a alterações ambientais. No entanto, ainda é possível avistar algumas espécies raras (Callimico goeldii, Priodontes maximus, Mazama gouazoubira), com dieta restrita (Priodontes maximus), ameaçadas de extinção (Panthera onca, Priodontes maximus, Tapirus terrestris), de interesse dos moradores locais (Alouatta seniculus, Mazama americana, Tayassu pecari, T. tajacu) e/ou algumas pouco estudadas (Choloepus hoffmanni, Pithecia irrorata). A ocorrência destas espécies reforça a necessidade da implantação de planos de manejo de fauna nas áreas estudadas. Um aspecto preocupante foi o reduzido número de indivíduos avistados nas áreas (e, consequentemente, os baixos valores de abundância encontrados). Considerando que os animais de grande porte deslocam-se por extensas áreas, seu avistamento neste estudo foi, certamente, prejudicado pelo fato do inventário ter sido realizado em períodos bastante restritos e em um reduzido número de transectos. No entanto, mesmo os pequenos roedores, descritos na literatura como animais de fácil visualização, pouco visados pelos caçadores e tolerantes às alterações do meio foram registrados em pequeno número. Vários outros fatores podem ter interferido na quantificação dos mamíferos avistados neste estudo tais como seca extrema com inúmeros focos de incêndio no ano anterior à coleta de dados (Ramal Nabor Júnior e Fazenda Seringal Iracema I), elevada pressão de caça (todas as áreas estudadas, com exceção da Fazenda Seringal Iracema I) e crescente fragmentação da área florestada (todas as áreas estudadas).

     

  • OBSERVAÇÕES DO COMPORTAMENTO DAS AVES DURANTE SUPRESSÃO VEGETAL EM ÁREAS DE ATIVIDADE MINERÁRIA NO ESTADO DE MINAS GERAIS, BRASIL

    10. Impactos do Manejo Florestal sobre a Fauna

     

    Garcia, F. I.; Santiago, F. L.; Almeida, A.F. R.; Camara, E.M.V.C.

     

    OBSERVAÇÕES DO COMPORTAMENTO DAS AVES DURANTE SUPRESSÃO VEGETAL EM ÁREAS DE ATIVIDADE MINERÁRIA NO ESTADO DE MINAS GERAIS, BRASIL

     

    Resumo:

    As principais causas de ameaça à extinção das aves brasileiras são a perda e a degradação de habitat. Entretanto, são poucas as informações sobre as alterações na composição da comunidade de aves, durante o processo de supressão vegetal, que gera a perda, redução e fragmentação dos ambientes naturais. Para verificar esse impacto, assim como propor medidas de manejo mais eficazes para a fauna, a Vale vêm realizando o acompanhamento da supressão vegetal e o salvamento da fauna silvestre em toda implantação e expansão dos empreendimentos localizados em Minas Gerais. No presente trabalho, foram realizadas observações da avifauna durante a supressão vegetal, em três áreas de exploração da Vale, em Minas Gerais: Mina de Água Limpa, município de Rio Piracicaba; Mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo e Mina do Capitão do Mato, em Nova Lima. Todas estão localizadas na porção centro-meridional da cadeia do Espinhaço, caracterizada por uma zona de transição entre os biomas do Cerrado e a Mata Atlântica, entremeada por afloramentos rochosos, onde são encontrados os campos rupestres que abrigam tipos de vegetações distintos, com uma grande diversidade endêmica. As aves foram observadas durante todo o processo de supressão: corte do sub-bosque e de vegetação rasteira com uso de foice, derrubada das árvores com moto-serra e limpeza da área com trator. Após a derrubada da vegetação, uma série de animais é desalojada e pode ser observada perambulando por entre as árvores caídas. Um total de 17 espécies de aves foi observado, forrageando sobre a vegetação cortada. A maioria delas é representante de espécies típicas de áreas abertas e ensolaradas, geralmente, oportunistas quanto a seus hábitos alimentares e estratos de forrageamento. Estas espécies exploraram, oportunamente, aqueles recursos que se tornaram abundantes após a queda das árvores; no entanto, esta situação perdurou por pouco tempo e logo tais espécies não foram mais avistadas na região. A perda da biodiversidade ocorreu de forma imediata à supressão da vegetação, sendo, no primeiro momento, observada a substituição da fauna local por poucas espécies oportunistas. O acompanhamento da supressão da vegetação é uma boa oportunidade para se identificar o impacto no ambiente, no momento em que ele ocorre, registrando as reações imediatas da fauna, além de proporcionar períodos em campo superiores às campanhas normalmente realizadas em estudos e monitoramentos, ajudando na compreensão dos efeitos a atividade humana e possíveis estratégias de conservação.

     

11 Educação, política e legislação

  • IMPACTO DE LOS EGRESADOS DE PROGRAMAS DE CAPACITACIÓN ACADÉMICOS Y TÉCNICOS EN CONSERVACIÓN Y MANEJO DE VIDA SILVESTRE EN LATINOMÉRICA

    11. Educação, política e legislação.

     

    Bibiana Gómez Valencia, Catalina Cárdenas González y Hugo Fernando López-Arévalo

     

    IMPACTO DE LOS EGRESADOS DE PROGRAMAS DE CAPACITACIÓN ACADÉMICOS Y TÉCNICOS EN CONSERVACIÓN Y MANEJO DE VIDA SILVESTRE EN LATINOMÉRICA

     

    Resumen:

    La Asociación Latinoamericana de Conservación y Manejo de Vida Silvestre ALCOM cuenta con una base de datos web que reúne información personal, laboral y académica de los egresados de algunos programas de postgrado y programas de capacitación técnicos en conservación y manejo de vida silvestre, con el fin de conocer la incidencia, aportes, necesidades y fortalezas de estos profesionales en Latinoamérica después de su capacitación. La finalidad de esta iniciativa, es mantener contacto para promover el intercambio de información y cooperación entre los diferentes profesionales latinoamericanos que trabajan en ésta temática. La actualización y mantenimiento de la base de datos se realiza mediante contacto con los egresados o programas de capacitación a través del diligenciamiento de encuestas. La base de datos cuenta con 1164 integrantes. Para los programas académicos se cuenta con información de 68 egresados del postgrado en Manejo de Vida Silvestre de la Universidad Nacional de Córdoba, Argentina; 183 del programa de Ecología, Conservación y Manejo de Vida Silvestre del Instituto de Ciencias Biológicas de la Universidad Federal de Minas-Gerais, Brasil; 204 del programa de Conservación y Manejo en Vida Silvestre del Instituto Internacional en Conservación y Manejo de Vida Silvestre, Costa Rica; 181 del programa de Recursos Naturales Renovables de la Universidad Nacional Experimental de los Llanos Venezuela y 30 del posgrado en Biología, Línea de Conservación y Manejo de vida silvestre, Universidad Nacional de Colombia. Dentro de los programas de capacitación técnica se cuenta con información de 269 egresados del programa RESERVA de México y 229 egresados del programa en Administración y Manejo de Unidades de Conservación (AMUC) de Brasil. Se destaca que los egresados se vinculan principalmente en universidades, y organizaciones no gubernamentales sin ánimo de lucro (81%), más que en instituciones de control y gestión del gobierno (19%). Dentro de las principales necesidades se destaca el mantenimiento de la capacitación (31%), búsqueda de fondos para proyectos regionales (23%), fortalecimiento de una red de egresados (12%), intercambio académico (11%) y búsqueda y difusión de oportunidades laborales (6%). Las limitantes para la cooperación recaen en la falta de recursos económicos, la falta de interés personal y/o profesional, la falta de comunicación y tiempo. Se busca vincular a otros posgrados latinoamericanos y cursos de capacitación técnicos que abarquen estas temáticas para fortalecer una red latinoamericana de profesionales en ésta área, que pueda fomentar la generación y desarrollo de proyectos regionales.

     

  • ESTUDO DA COMUNIDADE DE ABELHAS JATAÍ E SUAS RELAÇÕES ECOLÓGICAS COM O MEIO AMBIENTE

    11. Educação, política e legislação.

     

    Felipe Novais Bahia, Esther Gonzalez

     

    ESTUDO DA COMUNIDADE DE ABELHAS JATAÍ E SUAS RELAÇÕES ECOLÓGICAS COM O MEIO AMBIENTE

    Resumo:

    As abelhas sem ferrão são muito importantes, pois além de serem responsáveis pela produção de 40% a 90% dos vegetais que necessitam de polinização cruzada em florestas tropicais ainda são produtoras de mel e outros produtos que estão sendo motivo de pesquisa. Um dos principais locais de ocorrência dos Meliponíneos é o Brasil, sendo este de grande importância para a ecologia de diversos ecossistemas. As abelhas jataí (Tetragonisca angustula) se destacam entre as demais sem ferrão, pois sua criação é econômica e ecológica, não necessitando de grandes investimentos. Este trabalho tem como objetivo criar um modelo de utilidade para estudar uma população de abelhas jataí, gerando material didático aplicável em forma de seminários e aulas demonstrativas para o ensino de ciências e educação ambiental do ensino fundamental. O modelo permite a visão de partes internas da colméia, possibilitando observar os favos de cria e outras estruturas presentes na mesma, facilitando seu manejo e aprimorando os métodos de conservação da espécie. A caixa para a criação das abelhas foi instalada no espaço da reserva ecológica particular, conhecida como Centro de Valorização e Integração de Atividades Acadêmicas (CEIVA), da PUC Minas campus Coração Eucarístico. O enxame de abelhas jataí foi doado por um meliponicultor de uma empresa especializada em abelhas indígenas e posteriormente foi realizada a transferência com sucesso para o modelo criado no projeto. Houve registro fotográfico após a transferência e durante o processo de adaptação das jataís no CEIVA e foi oferecido reforço alimentar para auxiliar na adaptação. As jataís se adaptaram à caixa racional modificada e, durante os primeiros dias, elas cobriram as fendas presentes na caixa com a própolis, tornando seu novo habitat propício para a sua sobrevivência. Foi observado que elas já visitavam as flores da nova localidade, passando a não necessitar mais de alimentação reforçada. As divisórias de vidro proporcionaram a visualização das atividades das jataís dentro da colméia, o que facilitou os estudos sobre a comunidade. Foi possível observar os favos de mel e de cria sem precisar abrir a caixa o que comprova a eficácia do modelo de utilidade construído no projeto. Mediante o sucesso com a criação das jataís, planos de aula foram desenvolvidos para realizar a transposição didática. Estes foram dirigidos para alunos do ensino fundamental abordando ecologia, polinização, conservação e manejo e também reflexões sobre a forma de vida das abelhas em comparação com a nossa sociedade contemporânea

     

  • EDUCAR PARA CONSERVAR CON LA COMUNIDAD

    11. Educação, política e legislação.

     

    Maria Alejandra Galindo, Sarita Kendall, Rocio Perdomo, Luis Otoniel Valerio, Marelvi Laureano, Casimiro Ahue, Francisco Silva

     

    EDUCAR PARA CONSERVAR CON LA COMUNIDAD

    Resumen:

    En el año 2005 la Fundación Natütama creo un Centro de Interpretación Ambiental que integra un programa de educación y conservación con las comunidades en la zona de Puerto Nariño, Amazonia colombiana. El programa promueve la formación de una cultura de conservación en torno al uso de los recursos naturales y la biodiversidad. Once educadores indígenas cubren aproximadamente 1000 niños de escuelas locales con aulas semanales y son guías del Centro. Adicionalmente diez coinvestigadores/pescadores trabajan en monitoreo, investigación y conservación de especies que son consideradas importantes por la comunidad, con énfasis en especies acuáticas amenazadas como tortugas, manatíes, pirarucus y delfines (las tortugas, los pirarucus y los manatíes son consumidos y los delfines son un recurso para el turismo). Los resultados de las investigaciones que combinan conocimiento local con aportes científicos, son divulgados a través del programa de educación y el Centro.

    El Centro de Interpretación, que representa el bosque inundado y la playa de noche, recibió 4.800 visitantes en el año 2007, incluyendo escuelas, colegios y personas de la región y del interior. La metodología educativa comprende charlas, dibujo y pintura, actividades lúdicas, títeres, teatro, música, salidas al campo y proyectos investigativos. Dentro de la Fundación existe un grupo ecológico (Los amiguitos de la Ceiba) que se reúne en el Centro semanalmente.

     

    Los educadores y coinvestigadores realizan campañas y actividades de conservación y manejo en la región. Esto incluye recomendaciones a instituciones, visitas y talleres en comunidades de los municipios de Leticia y Puerto Nariño, presentaciones culturales y participación en días especiales para niños. Anualmente se hace un programa de educación y conservación conocido como la semana Natütama.

     

    A través de la participación permanente de la comunidad en el monitoreo, se ha podido rescatar nidos de tortugas y liberar mas de 1000 tortuguillas; igualmente, a raíz de una campana dirigida a erradicar la caza de manatí, no se han registrado casos de caza de esta especie en las aguas colombianas del trapecio amazónico desde 2004. Estos hechos tangibles han incentivado un interés por conservar especies y buscar más opciones locales de manejo; al mismo tiempo, la coinvestigacion y la educación significan otra opción de trabajo para jóvenes y pescadores. Finalmente, con la inversión en educación se está tratando de formar una generación con un comportamiento responsable frente a la naturaleza. Esta experiencia podría ser reproducida a nivel regional para tratar de crear una cultura para la conservación de la biodiversidad.

     

  • A IMPLANTAÇÃO E SISTEMATIZAÇÃO DE AÇÕES PARA A CONSERVAÇÃO DA FAUNA SILVESTRE NO ESTADO DO TOCANTINS

    11. Educação, política e legislação.

     

    Paulo Henrique S. Corrêa; Muchailh,M.C; Loureiro, W; Motta, M.N.

     

    A IMPLANTAÇÃO E SISTEMATIZAÇÃO DE AÇÕES PARA A CONSERVAÇÃO DA FAUNA SILVESTRE NO ESTADO DO TOCANTINS

     

    Resumo:

    São vários os aspectos que evidenciam a necessidade de estabelecimento de diretrizes governamentais estaduais que possam reger complementarmente às normativas federais, nos aspectos de proteção à fauna silvestre nativa. No Brasil, observam-se várias instituições públicas e privadas desenvolvendo distintas ações para proteção da fauna: através de atividades fiscalizatórias, projetos de pesquisa, programas de educação ambiental, entre outras. A iniciativa do Estado do Tocantins na criação uma legislação estadual complementar irá contribuir para um incremento em qualidade e na efetividade das ações, especialmente quanto aos aspectos relacionados à integração dos diversos atores do processo. Pode-se pressupor que o sucesso na implementação de ações futuras, em decorrência da elaboração de uma política regional de proteção à fauna, está diretamente regulado em função do envolvimento dos atores responsáveis pela implementação destas ações. Desta maneira, a construção de uma matriz com ampla participação dos envolvidos em distintos campos de proteção à fauna silvestre, contendo diagnósticos dos principais entraves e dificuldades observados em campo, serve como pilar central para uma política regional concisa. Contudo, o que ainda precede a elaboração desta matriz é a realização de levantamento de situação fática desses envolvidos na questão, tanto quanto a atividades relativas à proteção quanto aos que representem ameaças em relação à fauna silvestre regional. Este processo pode ser iniciado a partir de pressupostos que são amplamente conhecidos pela comunidade científica e que podem servir de alicerce para o desenvolvimento das demais estratégias para uma efetiva política que resulte na proteção da fauna silvestre. Entretanto a falta de conhecimento e conscientização da população, os poucos recursos destinados á estudos básicos da fauna silvestre são indicativos de que diretrizes como campanhas de educação ambiental e a identificação de possíveis recursos e fontes para financiamento de projetos deva ser estratégias foco dessa Política. Da mesma forma, sendo identificadas diferentes ações com pouca integração entre as instituições coordenadoras demonstram a urgente necessidade de articulação interinstitucional para que, somando esforços possam ser realizadas ações mais efetivas com redução de custos. A iniciativa da criação da Política Estadual de Proteção à Fauna Nativa do Tocantins será uma ferramenta de muito valor para serem alcançados estes objetivos, indicando metas e alvos de conservação, criando fundos e indicando formas de obtenção de recursos e, principalmente, integrando diferentes instituições governamentais, ONGs, Universidades e demais instituições que tenham o interesse comum na preservação da fauna silvestre.

     

  • TRÁFICO DE FAUNA SILVESTRE NO ESTADO DO MARANHÃO

    11. Educação, política e legislação.

     

    Roberto Rodrigues Veloso Júnior, Deranilde Santana Silva

     

    TRÁFICO DE FAUNA SILVESTRE NO ESTADO DO MARANHÃO

    Resumo:

    A população brasileira possui em sua essência uma profunda relação com a fauna silvestre. Historicamente esta relação resultou em uma acentuada permissividade quanto aos abusos e atitudes antiéticas direcionadas para os animais. Entretanto, este quadro parece estar mudando. A captura e comercialização ilegal de animais silvestres figuram entre os principais fatores de ameaça a biodiversidade. Consequentemente, vem se intensificando a demanda por ações de fiscalização. Para a realização do presente estudo foi analisado o banco de dados do CETAS de São Luís no período 2003/2007. Foram verificadas as observações específicas para cada espécime quanto à identificação zoológica, instituição responsável pela ação e categoria de entrada, sendo também computadas as espécies alvo do tráfico, mas que são resgatadas ou entregues espontaneamente, provenientes de ambientes urbanos e peri-urbanos. Estas espécies geram conflitos quando em cativeiro, normalmente em sua fase pós-juvenil, como os primatas e os carnívoros, que resulta em fugas ou solturas realizadas pelos mantenedores. Durante o período de estudo, 2.908 espécimes deram entrada no CETAS de São Luís, deste total 2.167 oriundos de atividades ilícitas (tráfico), representando 74,52% do total de entradas. As aves representaram 72,21%, mamíferos 17,25% e répteis 10,52%. Os animais mais traficados no estado do maranhão são listados a seguir, com o respectivo percentual em relação ao total da classe às quais pertencem. Répteis: as espécies Kinosternon scorpioides (32%), Geochelone carbonaria (30,26%), Bothrops atrox (23,24%), Phrynops geoffroanus (7,46%) e Trachemys adiutrix (7%). Aves: as famílias Emberezidae (39,49%), principalmente o gênero Sporophila (96,6%), especialmente S. lineola (56%); Psittacidae (14,5%), gêneros Amazona (61,2%,), Aratinga (14,5%), Brotogeris (11%), Ara (5,3%) e Guarouba (2,2%); Thraupidae (11,31%), gênero Thraupis (89,83%); Anatidae (10%), apenas o gênero Dendrocygna; Icteridae (8,75%), espécies Cacicus cela (47,44%) e Icterus jamacaii (25,55%); Turdidae (5,62%), apenas o gênero Turdus. As demais famílias somam 9,33% (Ramphastidae, Threskiornitidae, Ralidae, Columbidae, Mimidae, Cardinalidae e Frigilidae). Entre os mamíferos os gêneros mais traficados foram Cebus (37,16%), Dasyprocta (15,24%), Saimiri (8,82%), Leopardus (8,82%), Nasua (6,95%), Callithrix (3,74%) e saguinus (3,74%). O Estado brasileiro possui informações suficientes para elaboração de políticas públicas que visem a proteção e gestão dos recursos faunísticos, no entanto, ainda estamos distantes de qualquer mudança da atual realidade, principalmente, com relação às ações de educação ambiental, investigação e fiscalização dos crimes praticados contra a fauna.

     

  • PROJETO BICHOS NA ESCOLA: MAMÍFEROS SILVESTRES QUE NÃO SÃO FAMOSOS, MAS QUE VIVEM PERTO DE NÓS

    11. Educação, política e legislação.

     

    Luana Amine Menezes de Souza, Armando Muniz Calouro, Camila de Lima Faustino

     

    PROJETO BICHOS NA ESCOLA: MAMÍFEROS SILVESTRES QUE NÃO SÃO FAMOSOS, MAS QUE VIVEM PERTO DE NÓS

    Resumo:

    A fauna do Brasil ainda é pouco conhecida pela população urbana, realidade que se repete nas grandes cidades da Amazônia, como Rio Branco, Acre. As novas gerações, nascidas na capital, não viveram na zona rural (seringais e colônias de agricultores), distanciando-se cada vez mais da natureza e desconhecendo os animais silvestres que a compõe. Tentando mudar esse quadro, foi criado o Projeto Bichos na Escola, que visa passar conhecimento sobre mamíferos silvestres do Acre aos alunos de rede municipal de ensino, através de visitas monitoradas ao zoológico do Parque Ambiental Chico Mendes (Rio Branco-AC), utilizando palestras expositivas e material didático (crânios, peles, pegadas) como introdução ao tema. Para avaliar o conhecimento dos alunos, foram aplicados formulários para que os mesmos listassem dez mamíferos silvestres localizados nas florestas da região. Nesses encontros, foram atendidas 1.205 crianças de 1ª a 4ª série (setembro/2006 a outubro/2007), obtendo-se 7.872 respostas (cerca de 65% das respostas previstas). Aproximadamente 92% das respostas citaram realmente mamíferos, dividindo-se em três categorias: silvestres (com 56,6% das respostas), exóticos (11,8%) e domésticos (23,5%). Outros grupos e categorias também foram citadas no questionário: répteis (2,7%); aves (2%); peixes (0,3%); invertebrados (0,4%); lendas (0,1%); índio (0,1%); humano (0,3%), além de respostas ilegíveis (2%). Cerca de 57,5% dos alunos da 3ª série (n=447) e 38,5% dos alunos da 4ª série (n=522) listaram menos de três mamíferos silvestres, citando em sua maioria espécies exóticas ou domesticadas. Cerca de 6% dos alunos da 3ª série e 3% dos alunos da 4ª série não souberam listar nenhum mamífero silvestre. Somente 1,44% de todos os alunos de 3ª e 4ª séries (n=969) listaram corretamente as 10 espécies de mamíferos solicitadas. O leão (n=305 citações), o lobo (n=73) e a girafa (n=37) foram as espécies exóticas mais citadas, todas espécies grandes, carismáticas e difundidas na mídia infantil (desenhos e cinema). Padrão parecido foi encontrado para os mamíferos silvestres, com o macaco (n=1036) e a onça (n=731) como os mais citados. Entretanto, entre os macacos, poucos citaram corretamente o nome popular (n=93), tais como macaco-prego (n=35) e bigodeiro (n=23). Esses resultados confirmam que a maior parte dos alunos desconhece a fauna acreana, justificando atividades como as do Projeto Bichos na Escola, que buscam contrabalancear a influência dos meios de comunicação, que muitas vezes enfocam animais carismáticos e exóticos, esquecendo-se daqueles que estão mais perto de nós.

     

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